quarta-feira, 30 de março de 2011

Agradecimento e atualização sobre a mamoplastia redutora


Olá leitoras!
Primeiro quero agradecer a vocês o acesso ao meu blog. Obrigada pelos emails com elogios e motivação para continuar escrevendo.
Eu não costumo responder aos comentários sobre a cirurgia.
Também quero comentar sobre o resultado de minha mamoplastia redutora, após 2 anos e meio. Como foi meio traumática a minha cicatrização, já tinha percebido alguns cistos na minha mama. Pensei que fosse do processo e ia desaparecer, mas como eles continuam aqui, resolvi procurar a ginecologista. Fiz o ultrassom das mamas e foram detectados dois cistos em cada uma. Eles são palpáveis. Minha médica falou que não preciso me preocupar, pois eles são benignos e resultado da lesão, ou seja, da cirurgia. Não sinto dor, só um desconforto no período menstrual.
Essa foi mais uma consequência da cirurgia. Não, eu não me arrependo em hipótese alguma. Se meus seios caírem, após ter filhos, pretendo fazer outra plástica e aí aproveito para retirá-los. Sim, eu passaria por tudo novamente.
Pelos emails que recebo, também vejo algumas mulheres que tiveram problemas na cirurgia, principalmente, com a necrose da aréola, cicatrização e expulsão de pontos. É um risco, mas é mais comum do que eu pensava. Falo isso pela experiência mesmo, sem dados científicos. Contudo, todas que operaram me relatam estar muito satisfeitas, nunca recebi um email relatando arrependimento. E olha que recebo em média de três a cinco emails por semana.
Bom, é isso! Boa sorte a todas! Continuem na luta para realizar esse sonho que é muito simples de alcançar!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Violência Contra a Mulher

São constantes as situações de violência contra a mulher. Praticamente todos os dias, vemos nos noticiários que algum homem de coração partido agrediu, esfaqueou, ou matou a musa inspiradora que não retribuía as suas expectativas. Isso me preocupa muito. O fato de serem recorrentes notícias como essas mostra o quanto o papel da mulher é banalizado na sociedade. Não temos direito de escolha, temos que ficar a força com o cara simplesmente porque ele quer. Se não entregamos nosso corpo, nosso afeto, nosso amor, estamos sujeitas a perder a própria vida. Além de absurdo, isso deveria ser extremamente ultrapassado. São frutos do machismo intrínseco à história da humanidade.

O homem tem que ter posse da mulher. A mulher é sua. É propriedade privada. A rejeição fere seu orgulho de macho. Essa concepção arraigada no ego masculino vira motivo para vários crimes. E a mulher continua indefesa, vive ameaçada e com medo. Uma vez ouvi de uma colega jornalista que trabalha na área de polícia que “se o homem diz que vai te matar. Ele vai te matar”. Não adianta viver reclusa, o jeito é fugir mesmo, pois a insegurança é muito grande. Lembro muito bem da cabeleireira de Venda Nova que instalou uma câmera no próprio salão e foi assassinada à queima roupa pelo ex-marido diante dela. Sim, ela estava protegida por uma medida cautelar.

Então, pergunto: o que fazer? Como mudar essa situação? Como garantir a proteção da mulher? A Lei Maria da Penha, muito criticada por entes da sociedade, representou um avanço nesta questão. Mas como cumprir e aplicar a lei?

É preciso muito mais. É preciso continuar na luta pela igualdade de direitos e esse não é um discurso feminista. Começar primeiro pela conscientização da sociedade, principalmente das próprias mulheres. A violência começa pelo assédio moral. A mulher é muito coração.
Se o companheiro começa xingando, humilhando, rapidinho estará batendo. E por ser coração, a mulher perdoa. Não ele não fez por mal. Ou então, fica com medo e sofre calada. É preciso se valorizar, se amar. Quando uma briga termina na agressão física, todos os limites foram ultrapassados. Perdeu-se o respeito. A relação já era. Não tem perdão para homem que bate em mulher. É preciso dar um fim, dizer basta. Um homem digno respeita a companheira acima de tudo.

Muitas mulheres já perderam a vida. É intolerável que isso seja visto como uma simples briga de marido e mulher. A sociedade e os governos devem se responsabilizar para evitar esses crimes. Para evitar essa situação que acomete milhares de mulheres. Não podemos mais aceitar.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Remédios para emagrecer: eis a questão!

Especialistas apresentaram na quarta-feira (23) a última cartada contra o veto aos inibidores de apetite, na audiência organizada pela Anvisa, em Brasília.

O debate sobre a retirada dos medicamentos para emagrecer pesou agora no Brasil. O fator alarmante é que o país é o maior consumidor dessas drogas no mundo. Não me surpreende nem um pouco esse fato, pois é só ir a um endocrinologista e você sai feliz com a receita azul. Não sou especialista, muito menos trabalho na área da Saúde. Sofro com o excesso de peso. Apenas sou consumidora. Como sou curiosa, leio muito sobre o assunto e por isso não consegui formar minha opinião sobre a retirada dos medicamentos para emagrecer do mercado.

Tendo para um lado de ser contra esse ato. Primeiro, porque esses medicamentos podem ser benéficos para o obeso que faz uso consciente. Eu mesma já fiz e obtive bons resultados, apesar de algumas vezes ter aumentado de peso após o uso. O medicamento pode ajudar o obeso que não consegue resultado somente com dieta e exercícios. Pode ser um impulsionador.

A tendência em ser a favor da Anvisa é principalmente pela banalização de como conseguir a receita azul. Qualquer pessoa que está apenas uns cinco quilos acima do peso ideal consegue a receita seja para sibutramina ou anorexígenos. Muitas vezes, os médicos nem verificam o histórico médico do paciente. Por exemplo, a pessoa tem a pressão cardíaca controlada e nunca fez um eletrocardiograma. Repito que não sou especialista, mas deve ocorrer da pessoa não saber que tem tendência a desenvolver problemas cardíacos, ou mesmo, depressão e mania.

As pessoas com sobrepeso, que teimam em usar medicamento para emagrecer, acabam prejudicando os obesos por tabela, pois o alto consumo dessas drogas influi em ações como essa da Anvisa. O fato da retenção da receita inibe a venda, mas a fiscalização deveria ser maior. Como sabemos: é impossível controlar tudo, sempre há um jeito de burlar. E isso prejudica também.

Quanto aos riscos à saúde do paciente que faz uso desses medicamentos, pelo que entendo depende muito de pessoa para pessoa. O certo mesmo é a conscientização do paciente de que se ele usar esses medicamentos e não mudar os hábitos de vida irá voltar a engordar. Os medicamentos dão somente um primeiro resultado, não são para a vida toda. Aliás, esse é meu sonho, a ciência descobrir um remédio para obesidade de uso contínuo, assim como existe para diabetes, hipertensão, etc. Então, é preciso avaliar se realmente vale a pena usá-los. Deveria ser uma decisão individual, o que não ocorre nesse país.

A questão é que desde criança deveríamos ser educados a comer corretamente e a praticar exercícios físicos, para não ter que reaprender no futuro. As políticas públicas contra a obesidade deveriam ganhar mais espaço no governo e na sociedade. A obesidade virou epidemia no Brasil, de acordo com o IBGE. Então, temos que pensar nessa doença da modernidade igual como pensamos na dengue, no câncer de mama, entre outras que ganham destaque em campanhas na mídia e nos governos. Reconheço que avançamos bastante de alguns anos pra cá, mas ainda estamos carentes de ações.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Crise dos 30???

A famosa crise dos 30 já começa a atormentar as amigas que chegam na casa dos 27 (sou a caçula e ainda tenho alguns meses). Ainda faltam três anos para virarmos balzaquianas, mas como mulheres são ansiosas por natureza, começam a correr para chegar na idade tão “temerosa” com tudo em cima. É estranho o fato de envelhecer, pois outro dia mesmo eu tinha somente 17. Ainda somos muito novas, estamos na flor da idade. O fato é que temos de honrar os 30 e chegar nele bem-sucedidas profissionalmente, de casamento encaminhado ou à vista, corpo sarado, cabelos hidratados, pele viscosa, cintura de pilão e sermos dona de uma cadela para mimarmos antes dos filhos.

Já avisei para o Vitor que se não resolvermos nossa vida até lá, vou dar o golpe da barriga. Ele arregalou os olhos e ficou sem palavras. Não, eu não sou louca. É lógico que estava brincando, embora tivesse me passado pela cabeça. O medo de ficar encalhada, solteirona, frustrada profissionalmente e gorda, logo no auge da beleza feminina, é compartilhado por várias garotas, assim como eu. O engraçado é a reação dos homens. A maioria nem liga para o fator idade. Coloquei uma frase nesse sentido no facebook e alguns deles me responderam: “dê tempo ao tempo”, “você é uma mulher moderna, não precisa se preocupar”. Pensando bem, eles têm razão.

Tenho várias amigas que passaram dos 30 e continuam numa boa. Não precisam se agarrar em qualquer sujeito para não ficar sozinha. Pelo contrário, ficaram mais seletivas na hora de escolher o companheiro. Muitas delas não têm filhos e esperam a hora certa de ser mãe. Creio que dão tempo ao tempo, como disse meu colega.

Talvez seja mais uma cobrança boba imposta pela sociedade ter que virar balzaquiana com tudo resolvido na vida. É como se fosse um prazo de validade. Passou, venceu. Ainda dizem que a vida começa aos 40, e se for verdade?

Não temos razão para nos preocuparmos com essa cobrança. Nossa única preocupação deveria ser chegar aos 30 com boa saúde, auto-conhecimento e, principalmente, mais maduras. Prontas para nos apaixonarmos e casarmos quando for a hora, quando for com o cara certo, prontas para mudarmos de profissão se não somos felizes na que escolhemos, prontas para termos nossos filhos quando tudo estiver planejado e sempre prontas para nos amarmos assim como somos, magrinhas ou gordinhas, só de alma leve. Afinal, o tempo não para, sempre haverá o tempo certo pra tudo que quisermos, tanto faz se antes ou depois dos 30.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre o sofrimento...



Quando o sofrimento bater à sua porta é melhor deixar ele entrar!
Uma das maneiras de minha avó Silvéria cuidar de mim é sempre me presentear com uma boa leitura. Livros ou artigos relacionados a Deus e à vida cristã, afinal, ela é catequista. Como prefiro ler um livro a ver televisão, estou sempre me inteirando sobre um pouco de tudo. O último que ela me emprestou foi o do Padre Fábio de Melo, Quando o sofrimento bater à sua porta. Já li alguns livros do padre, por indicação da minha avó mesmo. Não tenho qualquer problema desde que o livro me prenda até o final. Este foi assim. Quanta sensibilidade tem o autor ao falar sobre o sofrimento! Recomendo aos cristãos.

Embora, eu só tenha passado mesmo por um grande sofrimento, quando minha avó e minha tia morreram num acidente de carro, me identifiquei muito com as histórias dos personagens do livro. Cada pessoa lida com o sofrimento de uma maneira. Algumas são mais fortes, outras mais frágeis. Algumas culpam a Deus, outras buscam a Ele. O fato é que todos sofremos ou vamos sofrer algum dia, principalmente, quando o sofrimento está ligado a perda de um ente querido.

O que mais me chamou atenção no livro, foi a forma de como Fábio de Melo aborda a maneira que o sofrimento chega a nossas vidas, justamente porque permitimos ou colaboramos para ele. Explicando em poucas palavras, ele afirma que muitas pessoas estão deixando de lado sua vida com Deus, ou mesmo, perdendo a fé, porque responsabilizam Deus pelo sofrimento ocasionado. Ele exemplifica com a tragédia da perda de sua própria irmã, num acidente de ônibus em que ela foi a única vítima, porque algum passageiro não obedeceu a regra e levou uma espécie de barra de ferro mais pesada no bagageiro, cujo o limite máximo era de 5 kg. Ele relata que no momento do velório, as pessoas a fim de confortar sua mãe pela perda da filha, falavam: - Deus quis assim. De maneira sensível, ele fica completamente transtornado com tal afirmação, alegando Deus ser amor, um pai completamente amoroso, por isso, como Deus iria querer um acidente fatal para sua irmã? O sofrimento ocasionado foi devido a uma atitude inconseqüentemente humana. Por desobedecer a uma regra. Se o passageiro não tivesse levado a barra de ferro, sua irmã não teria morrido. Não é incrível e completamente racional sua maneira de pensar?

Outro exemplo que achei interessante foi o de um pai de família em torno de seus quarenta e poucos anos que estava com um câncer de pulmão, em estágio terminal, afirmar que se pudesse voltar atrás nunca teria fumado em sua vida, pois iria deixar sua esposa e seus dois filhos adolescentes. O padre cita que, neste momento, algumas pessoas pedem a Deus um verdadeiro milagre e não se conformam se Deus não atender ao pedido. Mas como pedir um milagre pra uma pessoa que fumou muito, sabendo dos riscos que estava se submetendo? Ela deveria ter pensado antes, pois neste caso, o sofrimento veio por causa de atitudes erradas.

Assim, ele vai tratando o sofrimento ao longo do livro de maneira sensata. É interessante ler, uma boa reflexão. Importante é a resposta que damos ao sofrimento e sua vazão em nossas vidas. Como escrevi acima, devemos deixar ele entrar, pois somos limitados e não há como deixarmos de sofrer neste mundo. O fundamental é também saber a hora de mandá-lo embora e buscarmos forças para seguirmos adiante. Sempre fazer do sofrimento um momento de amadurecimento da nossa alma. Há dores que precisam ser sofridas, outras simplesmente esquecidas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Correção das hipertrofias mamárias


Ao ler uma reportagem do Folha Equilíbrio hoje indicando quais sites confiáveis sobre saúde, fui parar no do dr. Drauzio Varella. Muito interessante o site, além de prestar ótimo serviço de informação. Achei esta entrevista sobre a mamoplastia redutora, não podia deixa de postar no blog, pois é sempre bom compartilhar conhecimento.

Correção das hipertrofias mamárias

Dr. Sérgio Gonçalves de Almeida é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Entende-se por hipertrofias mamárias o desenvolvimento excessivo do volume das mamas, distúrbio que pode ocorrer em qualquer idade e em ambos os sexos.

Nas mulheres, a hipertrofia mamária pode ser classificada em quatro graus de acordo com o tamanho e peso excessivo das mamas. Nos estágios mais avançados, recebe o nome específico de gigantomastia. Entre as causas da deformidade, que ainda não foram rigorosamente estabelecidas, estão obesidade, distúrbios glandulares, diabete, gravidez, menopausa e hereditariedade.

Além do comprometimento estético e dos danos psicológicos que ocasionam, mamas muito volumosas são responsáveis por problemas físicos, como desvios na coluna, má postura, dificuldade de movimentação, defeitos que serão irreversíveis se a correção for realizada tardiamente.

a) mulheres jovens

Drauzio – Há meninas que, na adolescência, desenvolvem um busto excessivamente grande. Embora algumas sociedades valorizem os seios volumosos e a moda flutue no decorrer do tempo – às vezes estão em voga os seios grandes; às vezes, os pequenos – qual é o critério para selecionar os casos que devem ser corrigidos?

Sergio de Almeida – Antes de mais nada, é preciso distinguir dois quadros: 1)o aumento da mama associado a padrões do modismo vigente em determinada época, e 2) a gigantomastia. Neste último, não só o volume da mama ultrapassa a barreira dos limites aceitáveis, como seu posicionamento é assimétrico e inadequado. A mama cai, porque a pele não suporta o peso excessivo e cede.

Como as alterações de peso e posição respondem por uma sobrecarga na coluna vertebral, que prejudica a postura, causa desconforto, a correção cirúrgica é o procedimento recomendado.

Nas duas situações, porém, o primeiro referencial a considerar é a avaliação da própria pessoa e sua expectativa em relação aos resultados da cirurgia.

Drauzio – Moças com mamas grandes demais costumam procurar atendimento com que idade?

Sergio de Almeida – Em geral, a moça pode ser operada a partir dos dezesseis, dezessete anos, quando a mama já completou sua formação. No entanto, há casos em que a cirurgia é realizada aos quatorze anos, porque os seios atingiram um volume tal, que as adolescentes são praticamente obrigadas a apoiá-los nos braços e têm a capacidade de movimentar-se bastante comprometida. Mesmo correndo o risco de a mama crescer ainda um pouco depois da cirurgia, o que dificilmente ocorre nessa idade, isso não constitui contra-indicação para reduzir as mamas volumosas e melhorar a auto-imagem das adolescentes.

Drauzio – Você disse que, às vezes, a gigantomastia precisa ser corrigida precocemente, aos treze, quatorze anos, e que as mamas dessas meninas dificilmente continuam a crescer. Como se explica essa interrupção no crescimento?

Sergio de Almeida – Tenho a impressão de que, se por um lado, o desenvolvimento dessas mamas é muito rápido e precoce, por outro, elas se estabilizam também mais cedo. Nossa experiência mostra que não houve perdas nos resultados da cirurgia, quando as pacientes precisaram corrigir a deformidade aos treze, quatorze anos. Ao contrário: as vantagens foram muitas.

b) procedimento cirúrgico

Drauzio – A mastoplastia pode ser feita em qualquer fase da vida?

Sergio de Almeida – Pode. Mamas gigantes exercem enorme sobrecarga sobre coluna e, conseqüentemente, provocam defeitos de postura e outras alterações que não regridem se a mulher for operada com mais idade.

Drauzio – Basicamente, como é realizada a cirurgia?

Sergio de Almeida – Como as mamas são muito volumosas e caídas, uma incisão é feita no pólo inferior da aréola e outra no sulco mamário. Desde que sejam respeitados alguns limites importantes, esse tipo de incisão possibilita reduzir o tamanho das mamas e reposicioná-las sem comprometer sua função e sensibilidade. Também é importante que o corte seja o menor possível para evitar as cicatrizes aparentes.

Drauzio – A sensibilidade do mamilo feminino pode ser prejudicada nesse tipo de cirurgia?

Sergio de Almeida – Logo depois da cirurgia, a sensibilidade fica alterada por causa do deslocamento da pele e da manipulação dos tecidos. O resultado é uma sensação de dormência que tende a desaparecer com o tempo.

Drauzio – Quanto tempo?

Sergio de Almeida – Varia de acordo com a extensão do descolamento e as características pessoais da paciente. Mamas muito baixas, que demandam descolamentos maiores, normalmente recuperam a sensibilidade dos mamilos depois de um ano, um ano e pouco.

Drauzio – Como os cirurgiões calculam o tamanho da ressecção e a quantidade de tecido a ser retirada?

Sergio de Almeida – A ressecção da glândula é feita em etapas. Retira-se um pouco de tecido, modela-se, remonta-se a mama para verificar se o volume continua excessivo. O fato de a cirurgia ser realizada com a paciente quase sentada facilita avaliar o quanto de tecido pode ser retirado sem afetar a integridade, a função e a sensibilidade do órgão.

Drauzio – Mesmo as mamas de tamanho normal nunca são idênticas. Há sempre uma diferença de tamanho entre uma e outra, que será acentuada se elas forem volumosas, o que agrava o problema estético...

Sergio de Almeida – Além disso, essa diferença nas mulheres com mamas volumosas intensifica os reflexos negativos sobre a coluna e a postura.

Drauzio – Uma única intervenção cirúrgica é suficiente para resolver definitivamente o problema das mamas volumosas?

Sergio de Almeida – Na maioria dos casos, sim. Em situações excepcionais, quando a mama é excessivamente grande, opta-se sempre por preservar a função, mesmo quando isso exige que menos tecido mamário seja retirado e as mamas fiquem com volume um pouco maior.

c) pós-operatório

Drauzio – Como é o pós-operatório da mastoplastia?

Sergio de Almeida – No dia seguinte da operação, a paciente recebe alta hospitalar. Na primeira semana do pós-operatório, precisa tomar cuidado com a movimentação dos braços e evitar esforços. No final da segunda semana, o processo de cicatrização já estará bastante avançado e, em torno de um mês depois, a paciente pode voltar às atividades normais, desde que se abstenha de carregar pesos.

Drauzio – Depois de um mês, ela já pode correr ou nadar, por exemplo?

Sergio de Almeida – Pode correr e nadar, só não pode fazer exercícios que exijam esforço maior sobre a musculatura dos braços.

Drauzio – O pós-operatório da cirurgia de correção das mamas é doloroso?

Sergio de Almeida – Não é. No início do pós-operatório, a queixa maior é de dormência, sintoma que vai progressivamente desaparecendo de cima para baixo e dos lados para o centro. O triangulo inferior da mama é a última região a recuperar-se completamente.

d) gravidez e amamentação

Drauzio – Moças que passaram por cirurgia de redução das mamas preservam a capacidade de amamentar?

Sergio de Almeida – Não há perda da capacidade de amamentação, porque é mantida parte da glândula que permanece íntegra na sua constituição e com a drenagem preservada no canalículo central.

Drauzio – Depois de quanto tempo, a mulher que foi submetida à mastoplastia pode ficar grávida e amamentar?

Sergio de Almeida – Sempre aconselho que espere pelo menos um ano.

Drauzio – Pode ocorrer que, depois da gravidez e da amamentação, as mamas voltem a apresentar crescimento excessivo?

Sergio de Almeida – A mama operada está sujeita às mesmas alterações das mamas que não passaram por cirurgia. Após a gravidez e a amamentação, portanto, operadas ou não, elas podem aumentar ou diminuir de tamanho ou ficar um pouco caídas. A mastoplastia não melhora nem piora esse quadro.

e) mulheres adultas e menopausadas

Drauzio – Vamos nos deter em outro extremo da vida. Depois da menopausa, senhoras com mamas pendulares, mamas caídas que também causam problemas, podem submeter-se à cirurgia plástica corretiva?

Sergio de Almeida – Não há limite de idade para realizar a mastoplastia. Se, do ponto de vista clínico, a paciente estiver bem, não há contra-indicação nenhuma para a cirurgia. Muitas vezes, ela é encaminhada pelo ortopedista por causa de um problema na coluna resultante da sobrecarga que provoca a mama volumosa. É bom lembrar que, se a mama pesar quinhentos gramas e estiver bem posicionada, a repercussão sobre a coluna será equilibrada. No entanto, se pesar os mesmos quinhentos gramas, mas estiver mais baixa no tórax, vai comprometer o sistema postural e provocar alterações na coluna.

f) seguro saúde

Drauzio – Já me deparei com muitos casos de mulheres com mamas enormes que causam problemas ortopédicos, às vezes bem graves, que são obrigadas a tomar antiinflamatórios e analgésicos para aliviar a dor. Mesmo assim, muitas companhias de seguro saúde se negam a autorizar a cirurgia, ou reembolsá-la, argumentando que o problema é meramente estético...

Sergio de Almeida – Não é só nesses casos que as companhias de seguro se omitem. Elas também não cobrem as despesas com as cirurgias para corrigir a ginecomastia, valendo-se da ressalva de que se trata de uma cirurgia estética.

Ora, que homem é encaminhado para uma cirurgia estética de mamas? Por isso, acho que deve ser estabelecido um critério para a avaliação desses pacientes. O pedido médico não pode ser desconsiderado por uma pessoa que atende num guichê e é obrigada a respeitar normas arbitrárias.

Drauzio – Quando me vejo diante de situações como essas, digo aos pacientes que peçam um relatório minucioso ao médico explicando o problema e a ajuda de um advogado para pleitear a aprovação ou o reembolso da cirurgia. As companhias costumam tratar melhor os advogados do que os segurados que precisam de atendimento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mesmo com a dieta, não abro mão...

"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."
Léon Tolstoi

Uma das dicas para manter a dieta, que aprendi não me lembro com quem ou qual a fonte, é não permanecer muito tempo à mesa após as refeições. Pelo simples fato de que com a conversa, você pode abrir exceção e acabar comendo ou beliscando mais do que deveria. Eu até concordo em partes com essa regra, mas não abro mão disso. Tenho prazer nos tradicionais almoços em família na minha casa. Todo final de semana, mantemos o costume de almoçarmos juntos na casa de minha vó, no sábado, e na casa de minha sogra, no domingo. São pequenos detalhes como este que me fazem mais feliz.

Com esse costume preservado, somos mais “família”. As conversas no almoço são tão prazerosas e como se não bastassem para nos atualizarmos, nos aproximam mais. Antes do almoço, sempre tem alguém na casa da vovó, seja um primo, uma tia, uma visita amiga para nos alegrar, nos distrair. As refeições de final de semana, nenhum chef de cozinha faz melhor do que a minha vó! É o que chamo de momento de comunhão familiar. Afinal, antes de Cristo ser crucificado, ele fez sua última ceia com seus amigos. Então, celebramos esse momento na vida cristã, porque aguardamos a volta do nosso Messias, para cearmos todos juntos novamente. Enquanto isso, fazemos em memória dele.

Na minha casa, nunca houve sequer uma briga enquanto estávamos à mesa. Às vezes, algum mau-humorado provoca, mas que eu me lembre, nunca tive indigestão. Até mesmo numa noite de final de semana monótona, logo organizamos um churrasquinho para não perder o costume. A refeição compartilhada tornou-se uma espécie de lazer com a boa companhia. O que acho gostoso é que nunca foi obrigação.

Pelo menos aqui em Minas Gerais, a comida é o tradicional pretexto para reunir as pessoas. Na minha experiência, ela não é o centro, é apenas coadjuvante quando usada para estreitarmos laços de afeto. É lógico que se ela for boa, a reunião passa a ser mais gostosa!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!

Não vou perder o costume de me despedir do ano no blog.

Para encerrar este ano abençoado de 2010, deixo um poema do meu autor favorito, o autêntico mineiro, Carlos Drummond de Andrade:

Procuro uma alegria

uma mala vazia

do final de ano

e eis que tenho na mão

- flor do cotidiano -

é vôo de um pássaro

é uma canção.

(Dezembro de 1968)

E que venha 2011, melhor que 2010. Com muita alegria, força para superar os maus momentos, amadurecimento, garra para vencer os desafios, muita saúde, prosperidade, gentileza, paz e harmonia na família!!!

Feliz 2011!!!


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jesus nasceu!!!


O que mais gosto de fazer no natal é cantar no coral. As cantatas são muito lindas e sempre me emocionam e me fazem refletir sobre o nascimento de Cristo. Mesmo com a correria do final de ano e com as festas, não me esqueço do principal significado dessa data, justamente pela mensagem da cantata de natal.

Jesus nasceu, o nosso rei! Num lugar tão simples e tão improvisado, sem pompas de majestade. Deus quis assim! Como é maravilhoso pensar no significado de tudo que Jesus passou, começando pelo seu nascimento e terminando com a morte sofrida na cruz, mas com o milagre da ressurreição (vista primeiro por uma mulher)! Glória!

Eu tenho certo receio da data natal. Acho muito triste pelas condições em que passo, pois minha família foi muito abalada nessa época. Mas, a vida segue... Nós que ficamos temos que tocar o barco e, por isso, procuro antes de pensar em tristeza, entrar no espírito do Natal Cristão!

Esse espírito é lembrar com alegria que Jesus nasceu! Um bebezinho tão frágil, tão pobre, tão humilde, que se tornou o Salvador de muitas vidas. Então, desejo que neste natal Cristo possa nascer novamente no coração de cada pessoa renovando os laços de amor, experimentando o perdão, trazendo paz e alegria a todos! Feliz Natal!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cuide bem das suas amizades

Obrigada Deus pelos meus verdadeiros amigos!!!

O final do ano se aproxima e as confraternizações vêm junto. É muito gostoso poder compartilhar esses momentos em clima de festa com os amigos. Outro dia recebi uma mensagem do Vitor dizendo que me amava e ao respondê-lo não quis colocar a simples palavra: eu também! Quis algo mais... Então, comecei a analisar o quanto os relacionamentos de hoje estão superficiais e como a verdadeira amizade e o verdadeiro amor pelas pessoas que nos cercam vão se restringindo a poucos. Isso é normal. Temos uma vida muito corrida, cheia de compromissos. O engraçado é que sempre arrumamos tempo para o nossos poucos amigos, principalmente para a família. Então, eles são prioridade.

Bom, o que realmente cheguei a concluir, foi o que eu já sabia, por mais óbvio que pareça é: que o amor é divino, gratuito, não tem explicação. Não é por acaso que a Bíblia define Deus sendo amor. Deixa eu explicar pela minha ótica: é natural que amemos nossos familiares, pelo laço de sangue, pela convivência. Amar o próximo é mais difícil, simplesmente porque somos muito diferentes e as diferenças gritam. É preciso um grande coração para conseguir amar quem não foi criado igual à você, não possui os mesmos valores, essas coisas. O amor transcende a tudo isso.

Por exemplo, acho muito difícil ter um verdadeiro amigo, por isso que a amizade sempre foi tão valorizada e mantemos poucos amigos sinceros. O primeiro deslize do seu amigo em relação à você, você já começa a pensar em deletá-lo literalmente da sua vida. E muitos assim fazem. Agora, os verdadeiros amigos, você simplesmente os ama. Eles podem pisar na bola com você, gera uma mágoa, mas você perdoa. Isso é bonito. Hoje ninguém precisa dar satisfação da própria vida pra ninguém, você seleciona quem vai compartilhar da sua intimidade. As amizades se põem à prova a todo instante, aí você conhece quem é seu amigo. Descarta os interesseiros, até porque eles se vão espontaneamente quando não precisam mais de você. Então, a maravilha do amor está aí, mesmo que a pessoa (amigo ou companheiro) falhe, esse sentimento já foi construído e concretizado. Você estará sempre ao lado de quem ama.

Eu morro de saudades das minha amigas. Tem épocas que estou mais ligada em umas, e as outras somem, mas sempre estamos juntas, faço questão nem que seja por um recadinho, um telefonema, um email. Procuro preservar isso. Elas têm lugar reservado no meu coração. A amizade sincera sempre estará presente nos maus momentos e nos bons. Não importa a distância e o meio. Eu dou muitas chances para as pessoas porque sempre olho o outro lado, minha amigas sabem disso, algumas me acham até boba demais em certas ocasiões. Quando eu vejo que não tem jeito, que não tem troca na amizade, tudo pesa... e pesado demais é definitivamente uma questão de peso que não suporto carregar!

Conclusão: dê valor nas suas amizades e cuide bem delas!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dezembro com malhação e minha frase do ano

Bono Vox: meu verdadeiro amigo inseparável
Dezembro chega com tudo e, pra falar a verdade, considero o mês mais difícil para manter a dieta. Igual mês de férias. São tantas comemorações e confraternizações que em algum momento acabo não resistindo às tentações, não sou de ferro. O único jeito de compensar vai ser malhando todos os dias para não engordar. Esse ano, não quero contabilizar peso a mais na balança sendo que ele ficou em baixa 2010 inteiro.

2010 foi e continua sendo um ano bom. Um ano para fechar com chave de ouro, mesmo que não tenha cumprido alguns itens na listinha dos objetivos feita ano passado. Já vou escrever a mesma listinha para 2011.

Bom, passei aqui para deixar a frase que resume o ano que tive: "O ser capaz de viver em paz e tranquilidade durante algum tempo é testemunho de maturidade." (Irvine Page)

Como é bom ver resultados sendo alcançados e viver em equilíbrio. 2010 representa o equilíbrio na minha vida, não fui feliz demais, nem de menos, não fui triste demais, nem de menos, assim fiquei em paz!

Calma que o ano ainda não acabou e pretendo ter mais questões de peso em um mês. Firme e forte, eliminando peso!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como se livrar da celulite?

Estou lendo mais um livro sobre obesidade, desta vez é o da Editora Larousse: Emagrecimento 100 perguntas e respostas, escrito pelo médico nutrólogo, dr. Hervé Robert. Estou gostando bastante do livro, pois há muitas informações, mas ainda sinto, obviamente, que faltam avanços nessa área da ciência. Vou postar algumas informações interessantes do livro aqui, começando com a questão da celulite.

Como se livrar da celulite?

A celulite, obsessão de inúmeras mulheres, é bem diferente da simples sobrecarga de gordura que caracteriza o excesso de peso e exige um tratamento específico.

O que é celulite?
É uma reserva de gordura destinada a assegurar um aporte energético correto durante uma gravidez ou aleitamento, mesmo em caso de períodos de escassez alimentar. Hoje em dia e nas nossas sociedades, em que o aporte diário de suprimentos necessários às necessidades vitais está praticamente garantido, esta preocupação da natureza parece supérflua e esse depósito é considerado sobretudo antiestético. Se ele se torna muito grande, fala-se de lipodistrofia ou mais comumente de “celulite”.

Qual sua origem?
O fator deflagador da celulite é hormonal. Ou se trata de um excesso de secreção de estrogênios (hormônios femininos secretados em grande parte pelos ovários) ou de uma hipersensibilidade a eles, mesmo quando presentes em quantidade normal. Os estrogênios agem sobre as células adiposas aumentando seu número e seu tamanho. Sob sua ação, os adipócitos cheios de gorduras aumentam de volume e comprimem os vasos. As trocas circulatórias tornam-se então defeituosas: a área subcutânea aumenta (casca de laranja), os dejetos celulares são mal-eliminados, os movimentos da água dificultados e as terminações nervosas comprimidas (daí uma dor difusa nos tecidos). O tecido conjuntivo de sustentação, que dá estrutura aos diferentes volumes situados sob a pele, enrijece-se e acaba por compartimentar os depósitos de gordura.

Como prevenir a celulite?
Seria preciso prevenir seu aparecimento desde a puberdade, sobretudo nas moças que já apresentam distúrbios venosos. Dentre as diferentes estratégias a pôr em prática, deve-se priorizar:

Impedir o início de um excesso de peso.
Evitar toda “delinquência alimentar”, especialmente os excessos de álcool e de açúcar.
Lutar contra a insuficiência venosa, se necessário com medicamentos, mas também evitando as longas exposições ao sol e o tabagismo (que diminui o calibre dos pequenos vasos, especialmente os da pele).
Combater o sedentarismo por meio uma atividade física moderada e a prática de um ou de vários esportes, já que músculos pouco desenvolvidos deixam espaço para as almofadinhas gordurosas.
Aprender a administrar o estresse.

Esses conselhos, se aplicados, teriam um verdadeiro efeito preventivo. Infelizmente, eles podem ser palavras ao vento, já que é difícil imaginar uma moça de 18 anos, que quer abraçar a vida, submeter-se a tantas obrigações...

O que fazer para melhorar seu aspecto geral?
Mesmo quando a celulite já está instalada, nunca é tarde demais para agir, mas saiba que quanto mais cedo intervir, melhor será o resultado. Não existe um único tratamento da celulite: o escolhido depende do estágio de evolução da celulite e inclui o emprego de diversos meios, quer dizer, ele visa cuidar globalmente do problema, o que implica uma revisão dos hábitos de vida.
Primeiro, é preciso dedicar-se em corrigir todo excesso de peso, já que isso agrava as compressões devidas à celulite. Uma vez resolvido um eventual excesso de peso, torna-se mais fácil determinar de quais volumes antiestéticos a celulite pode realmente ser acusada e consequentemente realizar um tratamento local.
O ideal é tratar a celulite adiposa por lipoaspiração. Em um certo estágio de evolução, é o único tratamento eficaz. Mas isso continua sendo uma verdadeira intervenção cirúrgica, com todos os riscos que ela comporta, que deve ser feita por um especialista e não por um cirurgião geral.
A celulite linfática responde melhor à drenagem linfática manual (efetuada por um fisioterapeuta) ou à mesoterapia. É recomendável vestir calcinhas e meias de contenção, ainda que feias ou incômodas no calor, assim como o uso de cremes anticelulite.
No caso de uma celulite endurecida, indica-se a endermologia, que consiste em massagens terapêuticas praticadas por um fisioterapeuta com um aparelho chamado Cellu M6. A mobilização das áreas com celulite e a ativações circulatória operadas por essa técnica têm um efeito benéfico.

Todas essas técnicas, caras, são apenas um dos aspectos do tratamento; elas devem sempre ser acompanhadas de bons hábitos de vida, como os que são preconizados para a prevenção da celulite.

Obs: Esse livro foi publicado em 2003, portanto já existem novas técnicas para tratar a celulite.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Carne é Fraca

Recentemente, assisti ao documentário A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos causados pelo consumo de carne no mundo. Fiquei bem incomodada com as informações e não tinha nem idéia de como era um matadouro, ou do que a indústria faz com os animais, simplesmente porque nunca me passou pela cabeça saber disso. Como sou super curiosa, fui questionar alguns conhecidos os motivos de se tornarem vegetarianos, então me indicaram este vídeo.

Ao assistir confesso que fiquei chocada. Meu amor pelos animais é indiscutível, às vezes até penso que deveria ter feito veterinária. O documentário me incomodou tanto que estou reduzindo meu consumo de carne. Não virei vegetariana, até porque confesso ser apaixonada por carne, mas pelo menos não tenho coragem de ir a um rodízio ou comer certas carnes.

Só para ter uma idéia da razão pela qual fiquei assustada, o consumo de carne é um dos fatores responsáveis pela fome no mundo, pela destruição da camada de ozônio, poluição dos recursos hídricos, contaminação dos lençóis freáticos, desmatamento da Amazônia, entre outros. O mundo conta atualmente com cerca de 6 bilhões de cabeças de gado, 16 bilhões de aves. Só a Amazônia tem 35 milhões de bois e 22 milhões de habitantes. Para a produção de um quilo de carne de boi é necessário 15 mil litros de água, pois a criação de somente um boi corresponde a 35 litros de água por dia. Isso sem falar nos maus tratos, na quantidade de hormônios e medicamentos que esses animais recebem. Se você souber como são produzidos a vitela e o baby beef, eu duvido que continue a comer isso (se é que existem pessoas e pessoas...).

Vale a pena assistir ao documentário para se conscientizar. O consumo consciente é diferente, tenho certeza. Se todos agirem de certa maneira, poderemos contribuir para um mundo melhor. Nisso eu acredito. A decisão de continuar consumindo carne será somente sua.

Algo me deixou mais chateada ainda. Quando eu comentei desse vídeo para algumas pessoas, elas nem sequer quiseram saber a respeito. Já foram falando que são carnívoras, que é a cadeia alimentar, lei da natureza, que é uma bobagem, etc. Como se eu fosse tentar convencê-las de que ser vegetariano é o caminho da salvação, como se precisasse mudar de religião. Ainda me gozaram, falando que eu adoro um churrasquinho de picanha. Santa paciência!

Só mesmo a intolerância não faz as pessoas pararem, gastarem um pouco do seu precioso tempo, para pensar que podem estar prejudicando suas próprias gerações vindouras. Eu costumo argumentar que é a mesma coisa da imbecilidade de quem não pensou que ao jogar esgoto na Lagoa da Pampulha tudo aquilo não viraria um poço de dejetos. Como falar do assunto mais discutido do momento que é a sustentabilidade, se praticamos justamente o contrário?


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Minha questão de peso: 10 kg a menos


Volto ao blog para falar da minha dieta, afinal faz muito tempo que não comento aqui. Tenho sido um tanto discreta nesta minha questão de peso, apenas porque estou devagar, mas sempre! As pessoas têm me abordado para comentar o quanto estou mais magra. Na verdade, estou mesmo!!!

Desde janeiro até agora, emagreci 10 kg, ou seja, cerca de 1 kg por mês. Devagar? Sim, é. Não estou nem aí para o tempo. O importante é a minha constância, não tive nenhum aumento na balança e tive direito a todas as gostosuras na quantidade certa. É assim que estou emagrecendo, reeducando minha alimentação e praticando atividade física. No final do ano, quero contabilizar 12 kg a menos. Meu projeto é emagrecer mais 15 kg em mais um ano e meio. Ou seja, emagrecer 25 quilos em dois anos e meio. Uma meta que não é ousada pelo tempo pretendido, mas é alcançável. No final, isso fará toda a diferença. Obesidade é uma doença da qual a cura é um processo conjunto e complexo.

Quando em janeiro eu cheguei ao auge da minha gordura, com IMC de obesidade grau 1 ( não mais sobrepeso) eu estava vestindo tamanho 50. Coloquei na minha cabeça que não poderia continuar daquela forma e que iria emagrecer aos poucos. Tudo bem o meu metabolismo ser igual a uma tartaruga devido aos problemas na tireoide e também à tendência para engordar. Não posso negar que o universo gira a meu favor quando o assunto é engordar, teimosa que sou, quero fazer ele girar ao contrário.

O mais engraçado é que ninguém percebeu que eu estava afinando, quando perdi cerca de 10% do meu peso começaram a notar. Hoje estou no manequim 46, quero chegar no 42 e fico feliz. Não vou falar que foi fácil. Emagrecer não é fácil. É árduo. Fiz uma série de tentativas e alguns tratamentos para auxiliar como a carboxiterapia, com resultados satisfatórios. O mais importante mesmo, além de mudar os hábitos alimentares, é trabalhar a cabeça. Ela é o centro. Não adianta. Terapia nela então!

Aos poucos estou chegando lá! Ainda falta um bocado! Não importa o tempo, importa mesmo é cruzar a linha de chegada!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Casando as amigas

Ultimamente tenho desfrutado de momentos muito felizes ao lado das minhas amigas: o casamento. Pelo menos nove já se casaram nos últimos dois anos (e ainda faltam muitas). É até engraçado como são fases. Teve uma época em que era só festinha de quinze anos, depois formatura do colégio, da faculdade, agora casamento, logo os bebês virão, por aí vai.

Sou uma amiga muito presente, gosto de cuidar da amizade e principalmente compartilhar a vida. Cada casamento foi diferente, todas tiveram seu momento, seu dia de noiva, seu conto de fadas. Vivi a cerimônia de casamento delas com toda intensidade e todas peculiaridades. Cada amiga transformou-se numa noiva linda, com sua própria beleza, seu próprio jeito. Não teve um que não foi perfeito. E me diverti muito. Celebrei. Virei até especialista em chá de panela, que aliás, dá muito trabalho!

A lição que tirei de tantos momentos como estes que passei ao lado delas é que apesar de todo o estresse, o dia d compensa tudo. Todos foram mágicos. Alegria e beleza estampadas no rosto dos noivos. E acredito que o dia deve passar muito rápido diante dos meses de preparação. Mesmo assim, é um só dia e uma só vez para o felizes para sempre!

Depois de curtir toda a magia do momento, aprendi a lidar e a tirar proveito do lado prático da coisa. Estou mais fera do que os penetras bons de bico. Casamento virou uma indústria e estou quase entrando para o ramo, agenciando o Vitor como animador de festas ou chá de panela, ou vendedor da gravata do noivo. Hoje consigo distinguir a estilista do vestido, o estilo dos maquiadores, apreciar o trompete antes da marcha nupcial e a soprano cantando para a noiva entrar (e eu me emocionando, lógico), as músicas a serem cantadas na cerimônia (nada como “Somewhere Over the Rainbow” para a hora das daminhas), o sermão do padre ou do pastor (geralmente Coríntios sobre o amor), os pratos do buffet, a animação da banda ou do dj, os melhores fotógrafos e as melhores poses, as artimanhas para pegar o buquê, o kit festa para enfeitar os convidados, a estratégia para levar os docinhos no final, a bateria de carnaval para encerrar com chave de ouro a animação da festa. Fala sério: tudo isso é muito bom! E muito caro também! Eu amo casamentos!

É lógico que na minha vez vai ser tudo “igual”! Mas, será o meu momento e com certeza vou me emocionar e aproveitar muito o meu conto de fadas, assim como curti e ainda vou curtir mais os das minhas amigas!

Ps: Às amigas que ajudei a casar, eu desejo toda a felicidade do mundo de todo o meu coração!

Agosto Dourado: você conseguiu amamentar?

  A campanha “Agosto Dourado” veio para promover o aleitamento materno e conscientizar sobre sua importância para a mãe e o bebê. Até os sei...