quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Compulsão Alimentar

Sou uma pessoa compulsiva. Não tenho vergonha em admitir. Meus episódios compulsivos são alimentares. Infelizmente. Passo um período firme na dieta, emagreço e começo a ficar bem feliz comigo. Na primeira frustração que a vida sempre me proporciona, o que é bem comum, viro uma fera, devoro qualquer alimento na minha frente compulsivamente, de preferência os mais calóricos. Gosto de me sentir empanturrada. Na verdade, não é gosto, pois depois me arrependo amargamente. Só não sou bulímica, pois não expurgo a comida ingerida. Mesmo assim, sofro de um distúrbio alimentar.

De acordo com pesquisas que fiz na net em sites médicos, a compulsão alimentar se caracteriza por envolver o consumo de uma grande quantidade de comida, de forma incontrolável e de maneira rápida, até o ponto de sentir-se demasiadamente cheio. O comportamento ocorre no mínimo duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses. Ela produz consequências tanto físicas quanto emocionais. Após um ataque de compulsão são comuns os sentimentos de vergonha, culpa, ansiedade, depressão e auto depreciação.

No meu caso, utilizo a comida como válvula de escape e principal fonte de prazer imediato. Tudo é motivo para comer, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Para se ter uma ideia emagreci 10 kg na última dieta, em três meses, com dieta hipocalórica. Na minhas férias, fui para um resort all inclusive e engordei nada menos do que 4kg numa semana. Aí não teve jeito, recuperei 9 kg nos dois meses seguintes. Tudo por causa de meus episódios compulsivos.

O tratamento da compulsão alimentar inclui psicoterapia e uso de ansiolíticos e anti-depressivos. Eu já faço terapia regularmente e já usei sertralina e fluoxetina. Começo muito bem, mas me boicoto quando obtenho pequeno sucesso. Na verdade, já cansei desse efeito sanfona, dessa compulsão que não consigo controlar. Tenho uma vantagem: eu nunca desisto de lutar contra a balança, só tenho que ser mais perseverante. Eu entendo todos os fatores que me levam ao descontrole, mas o emocional é muito difícil de se controlar, principalmente quando você não vive num ambiente favorável à mudança de hábitos.

Minha última tentativa é o Vigilantes do Peso. Estou indo bem até agora. Bem focada e decidida. Espero que seja a última tentativa mesmo, espero encontrar o equilíbrio. Tenho fé. Lutar contra a compulsão alimentar é árduo e requer tempo e dedicação. Procuro não me privar de tudo que gosto de comer, essa é a vantagem da dieta do Vigilantes, tudo são pontos! E, por fim, ainda tenho o sonho de postar neste blog que estou curada, linda, leve e magra!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mais uma vez: recomeçar!


Uma nova fase se inicia na minha vida. O bom da vida é isso. Sempre é possível recomeçar. Confesso que fracassei totalmente na dieta, os 10 kg que perdi, reencontrei. O círculo vicioso da obesidade me persegue. Enfim, é preciso reconhecer a derrota, rever os erros, e caminhar novamente em busca da vitória. Vou voltar ao método que mais obtive sucesso: o vigilantes do peso. Nutricionista, nutróloga, nada funcionou, mas foi porque minha cabeça estava em outro lugar, e meu foco distante. Sei exatamente os motivos desse desvio de percurso. Ergo a cabeça mais uma vez, respiro fundo e continuo. Compartilho aqui o fracasso porque nem só de vitórias a gente vive.

Força e determinação preciso encontrá-las! Mudar o estilo de vida é muito difícil, mais ainda é dar o primeiro passo. Você que se identifica comigo, não desista! Vou conseguir e com certeza você também!

Sabe aquele velho texto de Drummond? Vamos nos inspirar:

Não importa aonde você parou...

Em que momento da vida você cansou...

O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".

Recomeçar é dar uma chance a si mesmo...

É renovar as esperanças na vida e o mais importante...

Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?

Foi aprendizado...

Chorou muito?

Foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas?

Foi para perdoá-las um dia...

Sentiu-se só por diversas vezes?

É porque você fechou as portas até para os anjos...

Acreditou que tudo estava perdido?

Era o início da sua melhora...

Pois é...

Agora é hora de reiniciar...

De pensar na luz...

De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo...

Que tal um novo emprego?

Um corte de cabelo arrojado...

Diferente?

Um novo curso...

Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...

Desenhar...

Dominar o computador...

Ou qualquer outra coisa...

Olha quanto desafio...

Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.

Está se sentindo sozinho?

Besteira...

Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza...

Nem nós mesmos nos suportamos...

Ficamos horríveis...

O mal humor vai comendo nosso fígado...

Até a boca fica amarga!

Recomeçar...

Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?

Ir alto...

Sonhe alto...

Queira o melhor do melhor...

Queira coisas boas para a vida...

Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...

Se pensamos pequeno...

Coisas pequenas teremos...

Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é o hoje o dia da faxina mental...

Joga fora tudo que te prende ao passado...

Ao mundinho de coisas tristes...

Fotos...

Peças de roupa, papel de bala...

Ingressos de cinema, bilhete de viagens...

E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...

Jogue tudo fora...

Mas, principalmente, esvazie seu coração...

Fique pronto para a vida...

Para um novo amor...

Lembre-se: somos apaixonáveis...

Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...

Afinal de contas...

Nós somos o "Amor".

"Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura".

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cirurgia Plástica: fatalidades acontecem, mas é preciso cuidado e atenção!

Ontem, dia 07 de julho, a servidora municipal Kátia Maciel Dias de Oliveira, 38 anos, morreu em Belo Horizonte após passar por um cirurgia plástica no abdômen e nos seios, numa Clínica na região sul da cidade. O fato é que ainda estão investigando a causa da morte, pode até ter sido uma fatalidade, mas nos chama atenção pelo fato de ter sido numa clínica que não tinha alvará sanitário e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ter sido chamado para atendê-la quando ela teve a parada cardíaca.

Fato preocupante na história foi também o irmão de Kátia dizer que, depois de entrar à força na clínica, ficou espantado com o que aponta como problemas estruturais. "Ela pagou R$ 8,4 mil pela cirurgia e tomou a iniciativa. Se tivesse visto o local antes, jamais deixaria que ela seguisse com seus planos”, ele disse. De acordo com Fernando, ao tocar o corpo de sua irmã, percebeu que havia um profundo corte na cabeça dela, além das cicatrizes das intervenções cirúrgicas nos seios, abdômen e costas. Os médicos lhe disseram que ela sofreu uma parada cardíaca e caiu no banheiro, o que levou o empresário a registrar um boletim de ocorrência policial.

O final trágico para Kátia e sua família, nos serve de alerta nessas horas. Sem querer ofender à memória da paciente, ou difamar a clínica e o médico, este texto é só para chamar atenção de que a decisão em fazer uma cirurgia plástica não deve ser de uma hora pra outra. É preciso procurar o profissional certo, o lugar certo, se informar sobre os riscos e como minimizá-los.

Sempre que me mandam emails pedindo opinião, a todas indico operar em hospital. Por causa dos recursos e infraestrutura. No hospital, em caso de urgência, tem o CTI, tem o extremo controle da Anvisa, etc. Claro que qualquer fatalidade pode acontecer, mas pelo menos todos os recursos estarão disponíveis. Não sou profissional da área da Saúde e podem até discordar de mim, mas prefiro pecar pelo excesso. Pagar mais caro. Não sou contra as clínicas, deixo bem claro, até porque existem muitas clínicas boas, mas se mortes assim ocorrem em sua maioria nelas é sinal de que algo está errado, imperícias devem ocorrer com mais frequência.

Só tenho a desejar que Deus console esta família e que a investigação resulte em punição se for comprovado os verdadeiros responsáveis.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Peso: hoje é dia de reclamar!


Minha dificuldade para emagrecer é tremenda, estou lutando tem muitos anos contra a balança. Tem horas, como essa agora, que perco a paciência. Eu ralo, ralo, ralo e no final do mês no máximo três quilos eliminados, e se deixo de ir na academia um dia e como um doce no final de semana meu emagrecimento da semana foi por água abaixo. É muito injusta essa vida de metabolismo lento, de reeducação alimentar, de emagrecer, ah meu Deus! Ontem minha amiga virou pra mim e falou: - Nossa Vá você engorda com muita facilidade! E é mesmo! Que sufoco viu!

Hoje parei pra pensar e me perguntei: - por que faço isso comigo mesma? Por que não consigo emagrecer definitivamente? Por que tenho de me consolar na comida? Por que não consigo largar o vício da coca zero? O que estou fazendo comigo?

Essas questões têm resposta. Descubro na terapia, mas aquele “feeling” definitivo não é capaz de me tomar por inteira, de me mover. É falta de amor próprio? Talvez sim, talvez não. É uma doença? Isso eu tenho certeza. Eu sempre repeti aqui que não tenho problemas de rejeição comigo mesma, me aceito como sou. MAS, eu tenho a necessidade de ser mais magra, porque eu já fui mais magra. Não quero me entregar aos quilos a mais. Acho que fico mais bonita e mais feliz no meu peso ideal.

Oh vida difícil! Ser gorda é difícil! Quem acha que gordo é gordo por preguiça, vai me desculpar, mas eu solto um palavrão pra quem pensa assim!

Bom, vou seguindo na minha vidinha de dieta. O importante é continuar né? Desculpem o desabafo! Às vezes, é preciso reclamar! rsrsrsrsrsrs

terça-feira, 17 de maio de 2011

Voltando das férias: pensar e acreditar!

As férias foram maravilhosas. Viajei, aproveitei, descansei.

Mudei meu visual, aderi à moda e cortei meu cabelo curto, estilo Paola Oliveira no início da novela. Amei! Minha auto-estima deu até uma levantada. Fiquei mais jovem. Até adquiri o costume de passar batom, incentivada por uma amiga, é claro.

A única notícia ruim é que engordei. Esse negócio de sistema all inclusive não é de Deus! (rs) Eu não controlei minha boca e caí matando. Eu mesma me perdoei, apesar da balança não ser igual. Agora, volto à luta para abaixar o peso.

Meu início de ano foi hiper agitado, tudo de bom. Agora é hora de fazer novos planos e colocá-los em prática. O melhor dessa vida é o fato de sempre podermos recomeçar. O recomeço é um pouco difícil, pois como a palavra diz, temos que deixar de lado o que não conseguimos ou fugiu ao nosso controle e partir de um outro princípio. Recomeçar não quer dizer fracasso anterior, significa simplesmente uma nova direção ou, algumas vezes, insistência.

Eu digo que é tempo de pensar e acreditar! Essa é a minha nova tendência. Esmorecer jamais! Então, “simbora” dar novo rumo na vida!


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Calopsitas mansas: um pet adorável

Ontem, passando pela avenida Abílio Machado, vi um cartaz de procura-se uma calopsita amarela, com anilha rosa e gratifica-se bem. Fiquei com dó do proprietário, pois será muito difícil reencontrar seu adorável pássaro. Se as calopsitas não tiverem suas penas de voo aparadas, elas simplesmente vão ir embora, como qualquer pássaro. Aconteceu com uma amiga e também quase que meu Jimmy Hendrix também se foi, pura sorte meu pai ter corrido para reencontrá-lo. É o instinto do animal.

Muitos donos não tomam os devidos cuidados com suas aves domesticadas, o básico e muito simples é aparar suas penas. Antes, eu não gostava de ter pássaros, pois tenho muita dó deles viverem presos. Ao conhecer a calopsita comecei a pensar na possibilidade de ter uma, pois além de ser um animal criado próprio para o cativeiro e domesticado, elas podem ter mais liberdade e ficar soltas pela casa, se os devidos cuidados forem tomados. Foi assim que me apaixonei pelas minhas aves.

No início, a Brigitte tentava voar e eu ficava super decepcionada. Achava que ela não gostava de seu novo lar. Não é bem assim. Os pássaros são super diferentes, eles têm que ser conquistados. Só se afeiçoam ao dono porque eles mesmo querem e porque o dono precisa se esforçar para isso. Logo, pensei em dar a Brigitte um companheiro, pois as calopsitas vivem em casal e são monogâmicas (interessante né?), aí veio o Jimmy, a calopsita albina muito falante. Os dois encantaram a todos lá em casa.

Brigitte não canta. Só pia. Isso é uma característica das fêmeas, embora alguns criadores afirmam que elas podem cantar. Jimmy aprendeu a cantar rapidinho, e o mais curioso: ele só aprende o que meu tio assobia. No seu repertório estão o hino nacional, parabéns para você, Wish You Were Here do Pink Floyd, além do jingle da Itatiaia, ambulância, alarme, fiu fiu, o assobio próprio do meu tio, entre outros. Sempre é uma festa quando ele começa a assobiar. Não tem quem não se encante.

Criar calopsitas exige dedicação, pois eles além de demandarem atenção, acordam quando o sol nasce e já começam a piar para abir a gaiola. Elas comem o dia todo, gostam de dormir quando o sol se põe, fazem muita sujeira na gaiola, cantam de manhã e à tarde e reclamam se você não apaga a luz no horário de dormir. Os pios podem ser muito alto. É relativamente barato criá-las. Elas são independentes, gostam de carinho somente quando estão preparadas, não é igual um cachorro que qualquer hora abana o rabo.

Minhas calopsitas se deram muito bem com meus goldens. Quando chegaram, a Bella tinha que ser vigiada, pois queria atacá-las. Depois, ela acostumou, mas eles não ficaram amigos, só se toleram. Mas eu tinha que vigiar o tempo todo, pois quando ganhei um leãozinho de pelúcia, deixei-o em cima da cama e ele ficou sem rabo, quase foi inteiramente assassinado. Além disso, os goldens são extremamente dóceis e se adaptam com facilidade.

Eu já sou completamente apaixonada pelos meu pássaros. Bom, eu sou suspeita pois amo todos os animais, então cuido com carinho e dedicação. Tudo bem que cães são nossos melhores amigos, mas uma calopsita é extremamente fiel a você quando você a conquista. Vale a pena criar esses pássaros, mas só se você tiver paciência e gostar de animais. A calopsita não pode ser esquecida e jogada num canto quando perde a graça. Ela exige sua atenção constantemente, senão ela também morre de tristeza.

Ps: se alguém quiser eu tenho um manual da calopsita e posso enviar por email.


sábado, 16 de abril de 2011

Sentir: meu presente de aniversário

Meu aniversário chegou e, para celebrar a minha vida, quero agradecer. Meu coração é imensamente grato ao meu Pai Eterno. Meus olhos se enchem de lágrimas e minha alma sorri quando imagino tudo que Ele fez e tem feito por mim. Este ano, meu mês está sendo super especial. No dia 13 de abril pude me presentear indo ao show da minha banda predileta: o U2. Tenho certeza que Ele me deu esta possibilidade, porque tudo deu muito certo.


Pode parecer bobagem para quem não gosta ou não é muito fã do U2. Só tenho um exemplo a dar: cresci escutando a banda, admirando o Bono Vox e ainda dei o nome dele ao meu melhor amigo cão, que diga-se de passagem, nunca esse nome se encaixou tão bem a um animal. Os quatro meses de espera foram de ansiedade e tudo passou muito rápido, mas faz parte da efemeridade da vida.


Este ano, decidi que meu presente seria apenas sentir. O ter ficará para o ter vivido. Foi o que eu fiz. Senti. Senti toda emoção, vivi o maior show deste planeta. Em Whit or without you eu me acabei. Simplesmente porque além de curtir o som, eu louvo a Deus nesta música e em muitas outras como One, I Still Haven’t Found What I’m Looking For, Pride, e outras. Quem conhece a trajetória da banda, entende o que falo. Não vou me explicar. Essas músicas tocam meu coração e Deus o conhece muito bem.


Quando o Bono Vox disse: - sou brasileiro e não desisto nunca! Como foi gostosa a reação da multidão. Somos um povo abençoado mesmo! E eu me vejo assim: não vou desistir jamais.


Ainda tenho tantos sonhos, tanto planos para ir buscar. Tudo que eu quero de agora em diante é sentir. Talvez seja a maturidade chegando, talvez seja uma fase mais sensata. A vida é breve e se eu quiser senti-la vai ser assim, o resto virá como consequência. Então, amanhã vou sentir o peso dos 27 anos, que poderá ser mais leve entendendo que envelhecer traz mais sabedoria quando encaramos as experiências com equilíbrio. Sensatez. Chegarei aos 30 sem a tal crise, isso eu prometo!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Agradecimento e atualização sobre a mamoplastia redutora


Olá leitoras!
Primeiro quero agradecer a vocês o acesso ao meu blog. Obrigada pelos emails com elogios e motivação para continuar escrevendo.
Eu não costumo responder aos comentários sobre a cirurgia.
Também quero comentar sobre o resultado de minha mamoplastia redutora, após 2 anos e meio. Como foi meio traumática a minha cicatrização, já tinha percebido alguns cistos na minha mama. Pensei que fosse do processo e ia desaparecer, mas como eles continuam aqui, resolvi procurar a ginecologista. Fiz o ultrassom das mamas e foram detectados dois cistos em cada uma. Eles são palpáveis. Minha médica falou que não preciso me preocupar, pois eles são benignos e resultado da lesão, ou seja, da cirurgia. Não sinto dor, só um desconforto no período menstrual.
Essa foi mais uma consequência da cirurgia. Não, eu não me arrependo em hipótese alguma. Se meus seios caírem, após ter filhos, pretendo fazer outra plástica e aí aproveito para retirá-los. Sim, eu passaria por tudo novamente.
Pelos emails que recebo, também vejo algumas mulheres que tiveram problemas na cirurgia, principalmente, com a necrose da aréola, cicatrização e expulsão de pontos. É um risco, mas é mais comum do que eu pensava. Falo isso pela experiência mesmo, sem dados científicos. Contudo, todas que operaram me relatam estar muito satisfeitas, nunca recebi um email relatando arrependimento. E olha que recebo em média de três a cinco emails por semana.
Bom, é isso! Boa sorte a todas! Continuem na luta para realizar esse sonho que é muito simples de alcançar!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Violência Contra a Mulher

São constantes as situações de violência contra a mulher. Praticamente todos os dias, vemos nos noticiários que algum homem de coração partido agrediu, esfaqueou, ou matou a musa inspiradora que não retribuía as suas expectativas. Isso me preocupa muito. O fato de serem recorrentes notícias como essas mostra o quanto o papel da mulher é banalizado na sociedade. Não temos direito de escolha, temos que ficar a força com o cara simplesmente porque ele quer. Se não entregamos nosso corpo, nosso afeto, nosso amor, estamos sujeitas a perder a própria vida. Além de absurdo, isso deveria ser extremamente ultrapassado. São frutos do machismo intrínseco à história da humanidade.

O homem tem que ter posse da mulher. A mulher é sua. É propriedade privada. A rejeição fere seu orgulho de macho. Essa concepção arraigada no ego masculino vira motivo para vários crimes. E a mulher continua indefesa, vive ameaçada e com medo. Uma vez ouvi de uma colega jornalista que trabalha na área de polícia que “se o homem diz que vai te matar. Ele vai te matar”. Não adianta viver reclusa, o jeito é fugir mesmo, pois a insegurança é muito grande. Lembro muito bem da cabeleireira de Venda Nova que instalou uma câmera no próprio salão e foi assassinada à queima roupa pelo ex-marido diante dela. Sim, ela estava protegida por uma medida cautelar.

Então, pergunto: o que fazer? Como mudar essa situação? Como garantir a proteção da mulher? A Lei Maria da Penha, muito criticada por entes da sociedade, representou um avanço nesta questão. Mas como cumprir e aplicar a lei?

É preciso muito mais. É preciso continuar na luta pela igualdade de direitos e esse não é um discurso feminista. Começar primeiro pela conscientização da sociedade, principalmente das próprias mulheres. A violência começa pelo assédio moral. A mulher é muito coração.
Se o companheiro começa xingando, humilhando, rapidinho estará batendo. E por ser coração, a mulher perdoa. Não ele não fez por mal. Ou então, fica com medo e sofre calada. É preciso se valorizar, se amar. Quando uma briga termina na agressão física, todos os limites foram ultrapassados. Perdeu-se o respeito. A relação já era. Não tem perdão para homem que bate em mulher. É preciso dar um fim, dizer basta. Um homem digno respeita a companheira acima de tudo.

Muitas mulheres já perderam a vida. É intolerável que isso seja visto como uma simples briga de marido e mulher. A sociedade e os governos devem se responsabilizar para evitar esses crimes. Para evitar essa situação que acomete milhares de mulheres. Não podemos mais aceitar.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Remédios para emagrecer: eis a questão!

Especialistas apresentaram na quarta-feira (23) a última cartada contra o veto aos inibidores de apetite, na audiência organizada pela Anvisa, em Brasília.

O debate sobre a retirada dos medicamentos para emagrecer pesou agora no Brasil. O fator alarmante é que o país é o maior consumidor dessas drogas no mundo. Não me surpreende nem um pouco esse fato, pois é só ir a um endocrinologista e você sai feliz com a receita azul. Não sou especialista, muito menos trabalho na área da Saúde. Sofro com o excesso de peso. Apenas sou consumidora. Como sou curiosa, leio muito sobre o assunto e por isso não consegui formar minha opinião sobre a retirada dos medicamentos para emagrecer do mercado.

Tendo para um lado de ser contra esse ato. Primeiro, porque esses medicamentos podem ser benéficos para o obeso que faz uso consciente. Eu mesma já fiz e obtive bons resultados, apesar de algumas vezes ter aumentado de peso após o uso. O medicamento pode ajudar o obeso que não consegue resultado somente com dieta e exercícios. Pode ser um impulsionador.

A tendência em ser a favor da Anvisa é principalmente pela banalização de como conseguir a receita azul. Qualquer pessoa que está apenas uns cinco quilos acima do peso ideal consegue a receita seja para sibutramina ou anorexígenos. Muitas vezes, os médicos nem verificam o histórico médico do paciente. Por exemplo, a pessoa tem a pressão cardíaca controlada e nunca fez um eletrocardiograma. Repito que não sou especialista, mas deve ocorrer da pessoa não saber que tem tendência a desenvolver problemas cardíacos, ou mesmo, depressão e mania.

As pessoas com sobrepeso, que teimam em usar medicamento para emagrecer, acabam prejudicando os obesos por tabela, pois o alto consumo dessas drogas influi em ações como essa da Anvisa. O fato da retenção da receita inibe a venda, mas a fiscalização deveria ser maior. Como sabemos: é impossível controlar tudo, sempre há um jeito de burlar. E isso prejudica também.

Quanto aos riscos à saúde do paciente que faz uso desses medicamentos, pelo que entendo depende muito de pessoa para pessoa. O certo mesmo é a conscientização do paciente de que se ele usar esses medicamentos e não mudar os hábitos de vida irá voltar a engordar. Os medicamentos dão somente um primeiro resultado, não são para a vida toda. Aliás, esse é meu sonho, a ciência descobrir um remédio para obesidade de uso contínuo, assim como existe para diabetes, hipertensão, etc. Então, é preciso avaliar se realmente vale a pena usá-los. Deveria ser uma decisão individual, o que não ocorre nesse país.

A questão é que desde criança deveríamos ser educados a comer corretamente e a praticar exercícios físicos, para não ter que reaprender no futuro. As políticas públicas contra a obesidade deveriam ganhar mais espaço no governo e na sociedade. A obesidade virou epidemia no Brasil, de acordo com o IBGE. Então, temos que pensar nessa doença da modernidade igual como pensamos na dengue, no câncer de mama, entre outras que ganham destaque em campanhas na mídia e nos governos. Reconheço que avançamos bastante de alguns anos pra cá, mas ainda estamos carentes de ações.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Crise dos 30???

A famosa crise dos 30 já começa a atormentar as amigas que chegam na casa dos 27 (sou a caçula e ainda tenho alguns meses). Ainda faltam três anos para virarmos balzaquianas, mas como mulheres são ansiosas por natureza, começam a correr para chegar na idade tão “temerosa” com tudo em cima. É estranho o fato de envelhecer, pois outro dia mesmo eu tinha somente 17. Ainda somos muito novas, estamos na flor da idade. O fato é que temos de honrar os 30 e chegar nele bem-sucedidas profissionalmente, de casamento encaminhado ou à vista, corpo sarado, cabelos hidratados, pele viscosa, cintura de pilão e sermos dona de uma cadela para mimarmos antes dos filhos.

Já avisei para o Vitor que se não resolvermos nossa vida até lá, vou dar o golpe da barriga. Ele arregalou os olhos e ficou sem palavras. Não, eu não sou louca. É lógico que estava brincando, embora tivesse me passado pela cabeça. O medo de ficar encalhada, solteirona, frustrada profissionalmente e gorda, logo no auge da beleza feminina, é compartilhado por várias garotas, assim como eu. O engraçado é a reação dos homens. A maioria nem liga para o fator idade. Coloquei uma frase nesse sentido no facebook e alguns deles me responderam: “dê tempo ao tempo”, “você é uma mulher moderna, não precisa se preocupar”. Pensando bem, eles têm razão.

Tenho várias amigas que passaram dos 30 e continuam numa boa. Não precisam se agarrar em qualquer sujeito para não ficar sozinha. Pelo contrário, ficaram mais seletivas na hora de escolher o companheiro. Muitas delas não têm filhos e esperam a hora certa de ser mãe. Creio que dão tempo ao tempo, como disse meu colega.

Talvez seja mais uma cobrança boba imposta pela sociedade ter que virar balzaquiana com tudo resolvido na vida. É como se fosse um prazo de validade. Passou, venceu. Ainda dizem que a vida começa aos 40, e se for verdade?

Não temos razão para nos preocuparmos com essa cobrança. Nossa única preocupação deveria ser chegar aos 30 com boa saúde, auto-conhecimento e, principalmente, mais maduras. Prontas para nos apaixonarmos e casarmos quando for a hora, quando for com o cara certo, prontas para mudarmos de profissão se não somos felizes na que escolhemos, prontas para termos nossos filhos quando tudo estiver planejado e sempre prontas para nos amarmos assim como somos, magrinhas ou gordinhas, só de alma leve. Afinal, o tempo não para, sempre haverá o tempo certo pra tudo que quisermos, tanto faz se antes ou depois dos 30.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre o sofrimento...



Quando o sofrimento bater à sua porta é melhor deixar ele entrar!
Uma das maneiras de minha avó Silvéria cuidar de mim é sempre me presentear com uma boa leitura. Livros ou artigos relacionados a Deus e à vida cristã, afinal, ela é catequista. Como prefiro ler um livro a ver televisão, estou sempre me inteirando sobre um pouco de tudo. O último que ela me emprestou foi o do Padre Fábio de Melo, Quando o sofrimento bater à sua porta. Já li alguns livros do padre, por indicação da minha avó mesmo. Não tenho qualquer problema desde que o livro me prenda até o final. Este foi assim. Quanta sensibilidade tem o autor ao falar sobre o sofrimento! Recomendo aos cristãos.

Embora, eu só tenha passado mesmo por um grande sofrimento, quando minha avó e minha tia morreram num acidente de carro, me identifiquei muito com as histórias dos personagens do livro. Cada pessoa lida com o sofrimento de uma maneira. Algumas são mais fortes, outras mais frágeis. Algumas culpam a Deus, outras buscam a Ele. O fato é que todos sofremos ou vamos sofrer algum dia, principalmente, quando o sofrimento está ligado a perda de um ente querido.

O que mais me chamou atenção no livro, foi a forma de como Fábio de Melo aborda a maneira que o sofrimento chega a nossas vidas, justamente porque permitimos ou colaboramos para ele. Explicando em poucas palavras, ele afirma que muitas pessoas estão deixando de lado sua vida com Deus, ou mesmo, perdendo a fé, porque responsabilizam Deus pelo sofrimento ocasionado. Ele exemplifica com a tragédia da perda de sua própria irmã, num acidente de ônibus em que ela foi a única vítima, porque algum passageiro não obedeceu a regra e levou uma espécie de barra de ferro mais pesada no bagageiro, cujo o limite máximo era de 5 kg. Ele relata que no momento do velório, as pessoas a fim de confortar sua mãe pela perda da filha, falavam: - Deus quis assim. De maneira sensível, ele fica completamente transtornado com tal afirmação, alegando Deus ser amor, um pai completamente amoroso, por isso, como Deus iria querer um acidente fatal para sua irmã? O sofrimento ocasionado foi devido a uma atitude inconseqüentemente humana. Por desobedecer a uma regra. Se o passageiro não tivesse levado a barra de ferro, sua irmã não teria morrido. Não é incrível e completamente racional sua maneira de pensar?

Outro exemplo que achei interessante foi o de um pai de família em torno de seus quarenta e poucos anos que estava com um câncer de pulmão, em estágio terminal, afirmar que se pudesse voltar atrás nunca teria fumado em sua vida, pois iria deixar sua esposa e seus dois filhos adolescentes. O padre cita que, neste momento, algumas pessoas pedem a Deus um verdadeiro milagre e não se conformam se Deus não atender ao pedido. Mas como pedir um milagre pra uma pessoa que fumou muito, sabendo dos riscos que estava se submetendo? Ela deveria ter pensado antes, pois neste caso, o sofrimento veio por causa de atitudes erradas.

Assim, ele vai tratando o sofrimento ao longo do livro de maneira sensata. É interessante ler, uma boa reflexão. Importante é a resposta que damos ao sofrimento e sua vazão em nossas vidas. Como escrevi acima, devemos deixar ele entrar, pois somos limitados e não há como deixarmos de sofrer neste mundo. O fundamental é também saber a hora de mandá-lo embora e buscarmos forças para seguirmos adiante. Sempre fazer do sofrimento um momento de amadurecimento da nossa alma. Há dores que precisam ser sofridas, outras simplesmente esquecidas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Correção das hipertrofias mamárias


Ao ler uma reportagem do Folha Equilíbrio hoje indicando quais sites confiáveis sobre saúde, fui parar no do dr. Drauzio Varella. Muito interessante o site, além de prestar ótimo serviço de informação. Achei esta entrevista sobre a mamoplastia redutora, não podia deixa de postar no blog, pois é sempre bom compartilhar conhecimento.

Correção das hipertrofias mamárias

Dr. Sérgio Gonçalves de Almeida é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Entende-se por hipertrofias mamárias o desenvolvimento excessivo do volume das mamas, distúrbio que pode ocorrer em qualquer idade e em ambos os sexos.

Nas mulheres, a hipertrofia mamária pode ser classificada em quatro graus de acordo com o tamanho e peso excessivo das mamas. Nos estágios mais avançados, recebe o nome específico de gigantomastia. Entre as causas da deformidade, que ainda não foram rigorosamente estabelecidas, estão obesidade, distúrbios glandulares, diabete, gravidez, menopausa e hereditariedade.

Além do comprometimento estético e dos danos psicológicos que ocasionam, mamas muito volumosas são responsáveis por problemas físicos, como desvios na coluna, má postura, dificuldade de movimentação, defeitos que serão irreversíveis se a correção for realizada tardiamente.

a) mulheres jovens

Drauzio – Há meninas que, na adolescência, desenvolvem um busto excessivamente grande. Embora algumas sociedades valorizem os seios volumosos e a moda flutue no decorrer do tempo – às vezes estão em voga os seios grandes; às vezes, os pequenos – qual é o critério para selecionar os casos que devem ser corrigidos?

Sergio de Almeida – Antes de mais nada, é preciso distinguir dois quadros: 1)o aumento da mama associado a padrões do modismo vigente em determinada época, e 2) a gigantomastia. Neste último, não só o volume da mama ultrapassa a barreira dos limites aceitáveis, como seu posicionamento é assimétrico e inadequado. A mama cai, porque a pele não suporta o peso excessivo e cede.

Como as alterações de peso e posição respondem por uma sobrecarga na coluna vertebral, que prejudica a postura, causa desconforto, a correção cirúrgica é o procedimento recomendado.

Nas duas situações, porém, o primeiro referencial a considerar é a avaliação da própria pessoa e sua expectativa em relação aos resultados da cirurgia.

Drauzio – Moças com mamas grandes demais costumam procurar atendimento com que idade?

Sergio de Almeida – Em geral, a moça pode ser operada a partir dos dezesseis, dezessete anos, quando a mama já completou sua formação. No entanto, há casos em que a cirurgia é realizada aos quatorze anos, porque os seios atingiram um volume tal, que as adolescentes são praticamente obrigadas a apoiá-los nos braços e têm a capacidade de movimentar-se bastante comprometida. Mesmo correndo o risco de a mama crescer ainda um pouco depois da cirurgia, o que dificilmente ocorre nessa idade, isso não constitui contra-indicação para reduzir as mamas volumosas e melhorar a auto-imagem das adolescentes.

Drauzio – Você disse que, às vezes, a gigantomastia precisa ser corrigida precocemente, aos treze, quatorze anos, e que as mamas dessas meninas dificilmente continuam a crescer. Como se explica essa interrupção no crescimento?

Sergio de Almeida – Tenho a impressão de que, se por um lado, o desenvolvimento dessas mamas é muito rápido e precoce, por outro, elas se estabilizam também mais cedo. Nossa experiência mostra que não houve perdas nos resultados da cirurgia, quando as pacientes precisaram corrigir a deformidade aos treze, quatorze anos. Ao contrário: as vantagens foram muitas.

b) procedimento cirúrgico

Drauzio – A mastoplastia pode ser feita em qualquer fase da vida?

Sergio de Almeida – Pode. Mamas gigantes exercem enorme sobrecarga sobre coluna e, conseqüentemente, provocam defeitos de postura e outras alterações que não regridem se a mulher for operada com mais idade.

Drauzio – Basicamente, como é realizada a cirurgia?

Sergio de Almeida – Como as mamas são muito volumosas e caídas, uma incisão é feita no pólo inferior da aréola e outra no sulco mamário. Desde que sejam respeitados alguns limites importantes, esse tipo de incisão possibilita reduzir o tamanho das mamas e reposicioná-las sem comprometer sua função e sensibilidade. Também é importante que o corte seja o menor possível para evitar as cicatrizes aparentes.

Drauzio – A sensibilidade do mamilo feminino pode ser prejudicada nesse tipo de cirurgia?

Sergio de Almeida – Logo depois da cirurgia, a sensibilidade fica alterada por causa do deslocamento da pele e da manipulação dos tecidos. O resultado é uma sensação de dormência que tende a desaparecer com o tempo.

Drauzio – Quanto tempo?

Sergio de Almeida – Varia de acordo com a extensão do descolamento e as características pessoais da paciente. Mamas muito baixas, que demandam descolamentos maiores, normalmente recuperam a sensibilidade dos mamilos depois de um ano, um ano e pouco.

Drauzio – Como os cirurgiões calculam o tamanho da ressecção e a quantidade de tecido a ser retirada?

Sergio de Almeida – A ressecção da glândula é feita em etapas. Retira-se um pouco de tecido, modela-se, remonta-se a mama para verificar se o volume continua excessivo. O fato de a cirurgia ser realizada com a paciente quase sentada facilita avaliar o quanto de tecido pode ser retirado sem afetar a integridade, a função e a sensibilidade do órgão.

Drauzio – Mesmo as mamas de tamanho normal nunca são idênticas. Há sempre uma diferença de tamanho entre uma e outra, que será acentuada se elas forem volumosas, o que agrava o problema estético...

Sergio de Almeida – Além disso, essa diferença nas mulheres com mamas volumosas intensifica os reflexos negativos sobre a coluna e a postura.

Drauzio – Uma única intervenção cirúrgica é suficiente para resolver definitivamente o problema das mamas volumosas?

Sergio de Almeida – Na maioria dos casos, sim. Em situações excepcionais, quando a mama é excessivamente grande, opta-se sempre por preservar a função, mesmo quando isso exige que menos tecido mamário seja retirado e as mamas fiquem com volume um pouco maior.

c) pós-operatório

Drauzio – Como é o pós-operatório da mastoplastia?

Sergio de Almeida – No dia seguinte da operação, a paciente recebe alta hospitalar. Na primeira semana do pós-operatório, precisa tomar cuidado com a movimentação dos braços e evitar esforços. No final da segunda semana, o processo de cicatrização já estará bastante avançado e, em torno de um mês depois, a paciente pode voltar às atividades normais, desde que se abstenha de carregar pesos.

Drauzio – Depois de um mês, ela já pode correr ou nadar, por exemplo?

Sergio de Almeida – Pode correr e nadar, só não pode fazer exercícios que exijam esforço maior sobre a musculatura dos braços.

Drauzio – O pós-operatório da cirurgia de correção das mamas é doloroso?

Sergio de Almeida – Não é. No início do pós-operatório, a queixa maior é de dormência, sintoma que vai progressivamente desaparecendo de cima para baixo e dos lados para o centro. O triangulo inferior da mama é a última região a recuperar-se completamente.

d) gravidez e amamentação

Drauzio – Moças que passaram por cirurgia de redução das mamas preservam a capacidade de amamentar?

Sergio de Almeida – Não há perda da capacidade de amamentação, porque é mantida parte da glândula que permanece íntegra na sua constituição e com a drenagem preservada no canalículo central.

Drauzio – Depois de quanto tempo, a mulher que foi submetida à mastoplastia pode ficar grávida e amamentar?

Sergio de Almeida – Sempre aconselho que espere pelo menos um ano.

Drauzio – Pode ocorrer que, depois da gravidez e da amamentação, as mamas voltem a apresentar crescimento excessivo?

Sergio de Almeida – A mama operada está sujeita às mesmas alterações das mamas que não passaram por cirurgia. Após a gravidez e a amamentação, portanto, operadas ou não, elas podem aumentar ou diminuir de tamanho ou ficar um pouco caídas. A mastoplastia não melhora nem piora esse quadro.

e) mulheres adultas e menopausadas

Drauzio – Vamos nos deter em outro extremo da vida. Depois da menopausa, senhoras com mamas pendulares, mamas caídas que também causam problemas, podem submeter-se à cirurgia plástica corretiva?

Sergio de Almeida – Não há limite de idade para realizar a mastoplastia. Se, do ponto de vista clínico, a paciente estiver bem, não há contra-indicação nenhuma para a cirurgia. Muitas vezes, ela é encaminhada pelo ortopedista por causa de um problema na coluna resultante da sobrecarga que provoca a mama volumosa. É bom lembrar que, se a mama pesar quinhentos gramas e estiver bem posicionada, a repercussão sobre a coluna será equilibrada. No entanto, se pesar os mesmos quinhentos gramas, mas estiver mais baixa no tórax, vai comprometer o sistema postural e provocar alterações na coluna.

f) seguro saúde

Drauzio – Já me deparei com muitos casos de mulheres com mamas enormes que causam problemas ortopédicos, às vezes bem graves, que são obrigadas a tomar antiinflamatórios e analgésicos para aliviar a dor. Mesmo assim, muitas companhias de seguro saúde se negam a autorizar a cirurgia, ou reembolsá-la, argumentando que o problema é meramente estético...

Sergio de Almeida – Não é só nesses casos que as companhias de seguro se omitem. Elas também não cobrem as despesas com as cirurgias para corrigir a ginecomastia, valendo-se da ressalva de que se trata de uma cirurgia estética.

Ora, que homem é encaminhado para uma cirurgia estética de mamas? Por isso, acho que deve ser estabelecido um critério para a avaliação desses pacientes. O pedido médico não pode ser desconsiderado por uma pessoa que atende num guichê e é obrigada a respeitar normas arbitrárias.

Drauzio – Quando me vejo diante de situações como essas, digo aos pacientes que peçam um relatório minucioso ao médico explicando o problema e a ajuda de um advogado para pleitear a aprovação ou o reembolso da cirurgia. As companhias costumam tratar melhor os advogados do que os segurados que precisam de atendimento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mesmo com a dieta, não abro mão...

"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."
Léon Tolstoi

Uma das dicas para manter a dieta, que aprendi não me lembro com quem ou qual a fonte, é não permanecer muito tempo à mesa após as refeições. Pelo simples fato de que com a conversa, você pode abrir exceção e acabar comendo ou beliscando mais do que deveria. Eu até concordo em partes com essa regra, mas não abro mão disso. Tenho prazer nos tradicionais almoços em família na minha casa. Todo final de semana, mantemos o costume de almoçarmos juntos na casa de minha vó, no sábado, e na casa de minha sogra, no domingo. São pequenos detalhes como este que me fazem mais feliz.

Com esse costume preservado, somos mais “família”. As conversas no almoço são tão prazerosas e como se não bastassem para nos atualizarmos, nos aproximam mais. Antes do almoço, sempre tem alguém na casa da vovó, seja um primo, uma tia, uma visita amiga para nos alegrar, nos distrair. As refeições de final de semana, nenhum chef de cozinha faz melhor do que a minha vó! É o que chamo de momento de comunhão familiar. Afinal, antes de Cristo ser crucificado, ele fez sua última ceia com seus amigos. Então, celebramos esse momento na vida cristã, porque aguardamos a volta do nosso Messias, para cearmos todos juntos novamente. Enquanto isso, fazemos em memória dele.

Na minha casa, nunca houve sequer uma briga enquanto estávamos à mesa. Às vezes, algum mau-humorado provoca, mas que eu me lembre, nunca tive indigestão. Até mesmo numa noite de final de semana monótona, logo organizamos um churrasquinho para não perder o costume. A refeição compartilhada tornou-se uma espécie de lazer com a boa companhia. O que acho gostoso é que nunca foi obrigação.

Pelo menos aqui em Minas Gerais, a comida é o tradicional pretexto para reunir as pessoas. Na minha experiência, ela não é o centro, é apenas coadjuvante quando usada para estreitarmos laços de afeto. É lógico que se ela for boa, a reunião passa a ser mais gostosa!