terça-feira, 10 de março de 2009

Quem quer ser um milionário?

Não foi por acaso que o filme de Danny Boyle foi tão premiado este ano. Slumdog Milionaire conta a história de Jamal Malik, um órfão de 18 anos das favelas de Mumbai, que está a um passo de ganhar o surpreendente prêmio de 20 milhões de rúpias na versão indiana do programa de TV "Quem Quer Ser Um Milionário?". Preso sob suspeita de ter trapaceado, ele conta à polícia sua incrível história de vida como um menino de rua, de seu irmão e da garota que tanto ama, mas que também perdeu. Então, como é possível que ele soubesse todas as respostas do programa e não tivesse interesse em dinheiro?

A trama é envolvente e não te dá aquela segurança típica de filmes com finais felizes. Isso porque ao decorrer do filme conseguimos acreditar que as tragédias sobressaem na vida humana, principalmente, na dos pobres. Como o filme tenta chocar ao mostrar uma Índia com suas misérias, também nos surpreende com suas cores e formas numa fotografia impecável. O cenário mostra o lado sombrio que marcou a vida dos protagonistas, mas destaca o lado colorido como se a vida deles fosse sempre uma aventura.

O que me chamou atenção, foi a forma de como Salim traí seu irmão Jamal já é esperada desde quando eram crianças. Até lá, parece que o destino do irmão foi traçado para ser cruel. Na mesma hora em que Salim salva Jamal, mais na frente quase vai acabar com a força de vontade com que o irmão quis dar a volta por cima. Mesmo após a traição, quando Salim protege Jamal, o lado família sempre fala mais alto.

Também vi alguns clichês horrorosos no filme, por exemplo, quando Jamal reencontra Latika e sugere fugirem para viver só de amor. Porém, nada que não seja imperdoável para tirar o mérito de Quem quer ser um milionário?

2 comentários:

Lê disse...

Oi Vá!

Confessp que estava com preconceito de assistir, mas o trailler despertou minha curiosidade.
Parece ser um filme que mexe com nossas emoções! Gosto de longas assim!
Bjs!

Granma disse...

Fantástico comentário para um filme da mesma forma fantástico, Vanessa.
Mais uma vez, gostei de ter passado por aqui.
Abração
Vivi