terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Comer, Rezar, Amar

No final do ano todos os sites fazem promoções, principalmente nos dias de feriado. Fiquei atenta e peguei uma super queima de estoque na Saraiva com livros pela metade do preço. Estava fazendo a festa quando o título do livro me chamou atenção: Comer, Rezar, Amar, da Elizabeth Gilbert. Verifiquei que era uma história verídica de uma jornalista e escritora sobre viagens pelo mundo. Decidi comprar. Tudo bem que tenho muito preconceito sobre best sellers, mas precisava ter momentos de diversão e também confesso que não sou crítica literária, muito menos intelectual. Mais tarde, desfrutando da leitura, não me arrependi nem um pouco, pelo contrário, tive vontade de ter uma experiência assim como a de Liz.

Ela acabara de se divorciar, por decisão própria, porque precisava se encontrar, e apesar de todo processo de depressão, decidiu que passaria um ano inteiro, divido em quatro meses, morando na Itália, Índia e Indonésia. Na Itália, ela engordou 11 kg em busca do prazer; na Índia, encontrou-se com seu deus; e na Indonésia, apesar de ter ido para morar com um xamã, descobriu o amor de sua vida.

Contando assim a grosso modo não parece nada demais, mas juro que lendo o livro quase morri de vontade de ir morar na Itália, aprender o italiano, honrar minhas origens e provar da fabulosa culinária. Tive vontade de ir à Ìndia, não para ficar meditando e cantando mantras, porque sou bem resolvida com minha fé, mas para estar num lugar místico junto da natureza e com a tremenda disciplina num ashram. Em Bali, então, além das praias paradisíacas, dá vontade de curtir a liberdade diante da mistura dos costumes e raças.
Fora que fiquei muito curiosa para saber quem era o brasileiro por quem Liz se apaixonou, procurei fotos pela net e não achei nada. Aliás, se alguém achar me conte aonde, por favor! Enfim, indico o livro porque além de despertar o espírito viajante, a curiosidade nata na experiência alheia, também é uma leitura prazerosa, em que Liz prende nossa atenção ao contar sua história. Sem falar na invejinha básica de poder ter dinheiro suficiente para ir morar pelo mundo afora durante um ano inteiro, sem se preocupar, porque a renda de seus livros vendidos é o bastante para se autosustentar!

Curta um trechinho de como começa a história de Liz:

E uma vez que já estou ali ajoelhada no chão em posição de súplica,
deixem-me manter essa posição enquanto viajo no
tempo até três anos atrás, até o instante em que toda esta
história começou – um instante que também me encontrou nessa
mesma exata posição: de joelhos, no chão, rezando.
No entanto, tudo o mais em relação à cena de três anos atrás era diferente.
Daquela vez eu não estava em Roma, mas sim no banheiro do
andar de cima da grande casa no subúrbio de Nova York que eu acabara de
comprar com meu marido. Eram mais ou menos três horas da manhã
de um novembro gelado. Meu marido dormia na nossa cama. Eu estava
escondida no banheiro pelo que deveria ser a 47a noite consecutiva, e –
como em todas aquelas outras noites – estava soluçando. Soluçando com
tanta força, na verdade, que uma grande poça de lágrimas e muco se espalhava
à minha frente sobre os ladrilhos do banheiro, um verdadeiro lago
formado por toda minha vergonha, medo, confusão e dor.
Eu não quero mais estar casada.
Eu estava tentando tanto não saber isso, mas a verdade continuava
a insistir.
Eu não quero mais estar casada. Não quero morar nesta casa grande.
Não quero ter um filho.

2 comentários:

Alê disse...

Oi Vá!

Já tinha ouvido falar que este livro é muito interessante!
Agora, me animei ainda mais a ler!
Bjs!

Ivy Garcia disse...

Até ja encomendei o meu rs depois que li sua indicação, deve ser muuuuuuuito bom, até porque estou precisando repensar meu casório...