quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mamoplastia Redutora: algumas considerações


Como tem muito tempo que não escrevo sobre a mamoplastia redutora, deu saudade!

Tenho algumas considerações a fazer na véspera do aniversário de dois anos da minha cirurgia:

  • Depois de algum tempo, você esquece completamente o que era ter peitões! Outro dia uma leitora me escreveu perguntando o tamanho de meu sutiã antes de operar e juro que já nem me lembrava!
  • Minha sensibilidade nunca mais foi a mesma. Eu perdi muito nisso, mas não me arrependo. Aliás, desenvolvi muito mais sensibilidade nas costas. Virei fã de uma massagem bem feita!
  • Poder usar vestidos de alcinha, sem se preocupar se o peito vai cair é um sentimento indescritível de satisfação.
  • Olhar as fotos antigas e ver que os peitos te engordavam 10kg na aparência é sentir um alívio nos dias de pós-operada.
  • A cicatriz te incomoda um pouco visualmente, principalmente porque a minha é grande, mas depois da auto-estima melhorada dá para passar por cima.
  • Todos os sutiãs que você tinha vontade de comprar te vestem bem. Isso também é indescritível!
  • Você passa a ver melhor o tamanho da sua barriga e faz de tudo para acabar com ela! (Acredite é verdade! Kkkkkkkkkkkkkkk)
  • Sua silhueta fica muito mais visível!
  • Vejo mulheres que têm peitos fora do tamanho padrão para o seu corpo na rua e me dá uma vontade danada de parar para falar com elas que a cirurgia é o melhor investimento.
  • Sempre vai ter alguém para perguntar o telefone do seu cirurgião e você vai dar conselhos sobre cirurgia plástica.
  • Pesquisas recentes indicam que mulheres que fizeram redução de mama terão dificuldades para amamentar. Eu tenho medo disso, mas me preparo para enfrentar o que for preciso.
  • Deitar de costas na cama e não se sentir sufocada também é recompensador.

Bom, pelo que eu me lembre é isso.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Comportamentos indevidos de Mães


Tento escrever sobre o tema “mãe” sem ser para o lado sentimental que isso leva. Por exemplo, não dá nem para descrever o quanto o papel da mãe é importante na vida filho. Eu amo minha mãe acima de tudo, ela é a pessoa mais importante pra mim nesse mundo e sempre esteve ao meu lado, é minha melhor amiga. Isso é inquestionável.

Então, tirando esse lado sentimental, às vezes observo a relação de algumas mães com seus filhos e fico meio incomodada. Fico pensando que eu ainda não sou mãe, ainda vou ser, mas abomino certos comportamentos que não quero ter com os meus filhos.

O primeiro deles é o chantagista e vitimista. A mulher quando se torna mãe, com certeza é a primeira referência do bebê no mundo. Ele é totalmente dependente dela e ela passa a fazer dele também o centro de sua vida. Instinto materno, óbvio. Porém, quando esses bebês começam a se tornar adultos, têm a primordial necessidade de ser independentes e, depois, começar a construir sua própria família. Algumas mães não preparam seus filhos para isso e quando ele resolve “tomar um pezinho”, elas piram, entram em depressão, ameaçam, etc. Não são todas, deixo claro, são aquelas chantagistas e vitimistas. Quando eles ameaçam se tornar independentes, elas cobram o amor que dedicaram a eles durante toda a vida. “Eu vivo por você, filhinha(o), como pode fazer isso comigo”, “eu não valho nada mesmo”, “quando eu morrer você vai ver o que é viver sem mãe”, “você vai deixar sua mãe sozinha?”, essas são suas frases preferidas. Como eu tenho horror a esse tipo de chantagem e situação, saio de mim quando vejo comportamento parecido, ou quebro o pau se a minha mãe fizer isso comigo. Só deixo um recado para as mães que agem assim: amor é gratuito, não se cobra de volta.

O segundo deles é o tipo mãe moderninha. Quem nunca teve uma amiga que tinha aquela mãe legal pra caramba, que deixava tudo, inclusive, dava conselhos sexuais. Pois é, com a gente ela agia assim, mas com a própria filha a situação era bem diferente. Ou não... às vezes, ela era liberal demais e, por isso, os filhos seguiram alguns caminhos errados, como o viver sem limites.

O terceiro é aquele super-protetor em excesso (com esse pleonasmo mesmo). O meninão cresceu e ela continua chamando ele de meu bebê. O cara arruma uma namorada e ela é a sogra megera, nenhuma mulher é e nem será boa o suficiente para o seu filho. Estourou a guerra no Iraque e ela compra um escudo pro bebezão. Toda mãe é protetora, até admiro isso, mas a super proteção sufoca. Não fique indignada comigo “mãe”, pois, é comprovado que esse comportamento fazem as crianças crescerem inseguras, com baixa auto-estima, dependente dos outros, sem iniciativa e não conseguem lidar com os fracassos na vida.

Existem outros tipos de mães ou comportamentos de mães. Só quero chamar atenção com essa crítica porque nenhuma mãe é perfeita. O amor é imenso. Portanto, devem existir certos limites na relação mãe e filho. Ninguém sabe a fórmula perfeita para se criar um filho, os pais podem achar que estão acertando quando na verdade estão errando e vice-versa. Como tudo na vida pede equilíbrio, a relação mãe-filho não é diferente.

Enfim, perdoem-me as mães que se identificaram com este texto. É sempre bom rever conceitos!