terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jesus nasceu!!!


O que mais gosto de fazer no natal é cantar no coral. As cantatas são muito lindas e sempre me emocionam e me fazem refletir sobre o nascimento de Cristo. Mesmo com a correria do final de ano e com as festas, não me esqueço do principal significado dessa data, justamente pela mensagem da cantata de natal.

Jesus nasceu, o nosso rei! Num lugar tão simples e tão improvisado, sem pompas de majestade. Deus quis assim! Como é maravilhoso pensar no significado de tudo que Jesus passou, começando pelo seu nascimento e terminando com a morte sofrida na cruz, mas com o milagre da ressurreição (vista primeiro por uma mulher)! Glória!

Eu tenho certo receio da data natal. Acho muito triste pelas condições em que passo, pois minha família foi muito abalada nessa época. Mas, a vida segue... Nós que ficamos temos que tocar o barco e, por isso, procuro antes de pensar em tristeza, entrar no espírito do Natal Cristão!

Esse espírito é lembrar com alegria que Jesus nasceu! Um bebezinho tão frágil, tão pobre, tão humilde, que se tornou o Salvador de muitas vidas. Então, desejo que neste natal Cristo possa nascer novamente no coração de cada pessoa renovando os laços de amor, experimentando o perdão, trazendo paz e alegria a todos! Feliz Natal!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cuide bem das suas amizades

Obrigada Deus pelos meus verdadeiros amigos!!!

O final do ano se aproxima e as confraternizações vêm junto. É muito gostoso poder compartilhar esses momentos em clima de festa com os amigos. Outro dia recebi uma mensagem do Vitor dizendo que me amava e ao respondê-lo não quis colocar a simples palavra: eu também! Quis algo mais... Então, comecei a analisar o quanto os relacionamentos de hoje estão superficiais e como a verdadeira amizade e o verdadeiro amor pelas pessoas que nos cercam vão se restringindo a poucos. Isso é normal. Temos uma vida muito corrida, cheia de compromissos. O engraçado é que sempre arrumamos tempo para o nossos poucos amigos, principalmente para a família. Então, eles são prioridade.

Bom, o que realmente cheguei a concluir, foi o que eu já sabia, por mais óbvio que pareça é: que o amor é divino, gratuito, não tem explicação. Não é por acaso que a Bíblia define Deus sendo amor. Deixa eu explicar pela minha ótica: é natural que amemos nossos familiares, pelo laço de sangue, pela convivência. Amar o próximo é mais difícil, simplesmente porque somos muito diferentes e as diferenças gritam. É preciso um grande coração para conseguir amar quem não foi criado igual à você, não possui os mesmos valores, essas coisas. O amor transcende a tudo isso.

Por exemplo, acho muito difícil ter um verdadeiro amigo, por isso que a amizade sempre foi tão valorizada e mantemos poucos amigos sinceros. O primeiro deslize do seu amigo em relação à você, você já começa a pensar em deletá-lo literalmente da sua vida. E muitos assim fazem. Agora, os verdadeiros amigos, você simplesmente os ama. Eles podem pisar na bola com você, gera uma mágoa, mas você perdoa. Isso é bonito. Hoje ninguém precisa dar satisfação da própria vida pra ninguém, você seleciona quem vai compartilhar da sua intimidade. As amizades se põem à prova a todo instante, aí você conhece quem é seu amigo. Descarta os interesseiros, até porque eles se vão espontaneamente quando não precisam mais de você. Então, a maravilha do amor está aí, mesmo que a pessoa (amigo ou companheiro) falhe, esse sentimento já foi construído e concretizado. Você estará sempre ao lado de quem ama.

Eu morro de saudades das minha amigas. Tem épocas que estou mais ligada em umas, e as outras somem, mas sempre estamos juntas, faço questão nem que seja por um recadinho, um telefonema, um email. Procuro preservar isso. Elas têm lugar reservado no meu coração. A amizade sincera sempre estará presente nos maus momentos e nos bons. Não importa a distância e o meio. Eu dou muitas chances para as pessoas porque sempre olho o outro lado, minha amigas sabem disso, algumas me acham até boba demais em certas ocasiões. Quando eu vejo que não tem jeito, que não tem troca na amizade, tudo pesa... e pesado demais é definitivamente uma questão de peso que não suporto carregar!

Conclusão: dê valor nas suas amizades e cuide bem delas!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dezembro com malhação e minha frase do ano

Bono Vox: meu verdadeiro amigo inseparável
Dezembro chega com tudo e, pra falar a verdade, considero o mês mais difícil para manter a dieta. Igual mês de férias. São tantas comemorações e confraternizações que em algum momento acabo não resistindo às tentações, não sou de ferro. O único jeito de compensar vai ser malhando todos os dias para não engordar. Esse ano, não quero contabilizar peso a mais na balança sendo que ele ficou em baixa 2010 inteiro.

2010 foi e continua sendo um ano bom. Um ano para fechar com chave de ouro, mesmo que não tenha cumprido alguns itens na listinha dos objetivos feita ano passado. Já vou escrever a mesma listinha para 2011.

Bom, passei aqui para deixar a frase que resume o ano que tive: "O ser capaz de viver em paz e tranquilidade durante algum tempo é testemunho de maturidade." (Irvine Page)

Como é bom ver resultados sendo alcançados e viver em equilíbrio. 2010 representa o equilíbrio na minha vida, não fui feliz demais, nem de menos, não fui triste demais, nem de menos, assim fiquei em paz!

Calma que o ano ainda não acabou e pretendo ter mais questões de peso em um mês. Firme e forte, eliminando peso!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como se livrar da celulite?

Estou lendo mais um livro sobre obesidade, desta vez é o da Editora Larousse: Emagrecimento 100 perguntas e respostas, escrito pelo médico nutrólogo, dr. Hervé Robert. Estou gostando bastante do livro, pois há muitas informações, mas ainda sinto, obviamente, que faltam avanços nessa área da ciência. Vou postar algumas informações interessantes do livro aqui, começando com a questão da celulite.

Como se livrar da celulite?

A celulite, obsessão de inúmeras mulheres, é bem diferente da simples sobrecarga de gordura que caracteriza o excesso de peso e exige um tratamento específico.

O que é celulite?
É uma reserva de gordura destinada a assegurar um aporte energético correto durante uma gravidez ou aleitamento, mesmo em caso de períodos de escassez alimentar. Hoje em dia e nas nossas sociedades, em que o aporte diário de suprimentos necessários às necessidades vitais está praticamente garantido, esta preocupação da natureza parece supérflua e esse depósito é considerado sobretudo antiestético. Se ele se torna muito grande, fala-se de lipodistrofia ou mais comumente de “celulite”.

Qual sua origem?
O fator deflagador da celulite é hormonal. Ou se trata de um excesso de secreção de estrogênios (hormônios femininos secretados em grande parte pelos ovários) ou de uma hipersensibilidade a eles, mesmo quando presentes em quantidade normal. Os estrogênios agem sobre as células adiposas aumentando seu número e seu tamanho. Sob sua ação, os adipócitos cheios de gorduras aumentam de volume e comprimem os vasos. As trocas circulatórias tornam-se então defeituosas: a área subcutânea aumenta (casca de laranja), os dejetos celulares são mal-eliminados, os movimentos da água dificultados e as terminações nervosas comprimidas (daí uma dor difusa nos tecidos). O tecido conjuntivo de sustentação, que dá estrutura aos diferentes volumes situados sob a pele, enrijece-se e acaba por compartimentar os depósitos de gordura.

Como prevenir a celulite?
Seria preciso prevenir seu aparecimento desde a puberdade, sobretudo nas moças que já apresentam distúrbios venosos. Dentre as diferentes estratégias a pôr em prática, deve-se priorizar:

Impedir o início de um excesso de peso.
Evitar toda “delinquência alimentar”, especialmente os excessos de álcool e de açúcar.
Lutar contra a insuficiência venosa, se necessário com medicamentos, mas também evitando as longas exposições ao sol e o tabagismo (que diminui o calibre dos pequenos vasos, especialmente os da pele).
Combater o sedentarismo por meio uma atividade física moderada e a prática de um ou de vários esportes, já que músculos pouco desenvolvidos deixam espaço para as almofadinhas gordurosas.
Aprender a administrar o estresse.

Esses conselhos, se aplicados, teriam um verdadeiro efeito preventivo. Infelizmente, eles podem ser palavras ao vento, já que é difícil imaginar uma moça de 18 anos, que quer abraçar a vida, submeter-se a tantas obrigações...

O que fazer para melhorar seu aspecto geral?
Mesmo quando a celulite já está instalada, nunca é tarde demais para agir, mas saiba que quanto mais cedo intervir, melhor será o resultado. Não existe um único tratamento da celulite: o escolhido depende do estágio de evolução da celulite e inclui o emprego de diversos meios, quer dizer, ele visa cuidar globalmente do problema, o que implica uma revisão dos hábitos de vida.
Primeiro, é preciso dedicar-se em corrigir todo excesso de peso, já que isso agrava as compressões devidas à celulite. Uma vez resolvido um eventual excesso de peso, torna-se mais fácil determinar de quais volumes antiestéticos a celulite pode realmente ser acusada e consequentemente realizar um tratamento local.
O ideal é tratar a celulite adiposa por lipoaspiração. Em um certo estágio de evolução, é o único tratamento eficaz. Mas isso continua sendo uma verdadeira intervenção cirúrgica, com todos os riscos que ela comporta, que deve ser feita por um especialista e não por um cirurgião geral.
A celulite linfática responde melhor à drenagem linfática manual (efetuada por um fisioterapeuta) ou à mesoterapia. É recomendável vestir calcinhas e meias de contenção, ainda que feias ou incômodas no calor, assim como o uso de cremes anticelulite.
No caso de uma celulite endurecida, indica-se a endermologia, que consiste em massagens terapêuticas praticadas por um fisioterapeuta com um aparelho chamado Cellu M6. A mobilização das áreas com celulite e a ativações circulatória operadas por essa técnica têm um efeito benéfico.

Todas essas técnicas, caras, são apenas um dos aspectos do tratamento; elas devem sempre ser acompanhadas de bons hábitos de vida, como os que são preconizados para a prevenção da celulite.

Obs: Esse livro foi publicado em 2003, portanto já existem novas técnicas para tratar a celulite.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Carne é Fraca

Recentemente, assisti ao documentário A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos causados pelo consumo de carne no mundo. Fiquei bem incomodada com as informações e não tinha nem idéia de como era um matadouro, ou do que a indústria faz com os animais, simplesmente porque nunca me passou pela cabeça saber disso. Como sou super curiosa, fui questionar alguns conhecidos os motivos de se tornarem vegetarianos, então me indicaram este vídeo.

Ao assistir confesso que fiquei chocada. Meu amor pelos animais é indiscutível, às vezes até penso que deveria ter feito veterinária. O documentário me incomodou tanto que estou reduzindo meu consumo de carne. Não virei vegetariana, até porque confesso ser apaixonada por carne, mas pelo menos não tenho coragem de ir a um rodízio ou comer certas carnes.

Só para ter uma idéia da razão pela qual fiquei assustada, o consumo de carne é um dos fatores responsáveis pela fome no mundo, pela destruição da camada de ozônio, poluição dos recursos hídricos, contaminação dos lençóis freáticos, desmatamento da Amazônia, entre outros. O mundo conta atualmente com cerca de 6 bilhões de cabeças de gado, 16 bilhões de aves. Só a Amazônia tem 35 milhões de bois e 22 milhões de habitantes. Para a produção de um quilo de carne de boi é necessário 15 mil litros de água, pois a criação de somente um boi corresponde a 35 litros de água por dia. Isso sem falar nos maus tratos, na quantidade de hormônios e medicamentos que esses animais recebem. Se você souber como são produzidos a vitela e o baby beef, eu duvido que continue a comer isso (se é que existem pessoas e pessoas...).

Vale a pena assistir ao documentário para se conscientizar. O consumo consciente é diferente, tenho certeza. Se todos agirem de certa maneira, poderemos contribuir para um mundo melhor. Nisso eu acredito. A decisão de continuar consumindo carne será somente sua.

Algo me deixou mais chateada ainda. Quando eu comentei desse vídeo para algumas pessoas, elas nem sequer quiseram saber a respeito. Já foram falando que são carnívoras, que é a cadeia alimentar, lei da natureza, que é uma bobagem, etc. Como se eu fosse tentar convencê-las de que ser vegetariano é o caminho da salvação, como se precisasse mudar de religião. Ainda me gozaram, falando que eu adoro um churrasquinho de picanha. Santa paciência!

Só mesmo a intolerância não faz as pessoas pararem, gastarem um pouco do seu precioso tempo, para pensar que podem estar prejudicando suas próprias gerações vindouras. Eu costumo argumentar que é a mesma coisa da imbecilidade de quem não pensou que ao jogar esgoto na Lagoa da Pampulha tudo aquilo não viraria um poço de dejetos. Como falar do assunto mais discutido do momento que é a sustentabilidade, se praticamos justamente o contrário?


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Minha questão de peso: 10 kg a menos


Volto ao blog para falar da minha dieta, afinal faz muito tempo que não comento aqui. Tenho sido um tanto discreta nesta minha questão de peso, apenas porque estou devagar, mas sempre! As pessoas têm me abordado para comentar o quanto estou mais magra. Na verdade, estou mesmo!!!

Desde janeiro até agora, emagreci 10 kg, ou seja, cerca de 1 kg por mês. Devagar? Sim, é. Não estou nem aí para o tempo. O importante é a minha constância, não tive nenhum aumento na balança e tive direito a todas as gostosuras na quantidade certa. É assim que estou emagrecendo, reeducando minha alimentação e praticando atividade física. No final do ano, quero contabilizar 12 kg a menos. Meu projeto é emagrecer mais 15 kg em mais um ano e meio. Ou seja, emagrecer 25 quilos em dois anos e meio. Uma meta que não é ousada pelo tempo pretendido, mas é alcançável. No final, isso fará toda a diferença. Obesidade é uma doença da qual a cura é um processo conjunto e complexo.

Quando em janeiro eu cheguei ao auge da minha gordura, com IMC de obesidade grau 1 ( não mais sobrepeso) eu estava vestindo tamanho 50. Coloquei na minha cabeça que não poderia continuar daquela forma e que iria emagrecer aos poucos. Tudo bem o meu metabolismo ser igual a uma tartaruga devido aos problemas na tireoide e também à tendência para engordar. Não posso negar que o universo gira a meu favor quando o assunto é engordar, teimosa que sou, quero fazer ele girar ao contrário.

O mais engraçado é que ninguém percebeu que eu estava afinando, quando perdi cerca de 10% do meu peso começaram a notar. Hoje estou no manequim 46, quero chegar no 42 e fico feliz. Não vou falar que foi fácil. Emagrecer não é fácil. É árduo. Fiz uma série de tentativas e alguns tratamentos para auxiliar como a carboxiterapia, com resultados satisfatórios. O mais importante mesmo, além de mudar os hábitos alimentares, é trabalhar a cabeça. Ela é o centro. Não adianta. Terapia nela então!

Aos poucos estou chegando lá! Ainda falta um bocado! Não importa o tempo, importa mesmo é cruzar a linha de chegada!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Casando as amigas

Ultimamente tenho desfrutado de momentos muito felizes ao lado das minhas amigas: o casamento. Pelo menos nove já se casaram nos últimos dois anos (e ainda faltam muitas). É até engraçado como são fases. Teve uma época em que era só festinha de quinze anos, depois formatura do colégio, da faculdade, agora casamento, logo os bebês virão, por aí vai.

Sou uma amiga muito presente, gosto de cuidar da amizade e principalmente compartilhar a vida. Cada casamento foi diferente, todas tiveram seu momento, seu dia de noiva, seu conto de fadas. Vivi a cerimônia de casamento delas com toda intensidade e todas peculiaridades. Cada amiga transformou-se numa noiva linda, com sua própria beleza, seu próprio jeito. Não teve um que não foi perfeito. E me diverti muito. Celebrei. Virei até especialista em chá de panela, que aliás, dá muito trabalho!

A lição que tirei de tantos momentos como estes que passei ao lado delas é que apesar de todo o estresse, o dia d compensa tudo. Todos foram mágicos. Alegria e beleza estampadas no rosto dos noivos. E acredito que o dia deve passar muito rápido diante dos meses de preparação. Mesmo assim, é um só dia e uma só vez para o felizes para sempre!

Depois de curtir toda a magia do momento, aprendi a lidar e a tirar proveito do lado prático da coisa. Estou mais fera do que os penetras bons de bico. Casamento virou uma indústria e estou quase entrando para o ramo, agenciando o Vitor como animador de festas ou chá de panela, ou vendedor da gravata do noivo. Hoje consigo distinguir a estilista do vestido, o estilo dos maquiadores, apreciar o trompete antes da marcha nupcial e a soprano cantando para a noiva entrar (e eu me emocionando, lógico), as músicas a serem cantadas na cerimônia (nada como “Somewhere Over the Rainbow” para a hora das daminhas), o sermão do padre ou do pastor (geralmente Coríntios sobre o amor), os pratos do buffet, a animação da banda ou do dj, os melhores fotógrafos e as melhores poses, as artimanhas para pegar o buquê, o kit festa para enfeitar os convidados, a estratégia para levar os docinhos no final, a bateria de carnaval para encerrar com chave de ouro a animação da festa. Fala sério: tudo isso é muito bom! E muito caro também! Eu amo casamentos!

É lógico que na minha vez vai ser tudo “igual”! Mas, será o meu momento e com certeza vou me emocionar e aproveitar muito o meu conto de fadas, assim como curti e ainda vou curtir mais os das minhas amigas!

Ps: Às amigas que ajudei a casar, eu desejo toda a felicidade do mundo de todo o meu coração!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mamoplastia Redutora: algumas considerações


Como tem muito tempo que não escrevo sobre a mamoplastia redutora, deu saudade!

Tenho algumas considerações a fazer na véspera do aniversário de dois anos da minha cirurgia:

  • Depois de algum tempo, você esquece completamente o que era ter peitões! Outro dia uma leitora me escreveu perguntando o tamanho de meu sutiã antes de operar e juro que já nem me lembrava!
  • Minha sensibilidade nunca mais foi a mesma. Eu perdi muito nisso, mas não me arrependo. Aliás, desenvolvi muito mais sensibilidade nas costas. Virei fã de uma massagem bem feita!
  • Poder usar vestidos de alcinha, sem se preocupar se o peito vai cair é um sentimento indescritível de satisfação.
  • Olhar as fotos antigas e ver que os peitos te engordavam 10kg na aparência é sentir um alívio nos dias de pós-operada.
  • A cicatriz te incomoda um pouco visualmente, principalmente porque a minha é grande, mas depois da auto-estima melhorada dá para passar por cima.
  • Todos os sutiãs que você tinha vontade de comprar te vestem bem. Isso também é indescritível!
  • Você passa a ver melhor o tamanho da sua barriga e faz de tudo para acabar com ela! (Acredite é verdade! Kkkkkkkkkkkkkkk)
  • Sua silhueta fica muito mais visível!
  • Vejo mulheres que têm peitos fora do tamanho padrão para o seu corpo na rua e me dá uma vontade danada de parar para falar com elas que a cirurgia é o melhor investimento.
  • Sempre vai ter alguém para perguntar o telefone do seu cirurgião e você vai dar conselhos sobre cirurgia plástica.
  • Pesquisas recentes indicam que mulheres que fizeram redução de mama terão dificuldades para amamentar. Eu tenho medo disso, mas me preparo para enfrentar o que for preciso.
  • Deitar de costas na cama e não se sentir sufocada também é recompensador.

Bom, pelo que eu me lembre é isso.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Comportamentos indevidos de Mães


Tento escrever sobre o tema “mãe” sem ser para o lado sentimental que isso leva. Por exemplo, não dá nem para descrever o quanto o papel da mãe é importante na vida filho. Eu amo minha mãe acima de tudo, ela é a pessoa mais importante pra mim nesse mundo e sempre esteve ao meu lado, é minha melhor amiga. Isso é inquestionável.

Então, tirando esse lado sentimental, às vezes observo a relação de algumas mães com seus filhos e fico meio incomodada. Fico pensando que eu ainda não sou mãe, ainda vou ser, mas abomino certos comportamentos que não quero ter com os meus filhos.

O primeiro deles é o chantagista e vitimista. A mulher quando se torna mãe, com certeza é a primeira referência do bebê no mundo. Ele é totalmente dependente dela e ela passa a fazer dele também o centro de sua vida. Instinto materno, óbvio. Porém, quando esses bebês começam a se tornar adultos, têm a primordial necessidade de ser independentes e, depois, começar a construir sua própria família. Algumas mães não preparam seus filhos para isso e quando ele resolve “tomar um pezinho”, elas piram, entram em depressão, ameaçam, etc. Não são todas, deixo claro, são aquelas chantagistas e vitimistas. Quando eles ameaçam se tornar independentes, elas cobram o amor que dedicaram a eles durante toda a vida. “Eu vivo por você, filhinha(o), como pode fazer isso comigo”, “eu não valho nada mesmo”, “quando eu morrer você vai ver o que é viver sem mãe”, “você vai deixar sua mãe sozinha?”, essas são suas frases preferidas. Como eu tenho horror a esse tipo de chantagem e situação, saio de mim quando vejo comportamento parecido, ou quebro o pau se a minha mãe fizer isso comigo. Só deixo um recado para as mães que agem assim: amor é gratuito, não se cobra de volta.

O segundo deles é o tipo mãe moderninha. Quem nunca teve uma amiga que tinha aquela mãe legal pra caramba, que deixava tudo, inclusive, dava conselhos sexuais. Pois é, com a gente ela agia assim, mas com a própria filha a situação era bem diferente. Ou não... às vezes, ela era liberal demais e, por isso, os filhos seguiram alguns caminhos errados, como o viver sem limites.

O terceiro é aquele super-protetor em excesso (com esse pleonasmo mesmo). O meninão cresceu e ela continua chamando ele de meu bebê. O cara arruma uma namorada e ela é a sogra megera, nenhuma mulher é e nem será boa o suficiente para o seu filho. Estourou a guerra no Iraque e ela compra um escudo pro bebezão. Toda mãe é protetora, até admiro isso, mas a super proteção sufoca. Não fique indignada comigo “mãe”, pois, é comprovado que esse comportamento fazem as crianças crescerem inseguras, com baixa auto-estima, dependente dos outros, sem iniciativa e não conseguem lidar com os fracassos na vida.

Existem outros tipos de mães ou comportamentos de mães. Só quero chamar atenção com essa crítica porque nenhuma mãe é perfeita. O amor é imenso. Portanto, devem existir certos limites na relação mãe e filho. Ninguém sabe a fórmula perfeita para se criar um filho, os pais podem achar que estão acertando quando na verdade estão errando e vice-versa. Como tudo na vida pede equilíbrio, a relação mãe-filho não é diferente.

Enfim, perdoem-me as mães que se identificaram com este texto. É sempre bom rever conceitos!


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Recaída nas férias


Alguém pode me dizer como manter a dieta nas férias?

Já saí de férias com essa preocupação. No início tudo corria de vento em popa, corridinha todo dia, alimentação controlada. Até fazer a primeira viagem. Não teve jeito, café da manhã de hotel, comida de restaurante, foi uma perdição. Ganhei 2kg na brincadeira. Puxa, que mundo injusto, suo o mês inteiro para emagrecer isso e em duas semanas fora da rotina recupero o eliminado.
Bola pra frente, recaídas acontecem, o importante é manter o objetivo.

Outro dia, numa sessão de terapia descobri uma questão fundamental para ajudar a manter a dieta. Tenho imensa dificuldade em seguir ordens e ser tolhida de certos privilégios, como comer por exemplo, ou seja, se alguém me disser que comer uma rapadura é proibido eu vou lá e como mesmo, de pirraça. Quem me proíbe de algo que gosto?

Então, cheguei a seguinte conclusão: se eu quiser continuar gordinha para o resto da vida, eu posso! Ninguém pode me obrigar a emagrecer e eu não tenho problemas com a auto-aceitação, sou uma gordinha desencanada, não me acho feia e não fico infeliz por estar acima do peso. Só que não é o que eu quero. Eu quero é estar no meu peso ideal, para ficar mais bonita ainda e principalmente para poder ter uma gravidez mais tranquila quando chegar a hora. Isso eu posso porque eu quero! Então, qual o problema de seguir uma dieta? Qual o problema de restringir alguns alimentos ou a quantidade deles?

Pensei bastante. Quero alcançar pelo menos 80% de disciplina. Considero que estou com 50%. Não almejo os 100% porque sou uma garota rebelde, completamente indisciplinada desde os tempos da escola!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sobre o amor...



"Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido", Vinicius de Moraes
Quando me perguntam quantos anos tenho de namoro, todos quase caem pra trás com a resposta. E muitas vezes tenho que ficar justificando para as pessoas o motivo pelo qual namoro há 11 anos e ainda não me casei. Tenho a consciência tranquila e não me sinto enrolada ou encalhada porque simplesmente não chegou a minha hora. Comecei a namorar com apenas 15 anos e nunca imaginei que iria dar tão certo e que eu seria tão sortuda por amar quem também me ama. Então, dividir essa fase da vida tão intensa que é a juventude com a mesma pessoa não é nada fácil, mas é tão gostoso, tão bom, que me sinto privilegiada!

Histórias como a minha chegam a ser raras hoje em dia, por isso me sinto diferente. Muitos foram os caminhos que me levariam na direção contrária do Vitor, tivemos e ainda temos inúmeras dificuldades, mas eu passei a acreditar em alma gêmea. O Vitor além de meu namorado é o meu melhor amigo, às vezes mais amigo do que namorado e mais namorado do que amigo. Nosso companheirismo é fundamentado na parceria da vida, isso é, em tudo. A gente se diverte muito como também choramos juntos. Não tenho vergonha nenhuma em dizer o quanto eu o amo e o quanto sou feliz ao lado dele.

O bom de compartilhar a vida assim é que dividimos nossos sonhos e vamos construindo a mesma “obra”, lógico que respeitando a privacidade um do outro. Se é tão bom assim, por que não casamos? Porque tivemos que passar todas as fases da nossa juventude. Esse foi o preço. Aproveitamos e curtimos tudo, conscientes do que enfrentaríamos, não sobrou tempo para planejar a família, bem que tentamos, mas não foi o momento. Agora, é diferente, vai ser diferente.

Bom, não é sobre isso que queria falar. Lá vou eu querendo justificar denovo aquilo que só me diz respeito. Queria falar mesmo sobre o amor...

Sobre amar uma pessoa há tanto tempo e ainda conseguir olhar para ela com os mesmos olhos de quando nos apaixonamos, de sentir o friozinho na barriga quando pensamos o quanto a amamos e saber que ela também sente a mesma coisa. De não ter a certeza do futuro, mas ter a coragem de enfrentá-lo juntos; de não ter a certeza que vai ser pra sempre, mas sentir que é pra sempre enquanto dura e apostar tudo nisso; de conhecer todos os defeitos que mais te irritam, e ser capaz de pensar que você também têm vários e irrita ele do mesmo jeito. Se entregar de coração aberto a pessoa amada é ter a certeza de momentos felizes, mesmo sendo arriscado, só se arrepende quem não tenta.

O amor é simples, nada é complicado, só é complicado se não é correspondido. Amar é uma delícia! O amor não traz sofrimento, só traz sofrimento a falta dele...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Só pensando


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Hoje estou pensando muito na vida.
Ultimamente tenho andado tão caseira, tão recolhida, ou seja, tão na minha. Na verdade, nunca tive um momento tão equilibrado emocionalmente quanto agora. Percebo que os últimos sufocos enfrentados me deixaram muito forte. Agora, chegou a minha hora. Hora de colocar a casa em ordem, de avançar nos meus objetivos, antes que chegue a próxima tempestade, afinal, sempre estamos sujeitos ao mau tempo.
Nunca estive tão otimista quanto hoje e ao mesmo tempo tão reservada. Coloquei na minha cabeça que tudo que eu pensar de bom vai acontecer e espantar os maus fluidos. Peço a Deus todos os dias para que isso aconteça.
Aprendi também a perdoar nessa fase recente. Liberei o perdão para algumas pessoas que me magoaram e isso me fez sentir mais leve. Não estou neste mundo a passeio, estou de passagem, mas com um legado e um destino. Quando chegar no final isso vai contar nos meus créditos, os débitos eu só quero deixar o que não posso resolver.
Descobri também que não preciso agradar a todos e tenho a liberdade de agir como eu quiser. O limite só me é dado quando chego ao outro. No que me faz parte é somente meu, deixo entrar quem eu quiser. Isso me fez mais feliz.
Penso também que para ser feliz não há segredo. Basta aceitar aquilo que não podemos controlar e ter fé. Aprender a lidar com as situações de maneira clara, ponderada, sem julgar a ninguém. Para julgar alguém precisamos ser melhores e ser melhor significa não olhar nossos defeitos e olhar somente os defeitos dos outros, pois somos iguais, desiguais só para nossos olhos.
Enfim, procuro viver movida pelo prazer de viver. As coisas boas são bem-vindas, os problemas resolvidos e as coisas ruins vencidas. Vivemos muito melhor quando entendemos pequenos detalhes...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Papo de Mulher: o padrão inalcançável


Se você é uma mulher que está super satisfeita com seu corpo levante as mãos para o céu e ajoelhe-se, você foi agraciada e é uma exceção. Chega até ser engraçado o quanto as mulheres ficam neuróticas com certas partes do corpo que na sua própria opinião estão cheias de defeitos, mas para as outras pessoas são imperceptíveis. Nós, mulheres, nos subtemos a tantos tipos de sofrimento para tentar chegar ao alto padrão de beleza e ficar feliz por somente alguns instantes, que já não ligamos mais ao sentir dor, ao não comer um chocolate, ao evitar de sair para um happy hour com os amigos e por aí vai.

É tanta loucura essa questão de peso, celulite, gordura localizada, flacidez, manchas, que acabamos buscando algo inalcançável. Outro dia, estava numa sessão dolorida de carboxiterapia e chega uma loira com um corpão, apesar de já ter sido mãe, para fazer carboxi logo após minha sessão. Minha esteticista convidou-a para entrar, enquanto eu sofria sozinha, e batermos papo. Ela arranca a blusa e começa a falar: - Amigas, eu engordei tanto, olha o tamanho da minha barriga! Eu olhei para a enorme barriga e pensei: - qualquer menininha morreria de inveja. Respondi: - Amiga, sua barriga é tão grande que você nem reparou no tamanho da minha. Ela sorriu amarelo e começou a dar desculpas e tentou me consolar falando que eu iria ficar enxuta. Essa nem é minha intenção.

Uma outra amiga também me mandou um email dia desses perguntando o telefone do meu cirurgião plástico alegando morrer de vontade de fazer uma lipo, e ainda acrescentou no texto: não ri de mim Vavá, mas minha barriga me incomoda muito. Eu pensei: - quem me dera!!! Respondi numa boa que apoiava a lipo, caso ela estivesse muito insatisfeita com seu corpo, mas insatisfeita na medida em que atrapalhasse sua vida, tipo deixar de usar um biquini, ter baixa alto-estima, ter vergonha do marido, essas coisas. Se não for assim, acho neurose misturada com um pouco de preguiça. Ter barriga chapada é coisa de mulher de revista ou de quem malha muito, afinal, você é normal querida!!!

Outro dia também foi engraçadíssimo, estava na minha corrida matinal na Lagoa da Pampulha, tranquilamente, e, de repente, uma mulher passou ao meu lado e comentou com a outra: - Olha lá, está vendo, ela consegue correr. Não acreditei ao escutar isso, fiquei imaginando qual era o meu problema, será que eu não tinha as duas pernas? Ou será porque estou acima do peso? Depois, fiquei foi rindo, se elas vissem meus exames de sangue não iriam acreditar nos meus níveis de HDL, o bom colesterol.

Tem um papo também frequentemente discutido pelas mulheres acima dos 40: quando eu casei pesava 50kg, tinha um corpão. Gente, que mulher não envelhece? Eu tenho birra desse assunto. Na medida em que você vai ficando mais velha, seu metabolismo vai junto, ficando mais lento. Você vai ter filhos, vai ter jornada tripla e consequentemente seu corpo sentirá o desgaste. A mulher que envelhece e fica durinha ou é genética ou é rica, convenhamos. É natural engordar um pouco e o tchauzinho ficar flácido. Deixa de besteira! Quando ela fala que tinha um corpão, eu tenho certeza que ela não era satisfeita na época e agora dá valor no corpinho dos 20 anos. Nem venha reclamar isso comigo, já vou logo cortando. Quem vive de passado, envelhece.

Ah mas tem um detalhe que me incomoda mais ainda: a tal da ração humana para emagrecer. Vê se existe nome mais antipático do que esse? Antes, era mistura in natura, diet shake, vitamina, etc. Agora, não me sujeito a tomar ou comer ração de maneira alguma. Nem me pagando!!! Aff.. comer ração, estou fora!

Bom, se ficarmos insatisfeitas com nosso corpo constantemente, o padrão de beleza sempre vai subir e os tratamentos estéticos vão sempre inflacionando e encarecendo, pois a procura será sempre enorme. Então, eu penso que sim, posso até ficar insatisfeita com meu corpo, mas eu vou me amar primeiro. Vou ter consciência do que é normal, do que consigo alcançar. Assim, sofrerei menos e me aceitarei mais, nisso encontro a minha beleza!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Questão da Recompensa

Quando criança ficava esperando minha mãe chegar do serviço ansiosamente. Primeiro, pela expectativa de ver a pessoa mais importante da minha vida, que trabalhava fora o dia inteiro, e, segundo, pela recompensa que ela sempre trazia para me agradar, justificando sua ausência. Essa recompensa geralmente era um doce, um chocolate, tortinhas, salgadinhos e outras delícias. Desde então, sem querer, pelo menos inconscientemente, minha mãe me deixou mal acostumada a sempre desejar alguma recompensa para suprir a falta ou os sentimentos ruins.

O costume foi introjetado na minha vida e hoje eu lido com ele como uma válvula de escape para a frustração. Para ser mais direta, eu sempre quero comer algo gostoso, extremamente calórico, para me recompensar pela situação que me estressou, me deixou preocupada, triste e, até mesmo, feliz, ou seja, para tudo eu encontro motivo para comer compulsivamente.

Isso nunca foi segredo para mim mesma, não descobri com a terapia, mas tento tratar na terapia. É muito difícil você abolir um costume de uma vida inteira e é muito fácil você exagerar e perder o limite para se recompensar. Todos temos uma válvula de escape. Seja para a comida, para o jogo, bebida, drogas, esportes, ansiedades, tudo que nos supre momentaneamente e acaba nos trazendo prejuízos físicos e mentais. Tenho tentado aprender a lidar com essa questão e a me recompensar de outra maneira, pois ao mesmo tempo que satisfaço um prazer primário, prejudico meu próprio corpo e consequentemente a mente. Como diz a frase “corpo são, mente sã”.

Ainda não descobri como, mas eu chego lá. Agora, quando quero me recompensar eu escrevo, leio, compro um livro (barato), vou caminhar ou fazer um passeio agradável, vou sair com as amigas. Na verdade, o que eu queria era parar de ter essa necessidade de recompensas e não tenho a fórmula. Mais uma vez estou investindo em mim e continuo firme. Cheia de altos e baixos na balança, porém com a consciência cada dia mais leve.

domingo, 2 de maio de 2010

Voltando ao blog com texto para reflexão


Gente, abandonei o blog por dois meses, mas foi só o blog!!! Na verdade, minha vida passou por muitas mudanças e tive uma fase de adaptação. Tive algumas bençãos, graças a Deus, foi meu aniversário mês passado e comemorei em paz, com minha família e meus amigos.

Teve o casamento da Lu e do Cris em que peguei o buquê e acho que é um sinal! kkkkkkkk

Andei ansiosa e comi um pouco a mais, mas não adquiri prejuízos na balança, só não emagreci.


Volto ao blog, porém, para falar que estou para atravessar mais um deserto na minha vida. Estou com um caso de doença grave na família, que nos pegou de surpresa. Como Deus sempre esteve ao meu lado, estou muito forte e confiante, nada vai me abalar agora!

Neste contexto, quero compartilhar com vocês um texto que escrevi em parceria com o Vitor. As ideias são dele e eu só coloquei no papel, dando meu toque. É sobre o deserto na vida do cristão, espero que vocês se sintam tocados ao ler.


Deus não se cala no deserto

O deserto é um cenário marcante na história do povo de Deus. Ao sair do cativeiro no Egito, os israelitas, liderados por Moisés, vagaram durante 40 anos em busca da terra prometida. Eles poderiam ter percorrido o trajeto, mesmo a pé, em alguns dias. Se considerarmos o exemplo dos israelitas, percebemos que eles se sentiam perdidos, pois ficavam amargurados com a demora e dificuldades, alguns até cogitavam em voltar para a terra da escravidão, embora estivessem sendo guiados por Deus. Diante desse fato, sempre tentamos entender quais motivos teria o Senhor (mesmo sendo uma ousadia nossa) para permitir que seu povo ficasse tanto tempo à espera da promessa.

Mesmo diante de todo o clamor e murmuração daquele povo, Deus nunca desamparou seus escolhidos. Quando de dia o sol era escaldante, uma nuvem oferecia sombra, quando à noite o frio era intenso, uma coluna de fogo iluminava e aquecia, quando havia fome, desciam codornizes e o maná do céu. Dessa forma, Ele cuidava de seu povo.

A murmuração dos israelitas começou logo após a travessia do mar vermelho, pois estavam com sede e o único lugar que havia água, era um tipo de oásis, chamado Mara, de águas amargas. O povo reclamou, Moisés intercedeu perante o Criador, e as águas se tornaram doces. O mais interessante neste episódio é o fato de, recentemente, um documentário produzido pelo Discovery Chanel apontar que, na verdade, as águas de Mara eram também medicinais, pois curavam algumas verminoses contraídas pelos hebreus ao tomar a água barrenta do Nilo. Mais uma vez é a demonstração de Deus tratando de seus filhos.

Enquanto o povo murmurava, não percebia o quanto Deus agia e tratava de suas mazelas e de suas necessidades físicas. O deserto está tão presente na vida de cada cristão, sendo maior exemplo o de Jesus. Depois de ser batizado, ele foi conduzido ao deserto, pelo Espírito, e lá foi tentado durante 40 dias por satanás. Deus permitiu a tentação do Filho do Homem. A Bíblia diz que Deus não tenta ninguém, mas permite acontecer. Na oração do Pai Nosso, Cristo nos ensina a rogarmos para não cairmos em tentação.

Embora na vida espiritual do crente o deserto seja um período muito difícil, ele deve ser encarado como uma experiência positiva no relacionamento com Deus. Quando atravessamos o deserto, seja por motivos de luto, de doença na família, de desemprego, de dificuldades financeiras, de depressão, de injustiça, de desânimo e de tantos outros, parece que Deus está calado diante dos nossos sofrimentos. Não sabemos o tempo de duração, nossa ansiedade intrínseca à característica humana quer ver tudo acabado, tudo resolvido. Algumas vezes, temos vontade de desistir e murmuramos igual ao povo de Israel. Nesse momento, em que a solidão de cada um bate à porta, com certeza Ele está nos curando, nos fortalecendo e nos tornando íntimos da Sua presença. Basta ter fé e entender que, após todas as passagens pelos desertos da vida, as dificuldades não irão acabar, mas com certeza estaremos mais fortes para enfrentá-las, porque assim é a vontade de Deus. Enfim, o deserto é um momento de tratamento espiritual e maior intimidade com o Criador.

Agosto Dourado: você conseguiu amamentar?

  A campanha “Agosto Dourado” veio para promover o aleitamento materno e conscientizar sobre sua importância para a mãe e o bebê. Até os sei...