
Fui convidada para dar uma palestra sobre Comunicação aos estudantes do Curumim (não vou falar o nome), em Contagem. Aceitei e fiquei empolgada, pois nunca tinha dado uma palestra antes. Gastei tempo e disposição para preparar a aula. Tive o cuidado de elaborar algo interessante para as crianças, para chamar a atenção, mantive a preocupação de usar uma linguagem fácil, jovem. Até uma brincadeira sobre comunicação, que aprendi na faculdade, me prontifiquei a fazer. Esperava, no mínimo, crianças interessadas e educadas.
Admito que tenho um pensamento muito preconceituoso sobre o futuro dessas crianças. Afinal, educação começa desde que a criança nasce e os valores e o caráter são construídos e moldados pela família. Se a criança não recebe uma base em casa, na escola será muito difícil ensinar. Fiquei algumas horas naquele lugar e vi tantos absurdos acontecerem que tive que lavar minhas mãos. A solução está muito além do que eu me proponha a fazer. Mesmo por serem crianças dignas de misericórdia com direito a um futuro mais humanitário, não tive pena! O problema é cultural e social, muitas vezes, arraigado nos próprios familiares.