segunda-feira, 11 de maio de 2009

A visão do médico no tratamento da obesidade

Sempre atenta às questões de peso, procuro ler e me informar sobre tudo que envolve o tratamento da obesidade. Encontrei este artigo e considero super interessante porque mostra a visão do médico em relação aos pacientes obesos. Ele diz que o médico fica também desmotivado quando uma dieta não é levada a sério, sendo fato corriqueiro, acredito. As dicas que ele dá para o tratamento da obesidade são válidas e algumas interessantes, outras cheias de restrições, mas concluo que o fator de peso mesmo é a disciplina atrelada ao emocional.

Quando ele fala que o paciente vai engavetar a dieta, eu atesto. Tenho várias amarelando na gaveta.
Tratamento Cognitivo Comportamental da Obesidade
A obesidade é resultante de uma interação de variáveis biológicas, comportamentais cognitivas familiares, culturais e econômicas, que influenciam seu desenvolvimento e manutenção.

Hoje, a obesidade é conceituada como doença endócrina, metabólica de etiologia genética, agravada pelo erro alimentar e pelo sedentarismo. Portanto, é extremamente complexo o tratamento da obesidade e só se tem êxito no tratamento se for feito de forma multidisciplinar realizado por uma equipe de profissionais.

Mesmo com uma dieta orientada por um profissional da área de nutrição, com excelente “anamnese alimentar” e realizada com todos os cálculos energéticos de ganhos e gastos do paciente, não significa que ele irá seguir esta dieta. De maneira geral, ele vai "engavetá-la" ou esquecê-la em algum lugar.

Esta atitude do paciente é profundamente decepcionante para o profissional que elabora a dieta, e que leva à frustração e, às vezes, até ao abandono da atuação clínica.

Para que o paciente siga sua dieta pessoal, é necessário dar a ele orientações para que consiga ter êxito em seu objetivo. Para se conseguir seguir uma dieta e poder incorporá-la para o resto de sua vida, seria necessária a orientação de procedimentos que envolvam o controle de estímulos.

Procedimentos que envolvem o controle de estímulos:

a- Não se envolver em outras atividades enquanto come;

b- Durante as refeições evitar as atividades prazerosas;

c- Restringir a alimentação às refeições, diminuir gradualmente a quantidade de alimentos ingeridos fora delas. Fazer todas as refeições determinadas em seu programa alimentar;

d- Manter disponíveis apenas alimentos de baixo valor calóricos, que devem ser apresentados em bonitos arranjos;

e- Se necessário, manter os alimentos calóricos, optar pelos que goste menos ou pelos que necessitem preparo para que sejam ingeridos. Os alimentos hipercalóricos devem ser congelados ou armazenados em locais não visíveis e em invólucros opacos: isto diminui a possibilidade do paciente começar a comer ao ver a comida.

f- Só fazer compras após ter se alimentado e utilizar lista previamente organizada. Levar quantidade restrita de dinheiro, pois isto diminui a possibilidade da compra de alimentos fora da lista.

g- Nunca ingerir alimentos diretamente de panela, ou sacos ou potes. É melhor separar a quantidade que deverá ser ingerida, colocando-a em um prato e limitando-se a ela. Isto permite um dimensionamento da quantidade de alimentos que se está sendo ingerida.

h- Utilizar pratos pequenos e rasos. Pratos grandes e fundos dão a impressão de que se esta ingerindo pouco alimento.

i- Evitar levar travessas com comida para a mesa, se o paciente quiser ingerir mais alimentos, deverá levantar-se para apanhá-lo.

j- Deixar comida no prato. Isto se contrapõe à tendência de ingerir todo o alimento disponível, mesmo que não se esteja com fome.

k- Quando comer acompanhado evitar estender a conversa à mesa.

l- Restringir o armazenamento, o preparo e a ingestão de alimentos à apenas um cômodo da casa. A área associada à alimentação deverá ser utilizada apenas para este fim.

m- O paciente deve comer lentamente, cortando o alimento em pedaços pequenos, mastigando-o bem, prestando atenção ao seu sabor, engolindo todo alimento antes de pôr mais na boca, sempre depositando os talheres no prato enquanto mastiga e só cortando o próximo pedaço depois de engolir todo o alimento que estava mastigando.

Autor: Dr. Edson Credidio - Médico Nutrólogo - Título de Especialista em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos pela Unicamp - Coordenador do Sistema Nutrosoft - Coordenador do Selo ABRAN - Diretor da ABRAN - credidio@terra.com.br

2 comentários:

Lê disse...

Oi Vá!

Este assunto dá pano para manga, né?!
Sempre tem algo a respeito. Imagina um especilista da área. Tem de estar sempre correndo atrás para se manter atualizado.
Bjoca!

Myrtis disse...

Oi Lindaaa...Tudo bem?? Tem um selinho pra vc no meu Blog...De uma passadinha lá depois!! Bjim**