quarta-feira, 4 de março de 2009

Como ocorre a obesidade?

Infelizmente, como você vai conferir neste texto, a obesidade é um círculo vicioso, do qual é muito difícil sair dele de uma vez por todas.

Como ocorre a obesidade ?
Frequentemente, a obesidade deve-se mais ao que se come do que à quantidade consumida de alimentos, o que pode gerar um desequilíbrio na balança da ingestão e gasto. Obtemos peso quando ingerimos mais do que gastamos; em contrapartida, perdemos quando gastamos mais do que ingerimos. Por fim, mantemos o peso estável quando os pratos da balança estão equilibrados.

A obesidade parece estar relacionada com a infância, pois é nesta fase, principalmente entre 2 e 3 anos, que se adquire grande parte das células adiposas responsáveis pelo armazenamento de gordura no corpo. Essas células são elásticas e, estimuladas pela ingestão excessiva de alimentos, são capazes de armazenar até dez vezes o seu tamanho. Quando chegam neste limite, dividem-se ao meio, duplicando seu número. Resultado:gordura em dobro.

O poder de multiplicação dessas células diminui sensivelmente depois da adolescência, mas o tecido adiposo produzido na infância acompanha o indivíduo por toda a vida. É a famosa “tendência de engordar”. Se acontecer deste indivíduo receber uma superalimentação, o processo é acelerado, tornando-o propenso à obesidade.

As dietas de emagrecimento esvaziam os reservatórios de gordura, mas não eliminam as células adiposas. Assim, qualquer deslize alimentar faz com que as moléculas de gordura presentes na corrente sanguínea sejam carregadas para dentro dessas células, inchando-as novamente.
Os fatores psicológicos também podem estar intrinsecamente ligados à obesidade, embora não haja um tipo específico de personalidade associado ao problema. A sociedade estigmatiza o gordo, facilitando sentimentos de auto-rejeição, rotulando o excesso de peso como um desvio social gerado pela falta de autocontrole.

A pessoa obesa adquire, assim, uma reação de auto-anulação e auto degradação, que ajuda a perpetuar a imagem de que ela mesma representa um caso de desvio social. É como se o indivíduo estivesse fora do padrão social de estética. Assim, ele fica propenso a entrar num círculo vicioso de baixa estima, depressão e compulsão pela comida, piorando o quadro, como um processo de auto-punição. Muitos indivíduos com excesso de peso comem demais para satisfazer uma ou mais necessidades emocionais. A fartura alimentar compensa ou substitui as carências afetivas, acalmando os conflitos interiores. Quando os alimentos preenchem as necessidades emocionais, a saciedade ou não é reconhecida, ou é ignorada fisiologicamente. O indivíduo se torna dependente do alimento como um soporífero para aliviar a ansiedade, a frustração e o vazio emocional.

Texto adaptado da Associação Brasileira de Nutrologia

Um comentário:

Lê disse...

É Vá...
sem dúvida uma luta constante que exige perseverança e muita disciplina.

Bjs!