quarta-feira, 30 de março de 2011

Agradecimento e atualização sobre a mamoplastia redutora


Olá leitoras!
Primeiro quero agradecer a vocês o acesso ao meu blog. Obrigada pelos emails com elogios e motivação para continuar escrevendo.
Eu não costumo responder aos comentários sobre a cirurgia.
Também quero comentar sobre o resultado de minha mamoplastia redutora, após 2 anos e meio. Como foi meio traumática a minha cicatrização, já tinha percebido alguns cistos na minha mama. Pensei que fosse do processo e ia desaparecer, mas como eles continuam aqui, resolvi procurar a ginecologista. Fiz o ultrassom das mamas e foram detectados dois cistos em cada uma. Eles são palpáveis. Minha médica falou que não preciso me preocupar, pois eles são benignos e resultado da lesão, ou seja, da cirurgia. Não sinto dor, só um desconforto no período menstrual.
Essa foi mais uma consequência da cirurgia. Não, eu não me arrependo em hipótese alguma. Se meus seios caírem, após ter filhos, pretendo fazer outra plástica e aí aproveito para retirá-los. Sim, eu passaria por tudo novamente.
Pelos emails que recebo, também vejo algumas mulheres que tiveram problemas na cirurgia, principalmente, com a necrose da aréola, cicatrização e expulsão de pontos. É um risco, mas é mais comum do que eu pensava. Falo isso pela experiência mesmo, sem dados científicos. Contudo, todas que operaram me relatam estar muito satisfeitas, nunca recebi um email relatando arrependimento. E olha que recebo em média de três a cinco emails por semana.
Bom, é isso! Boa sorte a todas! Continuem na luta para realizar esse sonho que é muito simples de alcançar!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Violência Contra a Mulher

São constantes as situações de violência contra a mulher. Praticamente todos os dias, vemos nos noticiários que algum homem de coração partido agrediu, esfaqueou, ou matou a musa inspiradora que não retribuía as suas expectativas. Isso me preocupa muito. O fato de serem recorrentes notícias como essas mostra o quanto o papel da mulher é banalizado na sociedade. Não temos direito de escolha, temos que ficar a força com o cara simplesmente porque ele quer. Se não entregamos nosso corpo, nosso afeto, nosso amor, estamos sujeitas a perder a própria vida. Além de absurdo, isso deveria ser extremamente ultrapassado. São frutos do machismo intrínseco à história da humanidade.

O homem tem que ter posse da mulher. A mulher é sua. É propriedade privada. A rejeição fere seu orgulho de macho. Essa concepção arraigada no ego masculino vira motivo para vários crimes. E a mulher continua indefesa, vive ameaçada e com medo. Uma vez ouvi de uma colega jornalista que trabalha na área de polícia que “se o homem diz que vai te matar. Ele vai te matar”. Não adianta viver reclusa, o jeito é fugir mesmo, pois a insegurança é muito grande. Lembro muito bem da cabeleireira de Venda Nova que instalou uma câmera no próprio salão e foi assassinada à queima roupa pelo ex-marido diante dela. Sim, ela estava protegida por uma medida cautelar.

Então, pergunto: o que fazer? Como mudar essa situação? Como garantir a proteção da mulher? A Lei Maria da Penha, muito criticada por entes da sociedade, representou um avanço nesta questão. Mas como cumprir e aplicar a lei?

É preciso muito mais. É preciso continuar na luta pela igualdade de direitos e esse não é um discurso feminista. Começar primeiro pela conscientização da sociedade, principalmente das próprias mulheres. A violência começa pelo assédio moral. A mulher é muito coração.
Se o companheiro começa xingando, humilhando, rapidinho estará batendo. E por ser coração, a mulher perdoa. Não ele não fez por mal. Ou então, fica com medo e sofre calada. É preciso se valorizar, se amar. Quando uma briga termina na agressão física, todos os limites foram ultrapassados. Perdeu-se o respeito. A relação já era. Não tem perdão para homem que bate em mulher. É preciso dar um fim, dizer basta. Um homem digno respeita a companheira acima de tudo.

Muitas mulheres já perderam a vida. É intolerável que isso seja visto como uma simples briga de marido e mulher. A sociedade e os governos devem se responsabilizar para evitar esses crimes. Para evitar essa situação que acomete milhares de mulheres. Não podemos mais aceitar.