sexta-feira, 15 de maio de 2009

Situações que marcaram minha semana


Estou sentindo dificuldade de escrever esses dias. Dificuldade porque não quero falar de coisas tristes. Como sempre transbordo meus sentimentos nas palavras, prefiro deixar para o dia que elas saem mais bonitas. Essa semana que passou cada dia foi um desafio, até pela fé fui confrontada. Termino, entretanto, a semana mais aliviada e mais forte porque soube aprender com as diversidades. Afinal, já repararam que na vida temos mais situações adversas do que tranquilas? Cabe a cada pessoa saber como lidar, ter equilíbrio e aproveitar, claro, todos os bons momentos.

Essa semana três situações me marcaram. A primeira foi quando cheguei na aula e um rapaz que mal conheço começou a falar que perdeu o irmão num acidente de moto havia cinco dias (detalhe: era segunda-feira, depois do dia das mães). Nossa meu coração cortou porque sabia exatamente como era o luto, só não sei o que é perder um filho. Conversei um pouco com ele, desejei meus sentimentos, compartilhei o que tinha passado também, mas isso mexeu demais comigo. O meu conselho foi dizer a ele que deixasse toda a tristeza sair para fora, não segurar nada e dar muita força para a mãe. Mais uma vez, lembrei do quanto é importante dizer a cada pessoa presente em minha vida a imensidão do meu amor por ela, porque as pessoas só permanecem nas nossas vidas porque são amadas, as outras passam.

O segundo confronto foi na hora do intervalo da aula, estava junto com um grupo e começamos a brincar sobre religiões, então, um aluno chega pra mim e fala que é ateu, que o deus dele é ele mesmo. Custei a acreditar, porque hoje em dia é raro conhecer um ateu, pelo menos em minha volta. Assim, questionei se ele tinha bases concretas para se considerar um ateu. Ele afirmou, explicando não ter sentido crer num deus superior, sendo ele mesmo dono de seu próprio destino, controlador de suas atitudes. Eu frisei respeitar sua opinião, mas comecei a explicá-lo porque crer em Jesus fazia todo sentido pra mim. Ele quis me contradizer dizendo ser uma questão cultural, vinda de família. Fui um pouco rude, dizendo ter certeza que não, porque a fé é um dom de Deus. Não importa a religião, católica ou evangélica, o essencial é a fé em Cristo. Seguir religião é realmente cultural, entretanto, no meu caso, procuro seguir a Cristo. Ele se mostrou incomodado com as coisas que eu disse, mas não mudou de idéia, logicamente. Então, o meu maior confronto foi pensar no sentido da minha vida com Deus. Um grande crescimento.

Por fim, a terceira situação, foi pensar na situação de uma mulher que faz mastectomia. Fui numa clínica, fazer o tratamento final para minha cicatrização, que, aliás, ficou ótima, e o médico começou a me contar que a maioria de suas pacientes tinha câncer de mama. Fiquei pensando em como a mulher deve se sentir ao ser mutilada, principalmente, uma parte tão sensível, tão feminina e maternal. Hoje, existem recursos como a reconstrução da mama, mas o fundamental mesmo é fazer a prevenção.

5 comentários:

Lê disse...

Oi Vá!

É realmente importante valorizarmos as pessoas que a gente ama.

Muito lindo o seu texto.
Grande bjo!!

Déia Tariga disse...

Olá...conheci seu blog hj...adorei...

Se quiseres visitar o meu, sinta-se a vontade!

Gr Abraço!

Ivy disse...

Cada vez me convenço mais de que todas as coisas, pessoas, situações,circuntâncisa que Deus permite vivermos...contribuem para o bem daqueles aque amam a Deus!

Abs,
Ivy GArcia

Ana disse...

Oi...

Vi que você fez uma mamoplastia redutora.

Vou fazer uma em julho.

Queria te perguntar uma coisa:

quantos gramas ele retirou das suas mamas?

Você perdeu peso no pós operatório?

Obrigada!

Vanessa Trotta disse...

Olá Ana, fiz sim.
Vc pode conferir toda minha história aqui no blog. Vá nos marcadores e clique em Cirurgia plástica. Está tudo lá.
Retirei 2,2 kg ao todo. Não perdi peso ainda, pelo contrário, engordei um pouquinho, mas foi por fatores emcionais mesmo.

Se tiver mais alguma dúvida é so perguntar!

Abraço!
Boa cirurgia!