terça-feira, 28 de julho de 2009

Emagreça mudando o corpo e a cabeça

Comprei um livro novo sobre obesidade. Sempre pesquisando sobre o assunto, descobri no livro “Emagreça mudando o corpo e a cabeça”, dos autores Marcelo Kessler, Alfredo Halpern e Rubén Zukerfeld, novas dicas interessantes. Ainda não acabei de ler o livro, mas já compartilho com vocês.

Na primeira parte do livro, os autores explicam sobre a obesidade e para partir adiante na leitura, é necessário escrever uma carta para exercitar o humor e ter motivação. O tema da carta é adeus aos alimentos que abandonarei e despedida aos quilos a mais. Entrei no clima e escrevi . As minhas cartas ficaram engraçadíssimas!

Vou postar aqui dicas interessantes, fugindo das habituais que qualquer pessoa que se interessa por dietas conhece:

"Antes do almoço e do jantar, chupar lentamente uma bala azeda ou comer de 2 a 3 picles. É um truque para liberar a insulina e ter uma sensação de saciedade. Seu apetite vai diminuir."

“Use sempre o mesmo prato, mas que ele seja diferente dos demais. Não é segregação, é um recurso para não deixar que você se esqueça da sua dieta. Um prato bem bonito pode ser um grande aliado nessa hora difícil.”

“Repare o jeito que os gordos comem. Todos seriam reprovados num concurso de boas maneiras. Provavelmente, você já foi assim um dia, e observá-los vai ajudá-lo a modificar seus hábitos.” (Essa eu achei preconceituosa, mas se pensar bem no fundo, eles têm razão. O gordo come na velocidade do pensamento e seu prato é sempre uma montanha a ser escalada)

“Use pratos e talheres de sobremesa. Isso ajudará a controlar a quantidade de comida a ser servida. Faça de conta que está brincando de Terra dos gigantes, só que o gigante é você.” (Essa é meio apelativa, mas vale tudo para emagrecer, ainda mais que nosso olho é maior que a barriga. E a barriga de um gordo sempre cabe mais.)

“Não raspe o prato, deixe sempre sobrar um pouquinho. Esta regra não consta nos manuais de etiqueta mas aumentará muito o seu senso de autocontrole”.

“Não faça da dieta uma questão de vida ou morte. Mudanças muito drásticas costumam desestimular de saída. Seja mais indulgente consigo mesmo.”

“Afaste a idéia de que a comida resolve todos os seus problemas. Ela é o seu problema.”

Bom, outra parte do livro que achei sensacional é a das Mentiras Sinceras. “Não vai faltar na sua vida gente oferecendo um docinho, um golinho, uma dentadinha, tudo aquilo que parece pequenininho mas que faz uma diferença enorme na balança. Dizer que está de dieta não os convence. Tenha sempre na ponta da língua pequenas mentiras que liquidam o assunto:

A um desconhecido
“Não, obrigado. Tenho diabete”.

A um conhecido
“Não, obrigado. Tive um ataque do fígado ontem à noite, quase fui parar no hospital.” E troque de assunto.

A um amigo
“Não posso, estou de jejum. Amanhã vou tirar radiografia da vesícula”.

À sua mãe ou sogra
“Não posso, tive uma intoxicação depois de comer um salgado na rua”. Dê a elas a alegria de ver confirmadas suas previsões horrendas a respeito de quem come porcaria na rua.

Aos seus colegas de trabalho
“Não, obrigado. Vendi meu estômago para um transplante. Meu salário não está dando para cobrir as despesas”.

Ao seu marido
“Não, obrigada, querido. Estou com enxaqueca”.

À sua esposa
“Não, obrigado, querida. Estou com enxaqueca”.

Depois eu posto mais. Bom humor não falta!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Que tal Dia do Cão Amigo?

Um ursinho!!!

Esse foi o meu primeiro beijo!!!

Algum de seus cochilos!

Bebella concentrada na bolinha!


Bono e Bella emburrados porque vamos sair!


No último dia do amigo recebi algumas mensagens carinhosas de amigos cuidadosos. Não sou muito cuidadosa, sou até muito relapsa, mas meus amigos me conhecem e acredito que gostam de mim assim mesmo. Fui pesquisar quem inventou o dia do amigo e descobri que foi um argentino. Quem quiser saber mais joga no Google! Fiquei pensando que então eu poderia inventar o Dia do Cão Amigo. Se é que ele não existe, mas se sim, deveríamos popularizá-lo.

Gente, existe amigo mais fiel que um cão? Até dizia Vinicius que o whisky é o cão engarrafado...
Enquanto estou aqui, nesse exato momento, meus dois goldens, Bono e Bella, estão deitados no meu pé, curtindo a minha adorável presença, pelo menos para eles. Se ouso me levantar a ir na cozinha, eles me acompanham. Acho isso fantástico! Meus cães querem estar onde estou.

Sem falar nas manias que eles têm. O poder de comunicação desses dois chega a me deixar pasma. Bono quando quer alguma coisa chega perto de mim, bate sua pata gigante e pesada na minha perna, e começa a latir. Bella simplesmente pula em cima de mim com seu jeito destrambelhado. Todos os dias quando chego do serviço, além deles estarem me esperando deitados no portão, Bebella sempre rouba algo, como o tapete do banheiro, e vem me entregar (a raça retriever explica). Eles me esperam almoçar do lado de fora, pois não gosto que fiquem babando do meu lado. Quando deixo eles entrarem, Bono para em frente ao meu quarto e começa a latir, aí eu tenho de falar: vamos deitar um tiquim?

Ficamos lá, eu na cama, ele embaixo, assisto ao jornal e ele cochila. Todos os dias tenho que fazer isso, caso contrário, escuto um choro baixinho com um suspiro profundo. Nunca mais vou ter um cão que seja meu companheiro de cochilos. Bebella não gosta de dormir perto de mim, ela gosta de ficar na porta para vigiar. Em compensação, é minha co-piloto. Toda vez que saio de carro, ela adora ficar ao meu lado, equilibrando no banco, tomando vento no focinho. Quando não vou levá-la, tenho que ficar esperta, pois só de abrir a porta do carro ela pula pra dentro.

O Bono é todo manhoso, bobão. Até derrete quando mexo em suas orelhas fofinhas. Quando estamos no sofá, ele vem quietinho ganhar um carinho, se a gente não passa a mão, ele faz birra. É sério! Ele é alucinado com o Vitor. Mas, pede as coisas para mim, porque aprendeu a se comunicar e a ganhar o que quer comigo. Ao passear na rua, ele acha que todas as pessoas têm que mexer com ele. Adora crianças e detesta outros machos aproximando de sua namoradinha. Os funcionários do pet shop até fotografam o modo de como se comporta no banho: deita na mesa do secador, cruza as patinhas e mostra a língua.

Bebella já é mais doidinha, toda pra frente. É neurótica com uma bolinha, gosta de nos presentear com um objeto roubado e muitas lambidelas. Se arreganha toda para coçarmos sua barriga e adora uma bagunça. Ela já não tem paciência com crianças, gosta é de idosos. Ela sabe a hora certa em que acordo, se passo do horário começa a pular na porta para me despertar. Ela é superobediente, muito doce e amável, autêntica golden fêmea. É gulosa igual eu. Perde tudo, mas não perde uma migalha se o cheiro é bom.

Posso contar mil casos desses dois. São a alegria da minha vida. Sempre que precisar sei que as lambidelas na bochecha vou ganhar! Se tiverem filhotes, já existe uma fila de espera. O mais engraçado é que para o pessoal do bairro eu e o Vitor somos invisíveis. Todos já conhecem o Bono e a Bella pelo nome, mas os dos donos? Hum, ninguém nem pergunta o nosso!

Enfim, quero dizer é que realmente eles são meus amigos! Amigos diferentes! Leais! São meus amigos cães! Se existe um dia do cão, esse dia deveria ser para compensá-los com um filé fresquinho! Compensá-los da presença alegre, fiel e carinhosa!

sábado, 18 de julho de 2009

Tentando voltar a escrever



Alguém deve ter percebido que há algum tempo não escrevo textos reflexivos conforme costumava fazer. Estou passando por um período de bloqueio, desde quando comecei a estudar. Não sei o motivo. Muitas vezes fico em frente ao PC pensando no que vou escrever, como agora por exemplo, e não sai nada. Simplesmente, sinto que tenho um turbilhão de assuntos para comentar e de repente bate um desânimo e penso que não será relevante.

Tenho passado por muitas mudanças profundas esse ano, talvez seja a razão de me sentir assim. Outro dia uma amiga perguntou se desestressei, porque no último encontro parecia uma pilha. Nem me dei conta disso. Só expliquei que deveria ser o contexto, ou o dia da TPM. Então, começo a pensar:

Com o correr do tempo, temos que administrar nossa vida de acordo com as prioridades e as metas, indignar menos, sonhar mais. Parar para analisar o caminho que estamos seguindo, quem estamos amando e a atenção que dedicamos. É preciso ser mais tolerante, menos provinciano e sair com a cabeça aberta mundo afora a procura do bem. Seria bom pensar mais em Deus e conversar baixinho numa oração que estampa a alma de cores vivas. Liberar a endorfina no exercício nosso de cada dia, sorrir para acalmar o coração e explodir de amor. Levar a sério a efemeridade da vida, deixar os vícios, as insignificâncias, reclamar zero e calar a má língua. É preciso gozar a liberdade sitiada, ajudar alguém e sentir bem o sabor do nosso suor quando o esforço nos tornar algo possível. Ter um canto, num lugar, só seu, amar seu bem, namorar, beijar, abraçar, cantar, dançar. Ser autêntico, curtir a natureza, mimar uma criança, afagar um cão. Lutar por uma causa, cumprir os compromissos obrigáveis e relaxar ao fim do dia. A vida tem alguns toques simples assim, e muitos outros mais gostosos, se soubermos que cada momento é único e passível de gratidão ao único Criador do universo!
Pronto, falei!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Alimentos que combatem ansiedade, cansaço e depressão

Estou indo muito bem seguindo meu plano alimentar preparado pela nutricionista. Só tenho que me controlar um pouco mais nos finais de semana por causa das festas juninas e julhinas. Em compensação, durante a semana, é bom para fazer sopas (nesse friozinho do inverno) e contribuir com o emagrecimento.
Achei muito interessante alguns alimentos que a nutricionista me recomendou que combatem ansiedade, nervosismo e cansaço. Eles estimulam o sistema nervoso para acabar com a irritação e espantar a tristeza.

Confira:

Alface: ótima para amenizar a irritação. O talo tem lactucina, substância que funciona como calmante. Também é rica em fosfato. A falta desse elemento no organismo causa depressão, confusão mental e cansaço.

Banana: Pode acreditar, essa fruta tão comum na nossa alimentação diminui a ansiedade e ajuda a garantir um sono tranqüilo. Ela tem esses poderes por ser rica em carboidratos, potássio, magnésio e biotina. A banana também dá o maior pique porque possui vitamina B6 que produz energia.

Espinafre: A verdura contém potássio e ácido fólico que previnem a depressão. Além disso, espinafre tem magnésio, fosfato e vitaminas A, C e do complexo B, que ajudam a estabilizar a pressão e garantem o bom funcionamento do sistema nervoso.

Frutos do Mar: Eles têm zinco e selênio que agem no cérebro, diminuindo o cansaço e a ansiedade. Também são boas fontes de proteína e gordura saudável (ômega 3), essencial para o bom funcionamento do coração.

Jabuticaba: essa frutinha contém ferro – que combate a anemia – e vitamina C que aumenta as defesas do organismo. Suas vitaminas do complexo B agem como antidepressivos. Além disso, a jabuticaba é rica em carboidratos que reanimam.

Laranja: rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B, ela ajuda o sistema nervoso a trabalhar adequadamente. O cálcio, presente em sua composição, é relaxante muscular e combate o estresse. Ainda é energética, hidratante e previne a fadiga.

Ovos: os nutrientes dos ovos que garantem o bom humor são a tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), ácido fólico e acetilcolina. A carência delas pode causar apatia, ansiedade e até perda de memória.

Uva: Essa fruta tem boa dose de vitaminas do complexo B, que ajudam no funcionamento do sistema nervoso. A vitamina C e os flavonóides da uva são antioxidantes que retardam o envelhecimento da pele e ajudam a combater o colesterol. Também é energética.

É preciso lembrar que esses alimentos devem ser incorporados à dieta na medida e porções certas, sem abuso.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vuvuzelas enlouquecedoras ou ensurdecedoras!!!

Gente, alguém pode me explicar como os sul-africanos aguentam tanto barulho?
Estou assistindo aos jogos do Brasil na Copa das Confederações e não dou conta de não abaixar o volume. Fico quase louca com o barulho das cornetas o tempo todo. Parece bilhões de abelhas zunindo no ouvido.
As chamadas vuvuzelas são tradição na África do Sul e já estão causando polêmica. Jogadores, jornalistas e turistas andam reclamando do barulho enlouquecedor. O país sede diz que é uma questão cultural e alega que os incomodados que se retirem. Agora, eu te pergunto: será que é delicado incomodar o resto do mundo? Ou seria indelicadeza nossa tentar proibir um costume?
Alguns jogadores reclamam não escutar as orientações do técnico. Alguns torcedores colocam os dedos nos ouvidos. O barulho estressa qualquer um, menos os anfitriões. Só sei que a Copa promete ser do barulho!!!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sibutramina + Fluoxetina: pediram-me para parar

Tudo bem, eu confesso: usei sibutramina e fluoxetina juntas. Já cansei de escrever aqui no blog que sou a favor da reeducação alimentar para o sucesso do emagrecimento. Não me orgulho de ter cedido aos encantos do resultado rápido. Até me iludi querendo tomar os medicamentos só por um tempo e continuar com a reeducação alimentar para manter o peso depois de secar os quilos extras. Afinal, decidi tomar a sibutramina e a fluoxetina por insistência ou prescrição médica diante do meu estado emocional que não me deixa emagrecer. Não deu outra! Tomei durante 15 dias, nem chegou a um mês, e meus familiares armaram um complô.

Meu pai, minha mãe, meu irmão e o meu noivo reuniram-se a fim de me pedir para parar de tomar os medicamentos. Eu fiquei surpresa, pois estava tão alienada, quer dizer, completamente fora de órbita. Eu mudei da água para o vinho. Tudo ficou desinteressante de repente, não reclamava de nada, dormia um sono leve, não tinha vontade própria. Ficava horas olhando para o ar, desatenta a tudo e a todos. Meu colega de trabalho chegou a ficar ressentido comigo porque eu não escutava o que ele falava, pois não conseguia prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo. Fiquei mais deprimida ainda, só que de uma forma que saí deste mundo, colocando a cabeça no mundo da lua.

Então, depois de relutar um pouco, abri meu coração a eles e falei que na minha casa não tem jeito de emagrecer. Logo em seguida, eles me fizeram uma oferta: emagrecer todos juntos, voltando para a nutricionista. Não pensei duas vezes! Parei no outro dia de tomar os remédios e hoje já consultei com a nutricionista. Na próxima semana, ela entrega o plano alimentar personalizado de acordo com minhas necessidades e horários.

Tudo bem que em algumas pessoas os medicamentos funcionam sem tantos efeitos colaterais, comigo é diferente, eles sempre me alteram. Não tive escapatória, as pessoas mais amadas pediram-me para mudar de atitude e ainda vão me apoiar. Acho que vou sair lucrando!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

JORNALISTAS POR FORMAÇÃO

A decisão dos ministros deixou marcas em milhares de jornalistas brasileiros que acreditam que o exercício da profissão necessita de formação técnica e científica. Foi um duro golpe, afinal, tantos anos de luta em prol do reconhecimento e valorização tornaram-se em vão. Ser comparada a chef de cozinha banalizou todos os dias que freqüentei a faculdade (nada contra a classe que também admiro). A constituição prevê liberdade de expressão e isso não quer dizer que as pessoas precisam ser jornalistas para escrever. É muito diferente. Qualquer um pode se manifestar, mas o jornalista é o profissional que lida com as informações em preparo apurado, amparado pela ética, cuidado específico e meticuloso. Fazer uma reportagem de rádio, TV ou impresso exige conhecimentos técnicos sim. É uma pena desvalorizar a profissão alegando que qualquer um pode ser jornalista. É realmente andar para trás.

Abaixo deixo o texto de minha ex-chefe e amiga, a jornalista por formação Cibele, como forma de desabafo, apoio à luta e manifestação contra a dura pena a que fomos submetidos.

Os votos, mais do que as palavras, têm muito poder em nosso mundo e pelas últimas decisões, fica óbvio, que eles têm um peso maior ainda no Brasil. Prova disso foi o 17 de junho de 2009. O dia em que um grupo de pessoas (graduadas, claro, e longamente sabatinadas), 11 ao todo, altamente gabaritadas e referendadas, decidiu pelo silêncio. Oito dos 11 cidadãos, que poderiam ser comuns, provaram, em questão de minutos, que reúnem um poder quase onipotente. Esse seleto grupo decidiu, à revelia da sociedade, pelo fim de uma profissão e, mais do que isso, colocou um ponto final nos sonhos de milhares de pessoas. Algumas trilhando o caminho, muitas com anos de estrada, outras com calos nos pés pela dura caminhada rumo ao, agora banal, diploma de jornalista.

Perder a profissão ou parte da importância dela, é como ser atingido em cheio, é como perder o rumo, ter amnésia, ficar sem teto... É tentar, em vão, impedir que o medo ganhe forma. Mas pior do que isso é tentar encontrar justificativas para uma decisão tão sem propósitos. É tentar se iludir, de teimoso, que não há nada por trás do ato além do absurdo. Não há benefícios para a sociedade brasileira, muito menos para os profissionais que investiram na formação e na qualificação para tratar, de forma ética, as informações, as fontes e as notícias. Não há lições a tirar da perda dos anos investidos em aulas teóricas, práticas e na elaboração de projetos experimentais.

Os JORNALISTAS POR FORMAÇÃO foram golpeados, ridicularizados e desprezados. O jornalismo foi precarizado e o Brasil perdeu uma profissão importante para a democracia. A decisão do Supremo Tribunal Federal não ampliou o leque de profissionais para atuar na imprensa, mas sim, desvalorizou a comunicação da sociedade contemporânea.

As certezas, para os JORNALISTAS POR FORMAÇÃO, mudaram de casa sem deixar rastro. Elas sequer deixaram pistas de como retomar a luta. Afinal, são 40 anos de construção que viraram lembrança após o toque de recolher.

Resta dizer aos apaixonados pelo glamour da profissão, aos que querem ter uma profissão fácil ou aos estudantes de jornalismo: vocês acabam de ganhar o título de jornalistas. Mas, atenção! Nós, JORNALISTAS POR FORMAÇÃO, acreditamos no nosso futuro.



Cibele Ramos Lima
JORNALISTA POR FORMAÇÃO

Crédito da Foto: Jornal Estado de Minas

terça-feira, 16 de junho de 2009

Aprendendo a ter disciplina

Se existe uma coisa de que não posso me orgulhar é de ter disciplina. Durante toda vida nunca consegui aprender ser disciplinada para alcançar meus objetivos. Desde os tempos da escola sempre fui aquela pedrinha no sapato dos professores por causa de minha insistente indisciplina. Só corria atrás dos estudos quando via que estava ficando no prejuízo. Agora, cheguei num momento crucial da vida em que ou eu aprendo a ser disciplinada ou não vou conseguir realizar meus sonhos.

Aos poucos, vou me vencendo pelo cansaço e sendo perseverante. Desde que resolvi virar concurseira estou desenvolvendo o método horas-bunda-cadeira. Para passar num concurso é preciso muita, mas muita disciplina. Administrar o tempo e os estudos dá um trabalho do cão, mas no fim vai valer a pena o esforço. Estava lendo o livro do William Douglas, Como passar em provas e concursos, e fiquei impressionada com a capacidade de disciplina do autor. Ele conta que emagreceu 25 kg só porque aprendeu a tê-la. Então, fiquei entusiasmada também, pois afinal de contas tudo é uma questão de peso.

Estou num processo de aprendizagem. Luto contra a preguiça e os fatores que não me deixam estudar e emagrecer. Comecei novamente a dieta, porque simplesmente não estava conseguindo fazer, voltei para a academia e acho que já murchei um pouco. Aos poucos vou conseguindo ser disciplinada, já é um grande avanço tentar. Antes tarde do que nunca. Mais uma vez recomeço do zero em busca do emagrecimento dos meus (agora) 25kg excedentes. Com o tempo, garra e disciplina serei novamente magra e concursada.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

As sem-razões do amor

Uma homenagem ao Dia dos Namorados e ao amor.

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabe sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque te amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conheça os 10 mandamentos da beleza

Hoje, deixo aqui dicas de beleza para incorporar no dia-a-dia. Afinal, não é só o peso que devemos controlar, concordam?

Quem disse que é difícil manter o visual perfeito? Colocando em prática alguns mandamentos que toda mulher antenada deve ter guardados na memória, você verá como seus probleminhas com o espelho serão coisa do passado.

1. Nunca saia de casa sem óculos
Mais do que deixar o visual extremamente poderoso, esse acessório da moda é parceiro número um na hora de manter os olhos protegidos dos raios solares. Além de evitar que a gente contraia os olhos, favorecendo o aparecimento dos "pés-de-galinha", os óculos mantêm a retina protegida dos raios UVA e UVB.

2. Jamais esqueça de passar batom
E de preferência com ação hidratante! Esse hábito deve ser incorporado à sua vida da mesma forma que o de escovar os dentes após a refeição. O produtinho evita que os lábios fiquem ressecados e descamando. Há ainda as versões com FPS, perfeitas para evitar o envelhecimento precoce dessa região. Além disso, o batom é capaz de levantar o astral de qualquer mulher em questão de segundos.

3. Proteja-se do sol diariamente
Você já deve estar cansada de saber disso, mas nunca é demais lembrar. Então lá vai: é essencial manter a pele bem protegida contra os efeitos nocivos do sol. Além de serem a principal causa do envelhecimento, os raios solares podem levar ao aparecimento do câncer de pele. Por isso, invista nessa batalha em prol da sua beleza e da sua saúde. E como armas, vale tudo: desde chapéus e bonés, até protetor solar com FPS 15, no mínimo, todos os dias - inclusive naqueles em que o sol está bem escondidinho atrás das nuvens. Se você for bem branquinha, vale reaplicar o filtro solar à tarde.

4. Cuide do seu cabelo com carinho
A gente sabe que com a correria do dia-a-dia fica difícil resistir em prender as melenas com o primeiro elástico que encontramos pela frente. Só que esse ato que parece tão inofensivo, pode colocar a beleza dos seus fios por água abaixo. Explicando: é que se não for encapado com tecido, o elástico de cabelo quebra as fibras capilares na sua extensão. Por isso, na hora de fazer um rabo-de-cavalo ou um coque, fique com os itens de tecido ou de acetato.

5. Hidrate-se por dentro e por fora
O motivo é simples: nosso organismo depende da água para realizar as funções vitais perfeitamente. Funcionando bem por dentro, nosso corpo fica lindo por fora, ou seja, as unhas ficam fortes, as madeixas brilhantes, a pele macia. E por falar em pele, vale lembrar que é preciso reforçar a hidratação com cremes corporais e faciais para evitar o efeito craquelado e sem viço. Então, você já sabe: beba, pelo menos, 2 litros de água por dia e besunte-se de hidratantes após o banho.

6. Durma 8 horas por dia
Já ouviu falar no sono da beleza? Então, ele existe mesmo! Quando dormimos bem, acordamos com corpo e mente descansados, assim como o rosto sem sinais de olheiras e cansaço. Mas para aproveitar esse momento com ao máximo, vale recorrer à alguns rituais antes de pular na cama:
- tome um banho relaxante;

- beba um copo de leite quetinho;
- mantenha a televisão desligada;
- escute um CD de música new age, mas mantenha o som bem baixinho.

7. Mantenha-se longe do cigarro
Ele faz mal à saúde. Ou melhor: faz muito, mas muito mal! O sistema respiratório fica prejudicado e você ainda pode adquirir câncer de pulmão. Agora, além desses motivos fatais, você ainda precisa saber que a nicotina favorece o envelhecimento precoce, deixa a tez opaca e acizentada, os dentes mais escuros e favorece o surgimento de rugas ao redor dos lábios.

8. Dê atenção às suas mãos
Elas vivem expostas às agressões externas, como sol, vento e poluição. Com isso, acabam ganhando uma aparência de mal cuidadas. E o que é pior: de envelhecidas - entregando a idade de qualquer ser humano. Por isso, lembre-se de aplicar protetor solar nas mãos diariamente e hidratante específico para a região ao longo do dia. Além disso, mantenha as unhas sempre bem feitas e esmaltadas.

9. Tire alguns minutos para relaxar
Reserve pelo menos um dia da semana para se entregar aos benefícios da massagem. Não importa se ela for relaxante, linfática, modeladora ou redutora. Durante os movimentos realizados pelo massoterapeuta, aproveite para afastar todos os pensamentos da mente e concentrar-se somente em você. Depois dessa horinha de massagem e interiorização, vai ser impossível não sair se sentindo bela e uma nova pessoa.

10. Sorria para a vida
Está mais do que comprovado, rir é o melhor remédio. Por isso, esqueça a cara feia no fundo da gaveta e tente enxergar sempre o lado bom da vida (até mesmo nos momentos mais difíceis). Isso sem falar que o semblante de uma pessoa sorridente e feliz é mil vezes mais bonito do que o de uma pessoa amargurada

Fonte: Revista Plástica & Beleza

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É necessário tanto tempo?

Quase 8 anos depois nos reencontramos. Foi delicioso, um momento mágico! Perguntei para elas: é necessário tanto tempo? Estamos tão perto e ficamos tão distantes.

O que mais me fez feliz foi quando todas me disseram que não mudei nada, continuo a mesma. Isso me deixou contente, porque sei que mudei, quer dizer, amadureci, mas a essência permanece. Com elas, relembrei a Vanessa adolescente, completamente sem juízo. Rimos muito das nossas loucuras! Cada uma segue sua vida por um caminho, mas ainda somos aquelas meninas molecas e sonhadoras, só que com uns 10 km rodados a mais!

Adorei e espero que a amizade adormecida tenha se despertado novamente!

domingo, 31 de maio de 2009

Gordinhas na moda?



As gordinhas estão na moda?

Faço essa pergunta atenta às tendências estampadas nas reportagens que andam circulando por aí. Primeiro, achei reportagens na globo.com, como o caso da modelo gordinha que postei aqui, depois o Jornal Hoje veiculou algumas sobre moda e lingerie para gordinhas, e achei mais no blog da BBC. Pelo que tenho visto, parece que estamos mais em voga no exterior, mas o Brasil há de acompanhar essa tendência, mesmo ainda tímida.

Talvez o motivo seja o crescimento do número de transtornos alimentares, talvez o aumento da obesidade também. Talvez seja mesmo o capitalismo desenfreado que descobriu a mina de ouro nas gordinhas. Não sei se os padrões de beleza estão mudando, só sei que as pessoas estão pensando em se aceitar como tal. Se as gordinhas ficarem na moda será ótimo, o que também não quer dizer que não precisam emagrecer, mas talvez acabasse um pouco o preconceito e o abismo sentimental e social acerca da situação. Tudo tem um pouco de talvez...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Situações que marcaram minha semana


Estou sentindo dificuldade de escrever esses dias. Dificuldade porque não quero falar de coisas tristes. Como sempre transbordo meus sentimentos nas palavras, prefiro deixar para o dia que elas saem mais bonitas. Essa semana que passou cada dia foi um desafio, até pela fé fui confrontada. Termino, entretanto, a semana mais aliviada e mais forte porque soube aprender com as diversidades. Afinal, já repararam que na vida temos mais situações adversas do que tranquilas? Cabe a cada pessoa saber como lidar, ter equilíbrio e aproveitar, claro, todos os bons momentos.

Essa semana três situações me marcaram. A primeira foi quando cheguei na aula e um rapaz que mal conheço começou a falar que perdeu o irmão num acidente de moto havia cinco dias (detalhe: era segunda-feira, depois do dia das mães). Nossa meu coração cortou porque sabia exatamente como era o luto, só não sei o que é perder um filho. Conversei um pouco com ele, desejei meus sentimentos, compartilhei o que tinha passado também, mas isso mexeu demais comigo. O meu conselho foi dizer a ele que deixasse toda a tristeza sair para fora, não segurar nada e dar muita força para a mãe. Mais uma vez, lembrei do quanto é importante dizer a cada pessoa presente em minha vida a imensidão do meu amor por ela, porque as pessoas só permanecem nas nossas vidas porque são amadas, as outras passam.

O segundo confronto foi na hora do intervalo da aula, estava junto com um grupo e começamos a brincar sobre religiões, então, um aluno chega pra mim e fala que é ateu, que o deus dele é ele mesmo. Custei a acreditar, porque hoje em dia é raro conhecer um ateu, pelo menos em minha volta. Assim, questionei se ele tinha bases concretas para se considerar um ateu. Ele afirmou, explicando não ter sentido crer num deus superior, sendo ele mesmo dono de seu próprio destino, controlador de suas atitudes. Eu frisei respeitar sua opinião, mas comecei a explicá-lo porque crer em Jesus fazia todo sentido pra mim. Ele quis me contradizer dizendo ser uma questão cultural, vinda de família. Fui um pouco rude, dizendo ter certeza que não, porque a fé é um dom de Deus. Não importa a religião, católica ou evangélica, o essencial é a fé em Cristo. Seguir religião é realmente cultural, entretanto, no meu caso, procuro seguir a Cristo. Ele se mostrou incomodado com as coisas que eu disse, mas não mudou de idéia, logicamente. Então, o meu maior confronto foi pensar no sentido da minha vida com Deus. Um grande crescimento.

Por fim, a terceira situação, foi pensar na situação de uma mulher que faz mastectomia. Fui numa clínica, fazer o tratamento final para minha cicatrização, que, aliás, ficou ótima, e o médico começou a me contar que a maioria de suas pacientes tinha câncer de mama. Fiquei pensando em como a mulher deve se sentir ao ser mutilada, principalmente, uma parte tão sensível, tão feminina e maternal. Hoje, existem recursos como a reconstrução da mama, mas o fundamental mesmo é fazer a prevenção.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A visão do médico no tratamento da obesidade

Sempre atenta às questões de peso, procuro ler e me informar sobre tudo que envolve o tratamento da obesidade. Encontrei este artigo e considero super interessante porque mostra a visão do médico em relação aos pacientes obesos. Ele diz que o médico fica também desmotivado quando uma dieta não é levada a sério, sendo fato corriqueiro, acredito. As dicas que ele dá para o tratamento da obesidade são válidas e algumas interessantes, outras cheias de restrições, mas concluo que o fator de peso mesmo é a disciplina atrelada ao emocional.

Quando ele fala que o paciente vai engavetar a dieta, eu atesto. Tenho várias amarelando na gaveta.
Tratamento Cognitivo Comportamental da Obesidade
A obesidade é resultante de uma interação de variáveis biológicas, comportamentais cognitivas familiares, culturais e econômicas, que influenciam seu desenvolvimento e manutenção.

Hoje, a obesidade é conceituada como doença endócrina, metabólica de etiologia genética, agravada pelo erro alimentar e pelo sedentarismo. Portanto, é extremamente complexo o tratamento da obesidade e só se tem êxito no tratamento se for feito de forma multidisciplinar realizado por uma equipe de profissionais.

Mesmo com uma dieta orientada por um profissional da área de nutrição, com excelente “anamnese alimentar” e realizada com todos os cálculos energéticos de ganhos e gastos do paciente, não significa que ele irá seguir esta dieta. De maneira geral, ele vai "engavetá-la" ou esquecê-la em algum lugar.

Esta atitude do paciente é profundamente decepcionante para o profissional que elabora a dieta, e que leva à frustração e, às vezes, até ao abandono da atuação clínica.

Para que o paciente siga sua dieta pessoal, é necessário dar a ele orientações para que consiga ter êxito em seu objetivo. Para se conseguir seguir uma dieta e poder incorporá-la para o resto de sua vida, seria necessária a orientação de procedimentos que envolvam o controle de estímulos.

Procedimentos que envolvem o controle de estímulos:

a- Não se envolver em outras atividades enquanto come;

b- Durante as refeições evitar as atividades prazerosas;

c- Restringir a alimentação às refeições, diminuir gradualmente a quantidade de alimentos ingeridos fora delas. Fazer todas as refeições determinadas em seu programa alimentar;

d- Manter disponíveis apenas alimentos de baixo valor calóricos, que devem ser apresentados em bonitos arranjos;

e- Se necessário, manter os alimentos calóricos, optar pelos que goste menos ou pelos que necessitem preparo para que sejam ingeridos. Os alimentos hipercalóricos devem ser congelados ou armazenados em locais não visíveis e em invólucros opacos: isto diminui a possibilidade do paciente começar a comer ao ver a comida.

f- Só fazer compras após ter se alimentado e utilizar lista previamente organizada. Levar quantidade restrita de dinheiro, pois isto diminui a possibilidade da compra de alimentos fora da lista.

g- Nunca ingerir alimentos diretamente de panela, ou sacos ou potes. É melhor separar a quantidade que deverá ser ingerida, colocando-a em um prato e limitando-se a ela. Isto permite um dimensionamento da quantidade de alimentos que se está sendo ingerida.

h- Utilizar pratos pequenos e rasos. Pratos grandes e fundos dão a impressão de que se esta ingerindo pouco alimento.

i- Evitar levar travessas com comida para a mesa, se o paciente quiser ingerir mais alimentos, deverá levantar-se para apanhá-lo.

j- Deixar comida no prato. Isto se contrapõe à tendência de ingerir todo o alimento disponível, mesmo que não se esteja com fome.

k- Quando comer acompanhado evitar estender a conversa à mesa.

l- Restringir o armazenamento, o preparo e a ingestão de alimentos à apenas um cômodo da casa. A área associada à alimentação deverá ser utilizada apenas para este fim.

m- O paciente deve comer lentamente, cortando o alimento em pedaços pequenos, mastigando-o bem, prestando atenção ao seu sabor, engolindo todo alimento antes de pôr mais na boca, sempre depositando os talheres no prato enquanto mastiga e só cortando o próximo pedaço depois de engolir todo o alimento que estava mastigando.

Autor: Dr. Edson Credidio - Médico Nutrólogo - Título de Especialista em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos pela Unicamp - Coordenador do Sistema Nutrosoft - Coordenador do Selo ABRAN - Diretor da ABRAN - credidio@terra.com.br

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Modelo brasileira que veste 48 e trabalha nos EUA defende moda GG



Essa notícia não poderia passar despercebida. Achei o máximo a matéria com essa modelo, já tinha ouvido que nos EUA as gordinhas são modelos, mas nunca tinha visto realmente. Não exalto a obesidade, exalto a quebra do tabu que é a ditadura da magreza no mundo da moda. E realmente é muito difícil achar uma roupa elegante que vista bem numa gordinha. Esse ramo é uma mina de ouro mesmo. Eu pago o preço que for por uma roupa estilosa que vista bem. Aos olheiros de plantão: sou gordinha e também sou linda... rsrsrsrs

Modelo brasileira que veste 48 e trabalha nos EUA defende moda GG em SP
Fluvia Lacerda chegou à capital paulista nesta terça-feira (28). Brasileira trabalha como modelo ‘plus size’ há quatro anos.

A modelo Fluvia Lacerda, de 28 anos, sempre foi gordinha, nunca considerou o seu excesso de peso um problema e, por isso, jamais fez regime. Ela também não imaginou que o seu manequim 48 seria fundamental para que fosse descoberta por uma ‘olheira’ e conquistasse o sucesso profissional como modelo.

Fluvia é uma modelo “plus size” da agência Elite nos Estados Unidos, ou seja, ela trabalha profissionalmente e estrela catálogos de marcas que produzem peças tamanho G e GG. “Aqui no Brasil, esse segmento de modelos praticamente não existe. Lá fora, muitas agências têm modelos tamanho 48 porque há demanda das marcas”, afirma.
É justamente sobre essa demanda que Fluvia tenta chamar a atenção das grifes nacionais. “O dinheiro de uma mulher gorda aqui não vale nada porque ela não encontra muitas opções de roupas bonitas, elegantes e com bom acabamento”, dispara. “As roupas para gordinhas no Brasil são geralmente malfeitas ou parecem um saco de batatas”, completa.

Antes de ir morar no exterior, Fluvia conta que nunca tinha pensado que poderia ser uma gordinha fashion. “Até porque nunca encontrei algo legal que servisse em mim”. Mas, apesar de achar que a moda brasileira está longe de atender à demanda das mulheres vaidosas e acima do peso, Fluvia reconhece que a situação está melhorando.

“Mas os empresários precisam reconhecer que há uma demanda muito grande. Moda para gordinhas é uma mina de ouro”, diz a modelo, citando como exemplo um dia em que decidiu comprar biquíni durante férias no Brasil e descobriu que o tamanho GG tinha sido o primeiro a esgotar nas lojas.

“Se há essa ditadura da magreza e os biquínis maiores se esgotam rapidamente, alguma coisa está errada”, afirma.

Fonte: G1 Notícias

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