quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A danada da auto-estima


Sempre descubro algo que me faz refletir conversando com amigas! E essa semana foi a respeito da auto-estima. Estou trabalhando na terapia para aumentar esse fator tão essencial, principalmente para nós mulheres. Estou conseguindo bons resultados. O mais curioso é que conversando com umas amigas que têm o corpo bonito, são resolvidas profissionalmente, têm namorado, enfim, levam uma vida que eu chamaria de normal, me confessaram ter auto-estima baixa. Fiquei surpresa! Pensei: é lógico que esse fator não envolve somente quem tem problemas relacionados ao peso.

Indo mais a fundo, comecei a refletir como pode ser formada a auto-estima de alguém. Não sou psicóloga, muito menos especialista no assunto, mas arrisco a falar que começa na infância. Muitas vezes, como somos tratados pelos nossos familiares, ou por nossos coleguinhas, pelo professor, entre outras pessoas que exercem influência na nossa vida, pode afetar na formação da opinião que teremos de nós mesmos. As comparações feitas pelos adultos entre as crianças, por exemplo, fulaninho faz isso e você não, o medo de decepcionar nossos pais e a necessidade de chamar a atenção em tudo, envolve a formação da auto-estima. Foi no berço que comecei a despertá-la, mas não consegui assimilar algum processo no desenvolvimento, como ser uma adolescente com oscilação de peso na época da ditadura da magreza, e isso me prejudicou bastante.

Trabalho para aumentar minha auto-estima porque a vida fica mais bonita e mais feliz quando a gente se ama do jeitinho que a gente é. Não ficamos inseguros, tímidos, ou nos sentindo inferiores. Pelo contrário, ficamos ousados, seguros e até mais sensuais. Deve ser muito bom ter a auto-estima lá em cima. Caminho para isso. Todos os dias olho no espelho e faço o exercício: você é linda, eu amo você, você é especial, você nasceu pra ser feliz. Pode até parecer bobo, mas que tem me ajudado muito, isso tem. Até as pessoas começam a perceber que você está diferente, acham que cortou o cabelo, emagreceu, ou está apaixonada. Melhor do que botar pra fora o bem que fazemos a nós mesmos é impossível! Como diz o velho ditado: se a gente não gostar da gente mesmo, quem vai gostar?

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