quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O cristão e a homofobia

Estava lendo no blog da Comunidade Gay (do Portal UAI) um manifesto quanto à opinião da modelo Isabeli Fontana, que ao vivo no programa da Hebe afirmou não querer ter filho homossexual. Os gays acharam um absurdo, homofóbico. Agora, curiosos são os comentários de algumas mães no blog. Elas ficam indignadas afirmando que nenhuma mãe gostaria de ter um filho gay, acham normal a opinião da modelo e algumas até ofendem os gays.

Eu respeito os homossexuais. Até gostaria de ter um amigo gay, fofíssimo! O que me preocupa realmente é a homofobia. Confesso que como futura mãe não desejo ter um filho homossexual. Portanto, querer é diferente de ter, e se tiver vou amá-lo do mesmo jeito, mas é claro que darei uma educação ensinando menina a gostar de coisas de menina e menino gostar de coisas de menino. Depois é só confiar no que foi ensinado, se não der certo, paciência. Afinal, é muito polêmico o fato de uma pessoa ser homossexual, ninguém sabe o verdadeiro motivo. Mudando de assunto, não é sobre isso que quero falar aqui.

Quero falar que, como cristã, não aceito as práticas homossexuais, mas condeno a homofobia. Nosso papel como cristão é muito delicado diante dessa questão, mas alguns confundem isso e passam a recriminar os homossexuais. Ser gay não é defeito, nem qualidade. Alguns devem gostar, outros não. Penso que deve ser muito árduo ser ex-gay, até chego a duvidar que isso seja capaz de acontecer. No mais, Deus conhece cada um no seu íntimo, Ele é misericordioso, e quem somos nós para julgar. A Bíblia diz que o homossexualismo é pecado, mas Jesus nos ensinou a amar o próximo como a nós mesmos. Então, como ser capaz de discriminar um homossexual?

Desejar não ter um filho gay, não é homofobia. Não aceitar o filho gay é homofobia. Pregar o evangelho a um gay não é homofobia, condená-lo a vida de pecado é homofobia e anti-cristão.

Nota: Tudo bem que esse debate está na moda. A mídia tomou conta disso. Vejo toda essa falação sobre homofobia como um exagero midiático e governista, porém, como todo bom cristão tem que estar antenado, aí está minha opinião.

Nota 2: Por um lado, os homossexuais adoram e lutam por essa causa, mas será que eles também não vêem homofobia em tudo quanto é ação de heterossexual que se manifesta a respeito?

2 comentários:

i-relevante disse...

Vá adorei suas colocações. O problema dessa onda é que os heteros se tornam os vilões. Não podemos falar nada. Não podemos nos manifestar. Não podemos achar estranho. Somos obrigados a concordar com práticas que para mim não são naturais. Deus criou Adão e Eva. Não foi Eva e Joana ou Adão e José. Conheço homossexuais e ex-homossexuais. Consigo amar a pessoa, mas não o seu pecado. O que não consigo aguentar é a intolerância. Para nenhum dos lados.

Lê disse...

Oi Vá!
Bacana e polêmico seu texto! Concordo com você em alguns pontos. Como cristãos devemos derramar amor. Mas amar não significa aceitar e ser conivente com o pecado do próximo.

Na bíblia está escrito em 1Co 6 9-11: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.

Você disse: "Não aceitar o filho gay é homofobia". Não aceitar e lutar por ele é sinônimo de amar. Acolher e orar por ele, significa amar. Buscar ajudar e mostrar o erro, é realmente amar. Conheço homossexuais que tiveram a vida transformada, são casados, tem filhos e uma vida plena na presença do Senhor.
Sem dúvida a luta contra o pecado é constante, independente de qual seja a fraqueza de cada um.