
Uma das maiores bandas de rock do planeta, o U2 consegue romper as barreiras do mundo secular e religioso e levar, até hoje, mensagens bíblicas a todos os seus ouvintes. As músicas da banda além de me trazerem à tona sentimentos como o amor, paixão, curtição, também me levam a pensar em Deus. Isso é raro hoje em dia.
Ganhei de presente o livro Walk On – A jornada espiritual do U2, de autoria do ministro presbiteriano, Steve Stockman, e pude conhecer mais detalhes sobre a carreira dos integrantes e história da banda. Eu que já sou fã do U2 há anos, lendo o livro, fiquei mais fã ainda.
A narrativa não é tão envolvente quanto de um best-seller, e também senti falta da personificação do livro que poderia ter sido preenchida com uma entrevista. O que tem de bom é o relato fiel dos temas espirituais tratados pela discografia.
Apesar de viver a dicotomia entre o universo do rock’n roll e a vida cristã, Bono Vox coloca em suas músicas o que chamo de uma espécie de mensagem subliminar, só que voltada para as questões espirituais. Por exemplo, ora parece falar de uma musa inspiradora, ora de Deus, ou de decepções amorosas, mas que valem para as decepções com a igreja e com os cristãos mornos (como ele próprio intitula). Se você ler o livro vai entender do que estou falando.
Não é para se promover e ganhar o prêmio Nobel da Paz, que Bono milita pelas causas humanitárias dos países pobres. Desde o início, a banda nasceu com o propósito cristão, que ficou muito mais claro depois do sucesso. Tanto que um irmão da comunidade em que eles freqüentavam falou que recebera a revelação de que o U2 não deveria mais tocar. Acredito ser porque eles estavam se preparando para ir além dos muros das igrejas de Dublin. Imagina se esse desejo fosse mesmo inspirado? Imagina se o U2 deixasse se levar por uma questão legalista e parasse de vez?
Hoje, dá para perceber que foi melhor para o U2 não ser rotulado como uma banda evangélica. Afinal, eles conseguiram conquistar milhares de fãs no mundo inteiro, tanto pela qualidade musical, quanto pelas mensagens e, sugiro, também pelo ativismo. Na verdade, o U2 não se preocupa em se enquadrar nessa questão religiosa, aliás, vai muito além por ter sua fé baseada em Cristo e no exemplo Dele.
Quem é fã ou tem alguma admiração pelo U2, fica aí uma sugestão legal. E para quem não é, vale a pena ler para ficar sendo!