domingo, 31 de maio de 2009

Gordinhas na moda?



As gordinhas estão na moda?

Faço essa pergunta atenta às tendências estampadas nas reportagens que andam circulando por aí. Primeiro, achei reportagens na globo.com, como o caso da modelo gordinha que postei aqui, depois o Jornal Hoje veiculou algumas sobre moda e lingerie para gordinhas, e achei mais no blog da BBC. Pelo que tenho visto, parece que estamos mais em voga no exterior, mas o Brasil há de acompanhar essa tendência, mesmo ainda tímida.

Talvez o motivo seja o crescimento do número de transtornos alimentares, talvez o aumento da obesidade também. Talvez seja mesmo o capitalismo desenfreado que descobriu a mina de ouro nas gordinhas. Não sei se os padrões de beleza estão mudando, só sei que as pessoas estão pensando em se aceitar como tal. Se as gordinhas ficarem na moda será ótimo, o que também não quer dizer que não precisam emagrecer, mas talvez acabasse um pouco o preconceito e o abismo sentimental e social acerca da situação. Tudo tem um pouco de talvez...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Situações que marcaram minha semana


Estou sentindo dificuldade de escrever esses dias. Dificuldade porque não quero falar de coisas tristes. Como sempre transbordo meus sentimentos nas palavras, prefiro deixar para o dia que elas saem mais bonitas. Essa semana que passou cada dia foi um desafio, até pela fé fui confrontada. Termino, entretanto, a semana mais aliviada e mais forte porque soube aprender com as diversidades. Afinal, já repararam que na vida temos mais situações adversas do que tranquilas? Cabe a cada pessoa saber como lidar, ter equilíbrio e aproveitar, claro, todos os bons momentos.

Essa semana três situações me marcaram. A primeira foi quando cheguei na aula e um rapaz que mal conheço começou a falar que perdeu o irmão num acidente de moto havia cinco dias (detalhe: era segunda-feira, depois do dia das mães). Nossa meu coração cortou porque sabia exatamente como era o luto, só não sei o que é perder um filho. Conversei um pouco com ele, desejei meus sentimentos, compartilhei o que tinha passado também, mas isso mexeu demais comigo. O meu conselho foi dizer a ele que deixasse toda a tristeza sair para fora, não segurar nada e dar muita força para a mãe. Mais uma vez, lembrei do quanto é importante dizer a cada pessoa presente em minha vida a imensidão do meu amor por ela, porque as pessoas só permanecem nas nossas vidas porque são amadas, as outras passam.

O segundo confronto foi na hora do intervalo da aula, estava junto com um grupo e começamos a brincar sobre religiões, então, um aluno chega pra mim e fala que é ateu, que o deus dele é ele mesmo. Custei a acreditar, porque hoje em dia é raro conhecer um ateu, pelo menos em minha volta. Assim, questionei se ele tinha bases concretas para se considerar um ateu. Ele afirmou, explicando não ter sentido crer num deus superior, sendo ele mesmo dono de seu próprio destino, controlador de suas atitudes. Eu frisei respeitar sua opinião, mas comecei a explicá-lo porque crer em Jesus fazia todo sentido pra mim. Ele quis me contradizer dizendo ser uma questão cultural, vinda de família. Fui um pouco rude, dizendo ter certeza que não, porque a fé é um dom de Deus. Não importa a religião, católica ou evangélica, o essencial é a fé em Cristo. Seguir religião é realmente cultural, entretanto, no meu caso, procuro seguir a Cristo. Ele se mostrou incomodado com as coisas que eu disse, mas não mudou de idéia, logicamente. Então, o meu maior confronto foi pensar no sentido da minha vida com Deus. Um grande crescimento.

Por fim, a terceira situação, foi pensar na situação de uma mulher que faz mastectomia. Fui numa clínica, fazer o tratamento final para minha cicatrização, que, aliás, ficou ótima, e o médico começou a me contar que a maioria de suas pacientes tinha câncer de mama. Fiquei pensando em como a mulher deve se sentir ao ser mutilada, principalmente, uma parte tão sensível, tão feminina e maternal. Hoje, existem recursos como a reconstrução da mama, mas o fundamental mesmo é fazer a prevenção.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A visão do médico no tratamento da obesidade

Sempre atenta às questões de peso, procuro ler e me informar sobre tudo que envolve o tratamento da obesidade. Encontrei este artigo e considero super interessante porque mostra a visão do médico em relação aos pacientes obesos. Ele diz que o médico fica também desmotivado quando uma dieta não é levada a sério, sendo fato corriqueiro, acredito. As dicas que ele dá para o tratamento da obesidade são válidas e algumas interessantes, outras cheias de restrições, mas concluo que o fator de peso mesmo é a disciplina atrelada ao emocional.

Quando ele fala que o paciente vai engavetar a dieta, eu atesto. Tenho várias amarelando na gaveta.
Tratamento Cognitivo Comportamental da Obesidade
A obesidade é resultante de uma interação de variáveis biológicas, comportamentais cognitivas familiares, culturais e econômicas, que influenciam seu desenvolvimento e manutenção.

Hoje, a obesidade é conceituada como doença endócrina, metabólica de etiologia genética, agravada pelo erro alimentar e pelo sedentarismo. Portanto, é extremamente complexo o tratamento da obesidade e só se tem êxito no tratamento se for feito de forma multidisciplinar realizado por uma equipe de profissionais.

Mesmo com uma dieta orientada por um profissional da área de nutrição, com excelente “anamnese alimentar” e realizada com todos os cálculos energéticos de ganhos e gastos do paciente, não significa que ele irá seguir esta dieta. De maneira geral, ele vai "engavetá-la" ou esquecê-la em algum lugar.

Esta atitude do paciente é profundamente decepcionante para o profissional que elabora a dieta, e que leva à frustração e, às vezes, até ao abandono da atuação clínica.

Para que o paciente siga sua dieta pessoal, é necessário dar a ele orientações para que consiga ter êxito em seu objetivo. Para se conseguir seguir uma dieta e poder incorporá-la para o resto de sua vida, seria necessária a orientação de procedimentos que envolvam o controle de estímulos.

Procedimentos que envolvem o controle de estímulos:

a- Não se envolver em outras atividades enquanto come;

b- Durante as refeições evitar as atividades prazerosas;

c- Restringir a alimentação às refeições, diminuir gradualmente a quantidade de alimentos ingeridos fora delas. Fazer todas as refeições determinadas em seu programa alimentar;

d- Manter disponíveis apenas alimentos de baixo valor calóricos, que devem ser apresentados em bonitos arranjos;

e- Se necessário, manter os alimentos calóricos, optar pelos que goste menos ou pelos que necessitem preparo para que sejam ingeridos. Os alimentos hipercalóricos devem ser congelados ou armazenados em locais não visíveis e em invólucros opacos: isto diminui a possibilidade do paciente começar a comer ao ver a comida.

f- Só fazer compras após ter se alimentado e utilizar lista previamente organizada. Levar quantidade restrita de dinheiro, pois isto diminui a possibilidade da compra de alimentos fora da lista.

g- Nunca ingerir alimentos diretamente de panela, ou sacos ou potes. É melhor separar a quantidade que deverá ser ingerida, colocando-a em um prato e limitando-se a ela. Isto permite um dimensionamento da quantidade de alimentos que se está sendo ingerida.

h- Utilizar pratos pequenos e rasos. Pratos grandes e fundos dão a impressão de que se esta ingerindo pouco alimento.

i- Evitar levar travessas com comida para a mesa, se o paciente quiser ingerir mais alimentos, deverá levantar-se para apanhá-lo.

j- Deixar comida no prato. Isto se contrapõe à tendência de ingerir todo o alimento disponível, mesmo que não se esteja com fome.

k- Quando comer acompanhado evitar estender a conversa à mesa.

l- Restringir o armazenamento, o preparo e a ingestão de alimentos à apenas um cômodo da casa. A área associada à alimentação deverá ser utilizada apenas para este fim.

m- O paciente deve comer lentamente, cortando o alimento em pedaços pequenos, mastigando-o bem, prestando atenção ao seu sabor, engolindo todo alimento antes de pôr mais na boca, sempre depositando os talheres no prato enquanto mastiga e só cortando o próximo pedaço depois de engolir todo o alimento que estava mastigando.

Autor: Dr. Edson Credidio - Médico Nutrólogo - Título de Especialista em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos pela Unicamp - Coordenador do Sistema Nutrosoft - Coordenador do Selo ABRAN - Diretor da ABRAN - credidio@terra.com.br