segunda-feira, 31 de maio de 2010

Papo de Mulher: o padrão inalcançável


Se você é uma mulher que está super satisfeita com seu corpo levante as mãos para o céu e ajoelhe-se, você foi agraciada e é uma exceção. Chega até ser engraçado o quanto as mulheres ficam neuróticas com certas partes do corpo que na sua própria opinião estão cheias de defeitos, mas para as outras pessoas são imperceptíveis. Nós, mulheres, nos subtemos a tantos tipos de sofrimento para tentar chegar ao alto padrão de beleza e ficar feliz por somente alguns instantes, que já não ligamos mais ao sentir dor, ao não comer um chocolate, ao evitar de sair para um happy hour com os amigos e por aí vai.

É tanta loucura essa questão de peso, celulite, gordura localizada, flacidez, manchas, que acabamos buscando algo inalcançável. Outro dia, estava numa sessão dolorida de carboxiterapia e chega uma loira com um corpão, apesar de já ter sido mãe, para fazer carboxi logo após minha sessão. Minha esteticista convidou-a para entrar, enquanto eu sofria sozinha, e batermos papo. Ela arranca a blusa e começa a falar: - Amigas, eu engordei tanto, olha o tamanho da minha barriga! Eu olhei para a enorme barriga e pensei: - qualquer menininha morreria de inveja. Respondi: - Amiga, sua barriga é tão grande que você nem reparou no tamanho da minha. Ela sorriu amarelo e começou a dar desculpas e tentou me consolar falando que eu iria ficar enxuta. Essa nem é minha intenção.

Uma outra amiga também me mandou um email dia desses perguntando o telefone do meu cirurgião plástico alegando morrer de vontade de fazer uma lipo, e ainda acrescentou no texto: não ri de mim Vavá, mas minha barriga me incomoda muito. Eu pensei: - quem me dera!!! Respondi numa boa que apoiava a lipo, caso ela estivesse muito insatisfeita com seu corpo, mas insatisfeita na medida em que atrapalhasse sua vida, tipo deixar de usar um biquini, ter baixa alto-estima, ter vergonha do marido, essas coisas. Se não for assim, acho neurose misturada com um pouco de preguiça. Ter barriga chapada é coisa de mulher de revista ou de quem malha muito, afinal, você é normal querida!!!

Outro dia também foi engraçadíssimo, estava na minha corrida matinal na Lagoa da Pampulha, tranquilamente, e, de repente, uma mulher passou ao meu lado e comentou com a outra: - Olha lá, está vendo, ela consegue correr. Não acreditei ao escutar isso, fiquei imaginando qual era o meu problema, será que eu não tinha as duas pernas? Ou será porque estou acima do peso? Depois, fiquei foi rindo, se elas vissem meus exames de sangue não iriam acreditar nos meus níveis de HDL, o bom colesterol.

Tem um papo também frequentemente discutido pelas mulheres acima dos 40: quando eu casei pesava 50kg, tinha um corpão. Gente, que mulher não envelhece? Eu tenho birra desse assunto. Na medida em que você vai ficando mais velha, seu metabolismo vai junto, ficando mais lento. Você vai ter filhos, vai ter jornada tripla e consequentemente seu corpo sentirá o desgaste. A mulher que envelhece e fica durinha ou é genética ou é rica, convenhamos. É natural engordar um pouco e o tchauzinho ficar flácido. Deixa de besteira! Quando ela fala que tinha um corpão, eu tenho certeza que ela não era satisfeita na época e agora dá valor no corpinho dos 20 anos. Nem venha reclamar isso comigo, já vou logo cortando. Quem vive de passado, envelhece.

Ah mas tem um detalhe que me incomoda mais ainda: a tal da ração humana para emagrecer. Vê se existe nome mais antipático do que esse? Antes, era mistura in natura, diet shake, vitamina, etc. Agora, não me sujeito a tomar ou comer ração de maneira alguma. Nem me pagando!!! Aff.. comer ração, estou fora!

Bom, se ficarmos insatisfeitas com nosso corpo constantemente, o padrão de beleza sempre vai subir e os tratamentos estéticos vão sempre inflacionando e encarecendo, pois a procura será sempre enorme. Então, eu penso que sim, posso até ficar insatisfeita com meu corpo, mas eu vou me amar primeiro. Vou ter consciência do que é normal, do que consigo alcançar. Assim, sofrerei menos e me aceitarei mais, nisso encontro a minha beleza!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Questão da Recompensa

Quando criança ficava esperando minha mãe chegar do serviço ansiosamente. Primeiro, pela expectativa de ver a pessoa mais importante da minha vida, que trabalhava fora o dia inteiro, e, segundo, pela recompensa que ela sempre trazia para me agradar, justificando sua ausência. Essa recompensa geralmente era um doce, um chocolate, tortinhas, salgadinhos e outras delícias. Desde então, sem querer, pelo menos inconscientemente, minha mãe me deixou mal acostumada a sempre desejar alguma recompensa para suprir a falta ou os sentimentos ruins.

O costume foi introjetado na minha vida e hoje eu lido com ele como uma válvula de escape para a frustração. Para ser mais direta, eu sempre quero comer algo gostoso, extremamente calórico, para me recompensar pela situação que me estressou, me deixou preocupada, triste e, até mesmo, feliz, ou seja, para tudo eu encontro motivo para comer compulsivamente.

Isso nunca foi segredo para mim mesma, não descobri com a terapia, mas tento tratar na terapia. É muito difícil você abolir um costume de uma vida inteira e é muito fácil você exagerar e perder o limite para se recompensar. Todos temos uma válvula de escape. Seja para a comida, para o jogo, bebida, drogas, esportes, ansiedades, tudo que nos supre momentaneamente e acaba nos trazendo prejuízos físicos e mentais. Tenho tentado aprender a lidar com essa questão e a me recompensar de outra maneira, pois ao mesmo tempo que satisfaço um prazer primário, prejudico meu próprio corpo e consequentemente a mente. Como diz a frase “corpo são, mente sã”.

Ainda não descobri como, mas eu chego lá. Agora, quando quero me recompensar eu escrevo, leio, compro um livro (barato), vou caminhar ou fazer um passeio agradável, vou sair com as amigas. Na verdade, o que eu queria era parar de ter essa necessidade de recompensas e não tenho a fórmula. Mais uma vez estou investindo em mim e continuo firme. Cheia de altos e baixos na balança, porém com a consciência cada dia mais leve.

domingo, 2 de maio de 2010

Voltando ao blog com texto para reflexão


Gente, abandonei o blog por dois meses, mas foi só o blog!!! Na verdade, minha vida passou por muitas mudanças e tive uma fase de adaptação. Tive algumas bençãos, graças a Deus, foi meu aniversário mês passado e comemorei em paz, com minha família e meus amigos.

Teve o casamento da Lu e do Cris em que peguei o buquê e acho que é um sinal! kkkkkkkk

Andei ansiosa e comi um pouco a mais, mas não adquiri prejuízos na balança, só não emagreci.


Volto ao blog, porém, para falar que estou para atravessar mais um deserto na minha vida. Estou com um caso de doença grave na família, que nos pegou de surpresa. Como Deus sempre esteve ao meu lado, estou muito forte e confiante, nada vai me abalar agora!

Neste contexto, quero compartilhar com vocês um texto que escrevi em parceria com o Vitor. As ideias são dele e eu só coloquei no papel, dando meu toque. É sobre o deserto na vida do cristão, espero que vocês se sintam tocados ao ler.


Deus não se cala no deserto

O deserto é um cenário marcante na história do povo de Deus. Ao sair do cativeiro no Egito, os israelitas, liderados por Moisés, vagaram durante 40 anos em busca da terra prometida. Eles poderiam ter percorrido o trajeto, mesmo a pé, em alguns dias. Se considerarmos o exemplo dos israelitas, percebemos que eles se sentiam perdidos, pois ficavam amargurados com a demora e dificuldades, alguns até cogitavam em voltar para a terra da escravidão, embora estivessem sendo guiados por Deus. Diante desse fato, sempre tentamos entender quais motivos teria o Senhor (mesmo sendo uma ousadia nossa) para permitir que seu povo ficasse tanto tempo à espera da promessa.

Mesmo diante de todo o clamor e murmuração daquele povo, Deus nunca desamparou seus escolhidos. Quando de dia o sol era escaldante, uma nuvem oferecia sombra, quando à noite o frio era intenso, uma coluna de fogo iluminava e aquecia, quando havia fome, desciam codornizes e o maná do céu. Dessa forma, Ele cuidava de seu povo.

A murmuração dos israelitas começou logo após a travessia do mar vermelho, pois estavam com sede e o único lugar que havia água, era um tipo de oásis, chamado Mara, de águas amargas. O povo reclamou, Moisés intercedeu perante o Criador, e as águas se tornaram doces. O mais interessante neste episódio é o fato de, recentemente, um documentário produzido pelo Discovery Chanel apontar que, na verdade, as águas de Mara eram também medicinais, pois curavam algumas verminoses contraídas pelos hebreus ao tomar a água barrenta do Nilo. Mais uma vez é a demonstração de Deus tratando de seus filhos.

Enquanto o povo murmurava, não percebia o quanto Deus agia e tratava de suas mazelas e de suas necessidades físicas. O deserto está tão presente na vida de cada cristão, sendo maior exemplo o de Jesus. Depois de ser batizado, ele foi conduzido ao deserto, pelo Espírito, e lá foi tentado durante 40 dias por satanás. Deus permitiu a tentação do Filho do Homem. A Bíblia diz que Deus não tenta ninguém, mas permite acontecer. Na oração do Pai Nosso, Cristo nos ensina a rogarmos para não cairmos em tentação.

Embora na vida espiritual do crente o deserto seja um período muito difícil, ele deve ser encarado como uma experiência positiva no relacionamento com Deus. Quando atravessamos o deserto, seja por motivos de luto, de doença na família, de desemprego, de dificuldades financeiras, de depressão, de injustiça, de desânimo e de tantos outros, parece que Deus está calado diante dos nossos sofrimentos. Não sabemos o tempo de duração, nossa ansiedade intrínseca à característica humana quer ver tudo acabado, tudo resolvido. Algumas vezes, temos vontade de desistir e murmuramos igual ao povo de Israel. Nesse momento, em que a solidão de cada um bate à porta, com certeza Ele está nos curando, nos fortalecendo e nos tornando íntimos da Sua presença. Basta ter fé e entender que, após todas as passagens pelos desertos da vida, as dificuldades não irão acabar, mas com certeza estaremos mais fortes para enfrentá-las, porque assim é a vontade de Deus. Enfim, o deserto é um momento de tratamento espiritual e maior intimidade com o Criador.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sobre a morte e o luto

Hoje deu vontade de escrever sobre a morte e o luto, mais uma vez, principalmente porque no início deste ano, pessoas queridas também passaram por esse momento difícil de perder quem a gente ama. Sem brincadeira, já fui a quatro velórios em apenas três meses e isso me lembra muito que para morrer basta estar vivo e não sabemos quando, pode ser amanhã ou daqui uns anos, só mesmo Deus sabe.

Bom, como já contei aqui, perdi minha avó e minha tia num acidente de carro em dezembro de 2008. Enterrá-las foi a coisa mais difícil que fiz em toda minha vida. Um ano e três meses se passaram e só hoje me sinto mais aliviada. Sinto-me aliviada da dor da tragédia, mas a saudade é tanta, oh meu Deus, nem me fale! Agora, a saudade não dói mais, é uma saudade gostosa, de muitas lembranças e cheia de esperança pela ressurreição. Outro dia, estava passando em frente à antiga casa de minha avó e me deu uma vontade imensa de entrar e procurá-las. Passa um filme inteiro pela cabeça.

O ano de 2009, eu me lembro de passá-lo diversas vezes chorando, de muita tristeza, muita dor pelo luto. Fui forte no início, mas quando comecei a sentir o baque, pedi arrego. Tinha de levar a vida adiante, e assim fiz, com o coração partido. Hoje não tenho mais lágrimas para derramar sobre este fato, chorei tudo por elas, isto também me aliviou. Só o tempo foi capaz de curar o processo de luto. Sim, o luto é um processo, você não consegue sair dele da noite para o dia, a alternativa é aprender a conviver com ele, clamando a Deus pelo consolo. Desta forma você vence, Deus te ouve!

O que me deixou mais tranqüila foi sonhar com as duas, recentemente. O sonho foi tão real, tão bom, me deixou tão feliz porque elas conversaram comigo e também estavam felizes. Isso não quer dizer que tive uma experiência espírita, pois acho que Deus seria muito injusto se deixasse que após a morte este mundo continuasse em nossas preocupações e ficássemos arraigados aqui. Perdoe-me quem não crê assim, mas é a minha fé, acredito que os mortos dormem aguardando o retorno de Cristo, assim como diz a Bíblia.

Então, explico direito porque fiquei feliz com o sonho. Foi simplesmente porque dentro de mim, do meu ser, do meu coração, da minha mente, elas continuam vivas, presentes, fazem parte da minha história. Nunca vou esquecê-las, por isso me apego ao fato delas estarem bem, junto do Pai Eterno. Com a minha ferida cicatrizada, consigo ver claramente, e me encher de fé na promessa da vida eterna, não que eu não tivesse fé antes, mas depois de vivenciar este processo, tudo ficou muito mais tolerável.

Tenho consciência de que se perder mais uma pessoa amada, eu sofrerei novamente. Não tem jeito. Insisto e acredito piamente que Jesus chorou quando sentiu na pele o que o ser humano sente diante da morte, ao ver seu amigo Lázaro morto. Jesus venceu a morte, mas para chegarmos até Ele precisaremos morrer (terá muita sorte quem for arrebatado:-). Portanto, façamos da morte apenas uma passagem. É preciso consolo para os que ficam e paz para os que se vão (crendo), mas os que ficam um dia também serão recompensados.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Questão de peso e de fidelidade entre cães

Abandonei o blog, mas não abandonei a dieta! Na verdade, estava meio sem inspiração para escrever. Não sei o que me deu, mas devido ao marasmo de minha vida profissional, senti que emburreci um pouco. Calma! Não estou de braços cruzados, estou investindo no meu lado empreendedora! Só não estou inspirada no jornalismo. Oh crise, meu Deus!

Bom, indo à parte mais interessante, como prometi no início do ano comentar sempre minha questão de peso, começo com uma vitória: emagreci 3kg no primeiro mês. Sabe, não é muita coisa para um mês, mas fiquei super feliz, porque foi sem sacrifício, foi comendo até bolo de chocolate em festas de criança!

Missão cumprida em janeiro, estamos fechando fevereiro e vou me pesar no meio de março. Vou ter mais sucesso com certeza, comecei a sentir as roupas folgadas, oh sensação gostosa, viu! Estou fazendo somente reeducação alimentar e correndo de quatro a cinco vezes por semana. Nos finais de semana, me permito comer algo saboroso, diferente, só que na quantidade certa!

Adotei uma estratégia para os finais de semana, meu principal problema no passado, pois sempre dava aquela exagerada e jogava por água abaixo o sacrifício dos outros dias. É simples e está funcionando comigo. Eu deixo para fazer exercícios físicos no sábado de manhãzinha e no domingo à tarde. Isso tem feito toda diferença, porque na hora de exagerar, penso no quanto ralei naquele dia para não sair da dieta e a consciência pesa antes do ataque ao mundo ultra-calórico!

Devagar e sempre é o meu novo lema! Rumo aos próximos quilos eliminados!

Bono e Bella - Casal fiel!

Mudando de assunto, quero comentar um fato inédito envolvendo meu casal de goldens, o Bono e a Bella. Existe fidelidade no mundo animal! Meu cão é fiel à sua amada! Como comprovei isso? Foi num teste de fidelidade.

Um vizinho pediu para o Bono cruzar com sua cadela, a Malu, da mesma raça, porque queria lindos filhotes. Permiti, pois não custa nada deixar o Bono se divertir um pouco. Conversei com a Bella, como se ela me entendesse, que também a deixaria se divertir com outro macho bonitão, para compensar o deslize do Bono! Hahahahahahaha (não, eu não sou retardada)

Tudo pronto, Malu cheirosíssima de cio, o Bono cheira, cheira, baba e nada... Nem uma montadinha na cachorra. Tentamos lá em casa, depois na casa da Malu e o Bono só ficava do meu lado com cara de bobo. Pensei que talvez Malu não estaria no dia mais fértil e combinamos outro dia. Malu foi lá pra casa passar a tarde com Bono, deixei os dois com privacidade, levei a Bella para passear, para não interferir em nada. E o Bono corria da Malu, desprezava a coitadinha que esfregava as ancas nele de tanta libido.

Cheguei a pensar que meu golden era homossexual e resolvi fazer o teste. Soltei a Bella junto dos três para ver a reação deles. O Bono ficou louco! Só queria subir na Bella para cruzar com ela e ela rosnava muito brava para ele. E a Malu chorando para ir embora. Daí eu empurrava Bono na Malu, mas ele queria a Bella. Foi uma bagunça! Então, cheguei a esta conclusão: Bono só tem olhos para sua amada! Foi muito engraçado! Acabei levando Malu embora e explicando para o vizinho frustrado que meu cachorro é fiel!
Depois será a vez do teste da Bella!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ditadura da magreza no mundo fashion

Quando li esse texto na Folha fiquei incomodada. Por um lado, no exterior, principalmente nos EUA, vemos que as modelo gordinhas estão na moda. Por outro, no Brasil, a moda é ser anoréxica. Penso: - onde isso vai parar? Ninguém está vendo que ser esquelética é horroroso?
Leia este texto e tire suas próprias conclusões, por favor!!!

De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade
ALCINO LEITE NETO
VIVIAN WHITEMAN
da Folha de S.Paulo

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão descarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.

Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.

Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo "mercado" internacional --indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

Alguns, mais sinceros, dizem que não querem "gordas", com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de "cabides de roupas".

Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.

Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.

Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.

O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são "as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto". É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humano
s.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vencendo a ansiedade de emagrecer

O mais difícil na hora de fazer dieta de emagrecimento ou reeducação alimentar é ficar se cobrando resultados rápidos. Ao iniciar uma dieta, na primeira semana já quero ter dado uma emagrecida boa e sempre acabo frustrada, pois a cada recomeço, após o efeito sanfona, meu metabolismo é mais lento e tenho mais dificuldades para emagrecer. Resolvi então acabar de vez com essa ansiedade em perder os quilos a mais. Meu segredo é a conscientização. Está dando certo até agora e vou continuar assim.

É o seguinte: como quero um resultado definitivo, estou aprendendo a me conscientizar de que vou mudar meus hábitos alimentares pelo resto da vida. Isso, é óbvio, implica em fazer algo rotineiro com resultado a longo prazo e ao mesmo tempo prazeroso, para não perder o fim da meada. Estou trabalhando com muita paciência, por exemplo, quando tenho uma festa ou combino de sair com as amigas, tento controlar a quantidade que vou comer, mas não me proíbo de comer nada. Divirto-me bastante e não abro mão de comer o que todas as pessoas comem só porque estou de dieta, mas abro mão de me fartar dos excessos como costumava fazer. Quando como algo calórico e ultrapasso meu limite, não tem problema, no outro dia recomeço do zero, afinal, deslizes acontecem. Não posso esmorecer.

Tudo bem que no começo você deve evitar sair da dieta, pois é bom ganhar fôlego no início, mas o que está em jogo é o sucesso da permanência. Bom, estou escrevendo isso até para mim mesma, pois minha maior falha na hora de emagrecer, repito, é querer resultados rápidos mudando radicalmente meu estilo de vida, o que não vou conseguir manter depois. Daí surge a impaciência, o desânimo, a ansiedade, o fracasso e o efeito ioiô. Estipulei uma meta alcançável: se emagrecer 2kg por mês, no final do ano estou 24kg mais magra. Se não conseguir os 2kg e somente 1kg no mês, também ficarei feliz, pois meus novos hábitos me acompanharão pelo resto de minha vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Corrida para iniciantes

Correr é bom demais! Eu disse que minha meta este ano é correr, portanto, já comecei. Estou na fase de caminhar 3 minutos e correr 2 minutos durante 1h, o que no meu ritmo dá 6km. No início é meio difícil, você fica muito cansada, mas é só insistir e não ultrapassar seus limites para não lesionar. É bom também arrumar uma companhia, pois assim uma anima a outra. Correr dá muito prazer e você se sente mais disposta e bem humorada, quando é numa área verde então melhor ainda. Também acho importante o uso do monitor cardíaco, assim você acompanha seu condicionamento físico. Quando comecei a correr rapidinho atingia a frequência máxima, agora já não é mais assim, mas ainda quero baixá-la quando corro. Fora que controlo o tempo e as calorias, queimo cerca de 550. É muita caloria!!!
Vou postar aqui uma matéria que achei no site Cyber Diet para incentivar quem quer começar a correr:

Corrida para iniciantes

Muitas pessoas têm vontade de correr, mas acham que cansam só de olhar. Na verdade acham que não conseguiriam correr por muito tempo e que não são capazes de realizar tal proeza. Se você é uma destas pessoas, dê a “volta por cima” e insista na procura e prática de uma atividade que lhe dê prazer.

Correr pode lhe trazer muitos benefícios, entre eles:

-Ajuda no processo de emagrecimento ou manutenção do peso.
-Melhora o condicionamento cardiorespiratório.
-Libera o estresse acumulado.
-Prevenção de muitas doenças.
-Prevenção da insônia.
-Fortalece os ossos, músculos, tendões e ligamentos.
-Melhora o seu estado de ânimo.

Mas, como começar?

Esta é uma pergunta que muita gente faz. Assim, apontamos abaixo, algumas dicas e sugestões para os principiantes:

- Antes de tudo, faça uma avaliação física incluindo um teste ergoespirométrico. Esta avaliação pode ser feita numa clínica ou laboratório, numa academia, clube ou através do seu médico.
- Procure um profissional que possa montar um programa de corrida para você e que possa acompanhar o seu caso.
- Faça um programa alimentar com uma nutricionista, adequado as suas necessidades.
- Use um tênis apropriado para corrida com sistema de amortecedor.
- Procure saber o tipo de pisada que você tem. Desta forma, você pode compensar o problema e até comprar um tênis que possa ser mais adequado a você.
- Faça muito alongamento antes e depois da corrida.
- O descanso é tão importante quanto o treino. Preocupe-se em dormir bem, cerca de 8 horas.
- Tenha paciência e perseverança, pois o começo não é tão fácil.
- Respeite o seu limite. Não exagere e não corra se tiver dores.
- Faça um acompanhamento médico, tanto de um ortopedista se houverem dores, quanto de um cardiologista para exames anuais.
- As atividades físicas trazem muitos benefícios, mas o excesso ou a forma inadequada de treino pode trazer sérias lesões.
- Faça um diário de treinamento anotando o tempo de corrida, as sensações sentidas, a freqüência cardíaca etc. Anote tudo.

- Comece alternando caminhada com corrida, por exemplo:

1ª semana: caminhe 4 minutos e corra 1 minuto alternadamente até completar 30 minutos.

2ª semana: caminhe 4 minutos e corra 2 minutos alternadamente completando 30 minutos.

3ª semana: caminhe 3 minutos e corra 2 minutos alternadamente até completar 30 minutos.

4ª semana: caminhe 3 minutos e corra 3 minutos alternadamente até completar 30 minutos.

5ª semana: caminhe 2 minutos e corra 3 minutos alternadamente até completar 30 minutos.

6ª semana: caminhe 1 minuto e corra 4 minutos alternadamente até completar 30 minutos.

7ª semana: caminhe 1 minuto e corra 5 minutos, alternadamente até completar 30 minutos.

8ª semana: caminhe 3 minutos e corra 7 minutos, alternadamente até completar 30 minutos.

9ª semana: caminhe 5 minutos corra 10 minutos e caminhe 5 minutos.

10ª semana: caminhe 5 minutos, corra 15 minutos e caminhe 5 minutos.

11ª semana: caminhe 5 minutos, corra 20 minutos e caminhe 5 minutos.

12ª semana: caminhe 5 minutos, corra 25 minutos e caminhe 5 minutos.

13ª semana: caminhe 5 minutos, corra 30 minutos e caminhe 5 minutos.

- Faça este treino três vezes por semana.
- Depois que você estiver correndo por 30 minutos, poderá fazer outra atividade aeróbia como a natação ou a bicicleta mais duas vezes por semana em dias alternados a este treino.
- Faça musculação de duas a três vezes por semana em dias alternados a este treino para fortalecer os ossos, músculos, tendões e ligamentos.
- Você poderá alternar a corrida na rua com a corrida na esteira. Se correr na rua, cuidado com os pisos irregulares, calçadas etc.
- No começo é mais fácil respirar pela boca.
- Para evitar o flato, tente não comer durante as duas horas anteriores ao treino, evite alimentos e bebidas como água com gás, doces etc. Não comece a correr rápido demais, inicie a corrida devagar ou trotando.
- Tire sempre as suas dúvidas com bons profissionais.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Correndo em 2010


O natal e a passagem de ano foram muito melhores do que eu pensava. Graças a Deus! Consegui espantar a tristeza e o medo dessa data junto da família e dos amigos. Descansei bastante lá no meu ranchinho, aquele lugar me dá uma tranquilidade inexplicável! Bom, como estava de pernas pro ar, não teve jeito de fazer dieta, mas penso que valeu a pena, sabe por quê? Porque agora estou renovada, com toda a vontade do mundo de mudar meus hábitos alimentares, porque entrei no clima do ano novo, de vontade de mudança. Puro clichê, não acha? Que bom que ele existe!

Só fiquei chateada com a tragédia de Angra. Meu Deus, bota tragédia nisso! Não gosto nem de ver o noticiário. Muita tristeza e dor. Final de ano, não tem jeito, muita chuva e as tragédias são consequências. Fico imaginando essas famílias que foram dilaceradas, só quem viveu na pele uma tragédia sabe como é dificil, pois eu nem imagino perder um filho ou dez parentes e amigos de uma vez só. Não há explicação. O refúgio agora é pedir a Deus consolo, muitas pessoas podem até perguntar onde está Deus nisso tudo, mas por experiência própria, só Ele é capaz de consolar.

Bom, mas vamos começar falando de coisas boas, pois é o que desejo para este ano. Sinto que minha vida vai dar uma virada! Aposto tudo nisso! Minha meta agora é começar a correr. Quem sabe no próximo ano corro a Volta da Pampulha e a São Silvestre! Esses sonhos são possíveis! Estou com a faca e o queijo na mão, agora é só cortar as fatias! Força de vontade, aí estou eu!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas!!!

Final de ano é uma correria doida que fico até meio zonza. Não gosto desse consumismo desenfreado do natal, cidade cheia, lojas insuportáveis de frequentar, trânsito caótico, essas coisas. O espírito do natal acaba ficando um pouco esquecido. A data símbolo do nascimento de Cristo se torna vazia diante desses fatos. Algumas famílias ainda mantém o costume de fazer uma oração na virada do dia. Lá em casa, estou com receio deste momento, pois não será nada fácil passar o natal sem minha vó e minha tia. Uma angústia ainda me corrói por dentro.

Estou procurando ficar em paz no espírito. Mentalizando energias boas para essa data. Confesso que estou com medo desse resto de ano, foi um trauma muito grande ano passado. Como não posso ficar lamentando, vou lembrar dos bons momentos vividos e dos aprendizados. Aprendi a ter resiliência. Superar os fatos ruins da vida não é fácil, mas é necessário para seguir adiante. Buscar a Deus foi um processo, pois necessitou prática, hábito e muita fé. Vencer o desânimo e a tristeza não é tão simples, mas é possível. Fiquei deprimida sim, mas cá estou cheia de esperança e vontade de mudar!

Não emagreci um grama esse ano, mas já estou preparada para não engordar nesse finalzinho (isso será uma vitória) e continuar na labuta assim que as festas passarem. Vou dar um jeito na minha vida, porque o pior já passou. No próximo ano, questões de peso serão de vitórias e vou compartilhar com vocês!

Deixo um abraço para todas e todos que me acompanharam no blog este ano, sempre dando forças. Principalmente para as meninas que ajudei em relação à mamoplastia, obrigada por fazerem me sentir útil e ver que minha experiência valeu a pena. Parabéns para todas que conseguiram a cirurgia! Desejo boas festas! Muita tranquilidade, paz, esperança e Jesus no coração!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Receita de ano novo



Aproveitando o clima de despedida do ano, posto este presente para você!


Receita de ano novo

Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sobre a dificuldade de perdoar quem não merece


O natal está chegando e essa época é muito propícia para me lembrar da questão do perdão. Não vou escrever palavras bonitas ou moralistas sobre isso, mas vou escrever a verdade. Confesso ter uma imensa dificuldade de perdoar quem não se arrepende. Quem continua fazendo o mal e acredita que está com a razão. Bom, tenho facilidade de perdoar quem se arrepende e volto a conviver numa boa novamente, no mesmo amor. Mas, essa situação de ter de pedir perdão quando você não está errada e voltar as boas, é sério, eu não consigo. Sofro muito, pois conheço a palavra de Deus, mas definitivamente não sei o que acontece, deve ser um caso psquiátrico!

Tenho dois casos assim na minha vida, de pessoas que não perdoo, porque me amedrontam. Não é que guardo rancor, mágoa ou ressentimento, digo perdão, no caso de não conseguir conviver mais com a pessoa porque simplesmente ela me quer mal. Já tentei várias vezes, mas quando estou de bem novamente, elas fazem algo para me prejudicar mais ainda. Decidi deletar essas pessoas da minha vida, mesmo sendo da minha família e da família de quem eu amo. Não quero nem notícias. Quanto mais longe melhor. Mas, quando chega essa época de natal, de reconciliação, acabo me sentindo muito perturbada.

Queria que algo sobrenatural acontecesse e pronto, estão perdoadas. Quem dera fosse assim. Quem dera não tivesse inimigos. Quem dera fosse mais cristã do que humana. Esses são alguns espinhos que tenho. A incapacidade de perdoar quem não quer o meu perdão. Não desejo mal, apenas não desejo nada, quer dizer, desejo que sumam, que vivam bem longe de mim. Será que ainda tenho salvação?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quero celebrar o final deste ano

Novembro se vai e dezembro chega com muitas festas, mas também cheio de lembranças e saudades. Decidi comemorar e confraternizar muito neste restinho de ano, pois os motivos são nobres. Posso considerar o final de 2008 e o ano de 2009 como os piores da minha vida até aqui. Sem exageros. Tudo começou com uma cirurgia mal sucedida e com um acidente que marcou pra sempre minha família. Fora outros motivos pelos quais metade de meus sonhos foram adiados. Todos os 335 dias passados, não teve um em que não me lembrei da minha vó e da minha madrinha. A morte de uma pessoa querida é cruel demais para um ser humano, o luto é dor dominadora enquanto o tempo não sara. Então, foram tragédias demais, sofrimentos enormes, perdas tão fortes. É por isso que quero comemorar. Não, não é pelo sentido negativo, e sim porque estou aqui, sobrevivi! Sou uma vencedora do caos completo de uma vida com sentido!

Depois de tudo, quero celebrar a vida, quero celebrar Deus, quero celebrar o amor. Minha alma clama por renovação, por esperança, por mudanças! Já dizia um dos meus ídolos, o apóstolo Paulo, que enquanto sou fraco, então é que sou forte! Posso afirmar que foi assim o tempo inteiro. Quantas vezes quis olhar para trás e lamentar, mas fui mais forte! Quanto choro derramei, mas veio o consolador! Quantas noites gritei implorando por misericórdia para acabar com a dor, com a tristeza, mas quantos dias acordei melhor! É isso que quero celebrar, que sou humana o bastante para acreditar que não tenho controle sobre nada, mas que tudo colabora para o meu bem, porque eu amo a Deus!

Sofri. Amadureci. Envelheci. Agora é hora de renovar a vida e rejuvenescer o espírito. Sou grata por tudo, por todos. Não me faltou o amor, não me faltou trabalho, nem me faltou o pão! Que venha 2010 e que nada nos falte, pois a fé nos completa! Não desistirei dos meus sonhos, não abrirei mão dos meus planos, porque amanhã é um novo dia e cada dia vem contido da beleza de viver! Vamos celebrar?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O HOMEM QUE EU AMO

Essa semana o Vitor me enviou esse texto que escrevi para ele no ano de 2005. Nessa época ainda estava na facul e completávamos seis anos de namoro. Achei bem engraçado o texto, apesar de não ser, pois, afinal, recordar é viver. É bom também lembrar que os sonhos ainda continuam os mesmos.

Deus me fez assim: moleca, meiga, tímida, brava, inteligente e feliz. Bom, isso é só um pouquinho do que eu sou, com toda “humildade” desse mundo, se comparado ao tamanho da imensidão dos meus sentimentos e do meu coração. Como toda garota, quer dizer, agora mulher, eu sonhava em ter um amor. Nunca imaginei que ele chegaria tão cedo, sem esperar, como de brincadeira, com quinze anos, um garoto me fez pensar. Naquela época, tudo era festa, tudo era sem compromisso, menina-mulher, quase uma criança, entrei na dança e acabei por me apaixonar. Pensava que em três anos tudo já teria passado. Olha que três é um bom tempo para quem tem apenas cinco vezes o três.

Mas, não foi o que eu imaginava, o mundo deu voltas e o meu coração continuou estável, só o amor nasceu! Agora, já são seis e quero que se multiplique por mais vinte e três!

Chega de matemática, porque para quem eu escrevo não é muito chegado no assunto. Nesse tempo todo, nunca parei para pensar como deveria ser o homem que eu amo. Porque o homem que eu queria já estava do meu lado. Perfeito ele não é, mas é perfeito para mim, não é que eu o ache perfeito, mas encaixou direitinho aqui dentro do peito.

O homem que eu amo me liga todo dia de manhã cedo, e sem querer eu já acordo pensando nele. Ele me fala qualquer coisa, mas o importante é ouvir a voz dele e ficar tranqüila. Se ele diz que me ama, então, melhor ainda!

O homem que eu amo tem o sonho de ser pai, quer ser um pai-herói, quer casar comigo, quer ser bem sucedido, quer ser feliz! O homem que eu amo é um homem de Deus, é amável, amigo, companheiro, atrapalhado num tanto, que me faz rir. É alegre, expansivo, mas ao mesmo tempo um pouco tímido, é honesto, tem bom caráter e um grande coração. Ele abraça o mundo com suas próprias mãos quando quer alguma coisa, não perde tempo para ajudar um amigo e me leva nas nuvens quando preciso de um empurrão. Ele quer lutar para realizar seus sonhos, quer lutar para seguir um bom caminho e lutar para que um dia seu filho seja melhor que o pai.

Gosta de muitas músicas, come de tudo, adora me namorar, malhar e ficar numa boa! O homem que eu amo é uma criança quando ri, um garoto quando se enraivece e um homem quando chora. É o meu desejo, minha alucinação, meu desatino, minha maior paixão. É quem me inspira, me protege e me carrega no colo! É quem me tem, me ama e me quer. É quem eu preciso do meu lado pro resto da minha vida!

Tanto amor, tanta paixão! De tudo o que Deus me deu o que hoje vejo é só com os olhos do coração!

VANESSA TROTTA 19/08/2005

Ps. Não sei porque falei que ele é um pouco tímido, talvez tenha perdido a timidez com o tempo, porque ôh Vitor cara-de-pau sô!! hahahahahahahaha

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A inércia da minha dieta


Ontem voltei à academia depois de três semanas parada por causa de um problema nas pernas. O professor me olhou com aquela cara de bravo e eu já fui falando: calma, eu não estava nada bem. Expliquei os motivos pelos quais sumi e ele quis me indicar uma nutricionista para ajudar, falei: - Vixi, já tenho. Entendo ele ficar bravo, porque sou um exemplo de superação, quando cheguei ao spinning não conseguia nem ficar em pé na bicicleta, passou um tempo e fiquei fera! Isso deve ser estimulante para um profissional e muito frustrante quando o aluno ou paciente desiste. Outro profissional que desestimulei foi minha nutricionista, desmarquei esse mês porque não fiz dieta nenhuma. Apesar de que ela deve estar acostumada, pois nos últimos dois anos tem sido assim.
Procuro todos os métodos para emagrecer e ainda assim não consigo. Tento entender nas sessões de terapia porque a força de vontade que sempre me movia não aparece mais. Não sou daquelas meninas cheias de complexos, pelo contrário, não tenho vergonha do meu corpo, me aceito, me acho bonita, me amo do jeito que sou, mas a condição de estar acima do peso fica em stand by no meu cérebro. Penso assim: - ah vou comer isso para ter prazer agora e depois eu emagreço. Também me lembro da época em que estava no meu peso ideal, eu era muito mais animada. Só que eu não soube administrar essa condição e não me achei merecedora de estar bonita, ainda que seja inconscientemente.
Esse ano não consegui emagrecer definitivamente também porque estive muito deprimida após todas as perdas e todos os sonhos adiados. Precisava de algo para acabar com minha angústia, preencher o vazio das incertezas, do luto. Esse algo era a comida, todas as noites arrumava um jeito de me recompensar pela dor que sentia. Bom, não adianta ficar lamentando o tempo perdido. É preciso mudar e reencontrar essa força de vontade. Limpar todos os entraves dentro do meu cérebro, descobrir o verdadeiro motivo dessa inércia e batalhar como sempre faço.
Por favor, nunca pense ser preguiça o motivo de alguém continuar ou estar acima do peso. A obesidade é uma patologia e emagrecer é muito mais difícil, pois depende de vários fatores emocionais e fisiológicos. Admiro quem consegue esse feitio sem precisar de remédios ou cirurgia. Guardo no peito a esperança de que também conseguirei assim!

Agosto Dourado: você conseguiu amamentar?

  A campanha “Agosto Dourado” veio para promover o aleitamento materno e conscientizar sobre sua importância para a mãe e o bebê. Até os sei...