segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Remédios para emagrecer: eis a questão!

Especialistas apresentaram na quarta-feira (23) a última cartada contra o veto aos inibidores de apetite, na audiência organizada pela Anvisa, em Brasília.

O debate sobre a retirada dos medicamentos para emagrecer pesou agora no Brasil. O fator alarmante é que o país é o maior consumidor dessas drogas no mundo. Não me surpreende nem um pouco esse fato, pois é só ir a um endocrinologista e você sai feliz com a receita azul. Não sou especialista, muito menos trabalho na área da Saúde. Sofro com o excesso de peso. Apenas sou consumidora. Como sou curiosa, leio muito sobre o assunto e por isso não consegui formar minha opinião sobre a retirada dos medicamentos para emagrecer do mercado.

Tendo para um lado de ser contra esse ato. Primeiro, porque esses medicamentos podem ser benéficos para o obeso que faz uso consciente. Eu mesma já fiz e obtive bons resultados, apesar de algumas vezes ter aumentado de peso após o uso. O medicamento pode ajudar o obeso que não consegue resultado somente com dieta e exercícios. Pode ser um impulsionador.

A tendência em ser a favor da Anvisa é principalmente pela banalização de como conseguir a receita azul. Qualquer pessoa que está apenas uns cinco quilos acima do peso ideal consegue a receita seja para sibutramina ou anorexígenos. Muitas vezes, os médicos nem verificam o histórico médico do paciente. Por exemplo, a pessoa tem a pressão cardíaca controlada e nunca fez um eletrocardiograma. Repito que não sou especialista, mas deve ocorrer da pessoa não saber que tem tendência a desenvolver problemas cardíacos, ou mesmo, depressão e mania.

As pessoas com sobrepeso, que teimam em usar medicamento para emagrecer, acabam prejudicando os obesos por tabela, pois o alto consumo dessas drogas influi em ações como essa da Anvisa. O fato da retenção da receita inibe a venda, mas a fiscalização deveria ser maior. Como sabemos: é impossível controlar tudo, sempre há um jeito de burlar. E isso prejudica também.

Quanto aos riscos à saúde do paciente que faz uso desses medicamentos, pelo que entendo depende muito de pessoa para pessoa. O certo mesmo é a conscientização do paciente de que se ele usar esses medicamentos e não mudar os hábitos de vida irá voltar a engordar. Os medicamentos dão somente um primeiro resultado, não são para a vida toda. Aliás, esse é meu sonho, a ciência descobrir um remédio para obesidade de uso contínuo, assim como existe para diabetes, hipertensão, etc. Então, é preciso avaliar se realmente vale a pena usá-los. Deveria ser uma decisão individual, o que não ocorre nesse país.

A questão é que desde criança deveríamos ser educados a comer corretamente e a praticar exercícios físicos, para não ter que reaprender no futuro. As políticas públicas contra a obesidade deveriam ganhar mais espaço no governo e na sociedade. A obesidade virou epidemia no Brasil, de acordo com o IBGE. Então, temos que pensar nessa doença da modernidade igual como pensamos na dengue, no câncer de mama, entre outras que ganham destaque em campanhas na mídia e nos governos. Reconheço que avançamos bastante de alguns anos pra cá, mas ainda estamos carentes de ações.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Crise dos 30???

A famosa crise dos 30 já começa a atormentar as amigas que chegam na casa dos 27 (sou a caçula e ainda tenho alguns meses). Ainda faltam três anos para virarmos balzaquianas, mas como mulheres são ansiosas por natureza, começam a correr para chegar na idade tão “temerosa” com tudo em cima. É estranho o fato de envelhecer, pois outro dia mesmo eu tinha somente 17. Ainda somos muito novas, estamos na flor da idade. O fato é que temos de honrar os 30 e chegar nele bem-sucedidas profissionalmente, de casamento encaminhado ou à vista, corpo sarado, cabelos hidratados, pele viscosa, cintura de pilão e sermos dona de uma cadela para mimarmos antes dos filhos.

Já avisei para o Vitor que se não resolvermos nossa vida até lá, vou dar o golpe da barriga. Ele arregalou os olhos e ficou sem palavras. Não, eu não sou louca. É lógico que estava brincando, embora tivesse me passado pela cabeça. O medo de ficar encalhada, solteirona, frustrada profissionalmente e gorda, logo no auge da beleza feminina, é compartilhado por várias garotas, assim como eu. O engraçado é a reação dos homens. A maioria nem liga para o fator idade. Coloquei uma frase nesse sentido no facebook e alguns deles me responderam: “dê tempo ao tempo”, “você é uma mulher moderna, não precisa se preocupar”. Pensando bem, eles têm razão.

Tenho várias amigas que passaram dos 30 e continuam numa boa. Não precisam se agarrar em qualquer sujeito para não ficar sozinha. Pelo contrário, ficaram mais seletivas na hora de escolher o companheiro. Muitas delas não têm filhos e esperam a hora certa de ser mãe. Creio que dão tempo ao tempo, como disse meu colega.

Talvez seja mais uma cobrança boba imposta pela sociedade ter que virar balzaquiana com tudo resolvido na vida. É como se fosse um prazo de validade. Passou, venceu. Ainda dizem que a vida começa aos 40, e se for verdade?

Não temos razão para nos preocuparmos com essa cobrança. Nossa única preocupação deveria ser chegar aos 30 com boa saúde, auto-conhecimento e, principalmente, mais maduras. Prontas para nos apaixonarmos e casarmos quando for a hora, quando for com o cara certo, prontas para mudarmos de profissão se não somos felizes na que escolhemos, prontas para termos nossos filhos quando tudo estiver planejado e sempre prontas para nos amarmos assim como somos, magrinhas ou gordinhas, só de alma leve. Afinal, o tempo não para, sempre haverá o tempo certo pra tudo que quisermos, tanto faz se antes ou depois dos 30.