domingo, 14 de setembro de 2008

Aos queridos primos-amigos






Já escrevi diversas vezes sobre amizade aqui. Aproveito mais uma vez para fazer de novo. Neste momento, meu sentimento é só de agradecimento aos amigos, principalmente aqueles especiais que fazem parte também da minha família. Acho que o carinho e o zelo que temos um pelo outro é mais intenso pela questão do sangue e da convivência mesmo. Impressionante!

Cada amigo tem um lugar especial no nosso coração. Muitas vezes, já torci para ter uma melhor amiga igual aquela que a gente tinha na época da adolescência. Depois percebi que ela foi substituída pela cumplicidade do companheiro e a presença aleatória de novas amigas. Os amigos seguem outros caminhos e mesmo assim não deixamos de ser amigos!

Foi o que aconteceu comigo. Quando ainda era criança, meninota sapeca, minha prima, muito querida, gostava de me adotar no período das férias. Como era bom! Marcou muito minha infância! Ela cuidava de mim igual uma bonequinha. Fazia pudim, que eu amo de paixão e (sem querer puxar-saco é o melhor que já comi), fazia penteado, levava ao cinema, clube, shopping, alugava filmes da Xuxa, contava histórias, jogava buraco, enfim, me divertia bastante naquela época. Aprendi muito com ela! Quando me tornei adolescente a diferença de idade influenciou, e como todo adolescente não tem juízo, a gente se afastou, mas foi natural. O carinho nunca ficou distante.

Agora que nos “reencontramos” quando caminhamos pela vida com momentos ora coloridos, ora doídos, o que ficou lá atrás veio à tona como forma de cumplicidade, alma leve e o prazer da companhia. O melhor que não foi só uma prima-amiga que ganhei, existem outros que conquistei, porque além de primo, é amigo. Teve uma que veio como um raro presente: a namorada de um primo, que considero membro da família há um tempo, mas por ocasiões do destino só aproximamos agora. E o melhor: nos identificamos muito.

Deixo registrado aqui todo carinho, amor, admiração e respeito que tenho por esses amigos. As pessoas passam na nossa vida e sempre deixam algo que marca, umas mais, outras nem tanto. E essa fase que vivo hoje, levo como parte da minha história, quando na infância o laço começou a ser feito e está mais forte agora. Marcar, eles já marcaram demais. E não adianta esconder, os laços são fortes pelo mesmo fator traçado na nossa vida que nos uniu: a família.

Não queria ser piegas, mas quando se trata de amigos acho que é meio impossível, não? Afinal, como diria a canção: amigo é coisa pra se guardar...

Um comentário:

Camila disse...

Vá, seus textos são sempres lindos. Você também é uma grande amiga.

Beijos

Camila